quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

E-mail que o Pastor Silas Malafaia me enviou referente a PL122 e PNDH3

Se o projeto de lei 122 for aprovado, quem criticar a prática homossexual no Brasil será rotulado como homofóbico e será passivo de pena. Terá que responder criminalmente. Um absurdo.

Este projeto de lei foi aprovado na câmara (no apagar das luzes) e está tramitando no senado, esperando votação. Se este malfadado projeto for aprovado, irá pra cadeia que emitir qualquer crítica à prática homossexual.

A sociedade brasileira a qualquer momento pode ser privada de emitir opinião contrária à pratica homossexual. Esta lei funcionará como uma espécie de mordaça gay. Um verdadeiro retrocesso democrático.

A Constituição Brasileira diz o seguinte:

"IV - É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantidas, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e às suas liturgias

VIII - Ninguém será privado de seus direitos por motivo de crença religiosa ou de conviccão filosófica ou política.

IX - É livre a expressão da atividade intelectual, independentemente de censura ou licença."

Ciente de meus direitos como cidadão eu vou até o Supremo Tribunal Federal se for preciso. Eu sou livre para expressar opinião, a constituição me garante isso. Esse projeto de lei antes de tudo é inconstitucional.

Qualquer pessoa pode buscar seus direitos na justiça diante de ofensa ou ameaça a sua integridade física ou moral. Os homossexuais têm esse direito garantido, como qualquer cidadão. Eles não precisam de uma lei especial pra isso. Será que eles são especiais em relação aos demais membros da sociedade?

Nesse país se critica o padre, o pastor, se critica a Deus, ao presidente, critica-se o diabo. Mas que história é essa: Não se pode criticar a prática homossexual? É preciso lembrar que há uma diferença entre criticar a prática homossexual, e discriminar um homossexual. Eu posso fazer um juízo crítico da prática homossexual, sem ser preconceituoso com a pessoa que se declara homossexual.

Imagina a cena no Pátio de uma igreja ou de uma escola: Dois rapazes se beijando. Se o diretor da escola tentar impedir a afetividade, 2 a 5 anos de cadeia. Se o pastor da igreja mostrar oposição, o mesmo, 2 a 5 anos de cadeia. Interessante que isso não vai acontecer se quem for impedido de se beijar tratar-se de um rapaz e uma moça. Eles podem ser proibidos, sem que nada aconteça com o pastor ou diretor.

Se o pai ou a mãe descobre que a babá é lésbica e decide demiti-la, por não querer que uma pessoa com orientação homossexual cuide de seu filho, 2 a 5 anos de cadeia. Já se a babá for demitida porque se descobriu que ela é evangélica e a mãe não quer que o seu filho seja influenciado por uma crente, tudo bem.

Mande emails para os senadores, entre em www.senado.gov.br. Vai aparecer na tela SENADORES. Você clica POR UF, que é a Unidade Federativa, onde você encontra os Senadores por estado. Lá tem o espaço para você mandar sua mensagem em favor da família. Diga ao senador para não aprovar a PL-122. Multiplica esta notícia pelo teu site, por blogs, fale na sua igreja, mande email para tudo que é senador, os 81 senadores estão lá.

O PNDH3 trata sobre diversas questões dentre elas a liberdade religiosa, o aborto, o homossexualismo, etc. O pastor Paschoal Piragibe, através de um vídeo exibido no youtube, detalha de forma clara as questões propostas nesse projeto.

Que as ricas bênçãos de Deus sejam abundantemente derramadas sobre todas as áreas de sua vida.

Pr. Silas Malafaia.

Sinais dos Tempos - Dom Demétrio Valentini

Vem de longe a advertência para estarmos atentos aos sinais dos tempos. O próprio Mestre interpelava o povo, que se mostrava capaz de fazer a "previsão do tempo", mas não se dava conta dos "sinais do Reino", como lembram as liturgias do Advento.

Quem se caracterizou pela insistência em valorizar os "sinais dos tempos" foi o Papa João 23. Com sua coragem e confiança em Deus, conseguiu despertar o povo para sustentar o clima favorável às grandes propostas que o Concílio iria fazer para a renovação da Igreja.

Agora, parece que se arma de novo o tempo. Há sintomas de transformações profundas em curso. Precisamos estar atentos para entender o que está se passando, para não sermos surpreendidos por acontecimentos que não estavam em nossos cálculos.

A própria natureza parece emitir sinais de alerta cada dia mais claros e insistentes. Neste contexto chega em boa hora a Campanha da Fraternidade que vai ecoar as contorções da natureza que "geme em dores de parto", como diz São Paulo em sua carta aos Romanos, frase que servirá de lema para a Campanha.

O sistema econômico mundial, apesar de todo o seu cuidado em tranqüilizar os mercados, para o bom funcionamento dos negócios, não consegue disfarçar os temores da reincidência nos mesmos sintomas de crise que já deixou muita gente na miséria. O desafio maior, na interpretação verdadeira dos sinais dos tempos, é compreender a causa dos fatos que acabam acontecendo.

Eles nos surpreendem porque não entendemos o que está na sua raiz. As mudanças religiosas costumam ser as mais inquietantes, porque mexem com costumes arraigados na cultura do povo.

Nestes dias apreciamos um cenário pelo menos curioso. Ao mesmo tempo em que os novos cardeais desfilavam suas reluzentes vestimentas vermelhas, o Papa falava da camisinha, enquanto era anunciado o novo sínodo para 2012 sobre a Nova Evangelização e a transmissão da fé cristã. Aí dá para identificar sinais de tempos passados, que se revestem do seu anacronismo, pelo qual, às avessas, também podem apontar para o futuro.

Em todo o caso, no meio deste cenário, é legítimo se perguntar para onde caminha a Igreja, que sinais nos falam do seu futuro. Ao anunciar o tema do próximo sínodo, é possível decifrar a angústia da Igreja diante de sintomas preocupantes.

Em recente pesquisa feita na França, tomando a população dos dezoito aos trinta anos, só três por cento dizem ter uma vinculação religiosa clara. Na idade crucial para a definição da vida, noventa e sete por cento dos jovens franceses não levam em conta a religião.

Este é um evidente sinal dos tempos, que está na base da proposta do próximo sínodo. Que está acontecendo com o Evangelho de Cristo, que já não motiva mais os jovens a tomá-lo como referência para sua vida? Não é por acaso que o próximo sínodo vai falar da "transmissão da fé". Este assunto define melhor a angústia da Igreja. Ela já não conta com a força da tradição para transmitir a fé.

A própria cultura se encarregava de transmitir às novas gerações os valores evangélicos. Agora a cultura não serve mais de veículo para transportar a fé. A Igreja precisa encontrar outros meios. De um momento para outro, países que tinham fama de baluartes do Evangelho, se tornam hostis a ele, ou simplesmente o ignoram. Não querem, em todo o caso, assumir nenhuma identificação com qualquer expressão religiosa.

É sintomática a insistência da comunidade européia em não colocar, na sua constituição, nenhuma referência às "raízes cristãs da cultura européia". Vivemos um tempo que caminha para a plena separação entre a esfera religiosa e a sociedade civil.

Isto pode ser muito bom para uma nova evangelização, que já não vai mais contar com a bengala do favorecimento estatal para convencer as consciências para aderirem à fé. Isto aumenta o desafio de interpretar corretamente os sinais dos tempos, que nos alertam para as mudanças profundas que vem chegando.

Dom Demétrio Valentini é bispo católico

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

AMOR VERDADEIRO


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Jesus Cristo é o caminho, a minha luz e salvação.

Senhor, eu te agradeço. O teu olhar me alcançou. Mesmo com minha pequinês, sempre manifesto o teu amor. Muitas vezes me sinto fraca no meu momento de aflição, mas o gesto mais bonito é quando me estende a tua mão.

Nesse dia de hoje, o senhor veio me exortar. Aquele que não junta está ajudando a espalhar. Disse-me pra que eu tenha mais amor, que não machuque as pessoas com minha falta de humor. Sem poder escondê-lo, Deus sentiu minha inquietação, percebeu minha ansiedade e acalmou meu coração.

Ele me revelou uma verdade, mesmo sabendo que eu ia chorar. Mas depois de tanto choro, conseguiu me consolar. Tomamos muitas vezes, decisões precipitadas, sem saber que é Deus que dá sempre a última palavra. Uma coisa eu aprendi com essa lição: que diante de qualquer dificuldade, eu sempre tenho que pedir sua proteção. Por isso Camila, ponha tua vida nas mãos do teu senhor, pois foi para isso que Ele te resgatou, como prova do seu grande amor.

Hoje, meu senhor, eu te peço teu perdão. Por ter magoado o meu amigo, aquele que me estendeu a mão. Fui tão bem recebida na sua querida casa, me deixou tudo pra eu poder ser formada.

Será senhor que ele vai me perdoar, ou ele pensa que sou louca e vai querer se afastar. Se bem Senhor, que eu não tiro sua razão, às vezes eu me comporto como uma pessoa que não tem vida de oração. Mas a partir de agora, eu vou fazer de tudo para lhe agradar, antes de qualquer decisão, vou me impor a rezar.

Olha, foi ele que me incentivou. Disse que eu sou a grande poeta do meu Senhor. Mas na verdade, eu não acho não. Só tento dizer o que sai do meu coração. Se o senhor gostar, vai me fazer muito feliz, me faz relembrar a primeira poesia que te fiz.

Todos os dias, senhor, eu peço a tua cura, das minhas fragilidades, e da minha mania de me achar tão insegura. De uma coisa estou ciente de que é verdade. Todo sentimento que é de Deus, te traz paz e tranqüilidade.

Por isso terminando, vou deixando minha declaração: Jesus Cristo é o caminho, a minha luz e salvação.

Édyla Camila

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Quem é essa temível como um Exército em Ordem de Batalha?

Por Marcos Paulo Teixeira

“Há sessenta rainhas‚ oitenta concubinas‚ e inumeráveis jovens mulheres; uma porém‚ é a minha pomba‚ uma só a minha perfeita; ela é a única de sua mãe‚ a predileta daquela que a deu à luz. Ao vê-la‚ as donzelas proclmam-na bem aventurada‚ rainhas e concubinas a louvam. Quem é essa que surge como a aurora‚ bela como a lua‚ brilhante como o sol‚ temível como um exército em ordem de batalha?” (Cant 6‚ 8-10)

Quem será esta mulher escolhida entre as prediletas? Quem será essa mulher que é a perfeita e proclamada bem aventurada entre as concubinas e rainhas? Quem é essa mulher que é mais bela que o luzeiro da noite e que brilha comparada ao sol?

Quem é essa mulher que‚ além de bela como a lua‚ é temível como um exército preparado para um ataque?

Logo após o pecado dos primeiros pais‚ Deus se dirigiu à serpente e disse: “Porei ódio entre ti e a mulher‚ entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça‚ e tu lhe ferirás o calcanhar.” (Gn 3‚ 15).

Inicialmente‚ o ódia está entre a serpente e a mulher. Se com EVA a serpente saiu vitoriosa‚ por outra mulher‚ AVE (cf Lc 1‚28)‚ a serpente sairá ferida. O ódio também será derramado sobre a descendência dessa mulher‚ mas a mulher e sua descendência conseguirá ferir a cabeça da serpente‚ em troca apenas de uma ferida no calcanhar. Cristo é o principal personagem dessa descendência‚ logo essa mulher só pode ser Maria. A descendência dessa mulher são aqueles que nasceram pelo sangue do cordeiro‚ ou seja‚ o Batismo. Logo‚ a descendència dessa mulher é a Igreja Católica. A serpente ganha dois principais oponentes‚ a Igreja e sua mãe‚ Maria. É uma batalha que começou no gêneses e vai até o apocalipse.

Vejamos:

“Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida de sol‚ a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas.” (Ap 12‚ 1)

Neste momento aparece a mulher para enfrentar o dragão. Dessa vez não está apenas a brilhar como o sol‚ mas revestida dele. A lua agora não é comparada a sua beleza‚ mas agora está debaixo dos seus pés e trazendo na sua cabeça uma coroa de doze estrelas. Essa coroa com doze estrelas são os doze apóstolos. Numa única figura‚ São João mostra que quem está chegando é a MULHER e sua descendência: Maria e a Igreja Católica. Ela não é inseparável de sua descendência. É uma mãe que anda sempre ao lado de seus filhos.

“Estava grávida e gritava de dores‚ sentido as angústias de dar à luz. Depois apareceu outro sinal no céu: um grande Dragão vermelho‚ com sete cabeças e dez chifres‚ e nas cabeças sete coroas. Varria com sua cauda uma terça parte das estrelas do céu‚ e as atirou à terra. Esse dragão deteve-se diante da Mulher que estava para dar à luz‚ a fim de que‚ quando ela desse à luz‚ lhe devorasse o filho.” (Ap 12‚ 3-4).

O dragão estava a enfrentar uma mulher grávida prestes a dar a luz. Diante da fúria do dragão que conseguia varrer uma parte das estrelas do ceu‚ se deteve diante da mulher. O dragão não prosseguia com a sua destruição diante da mulher que estava para dar a luz a um filho. O dragão esperava devorar-lhe. Maria é a Mulher que estava com Jesus em seu ventre e a Igreja gritava de dores de parto pelo nascimento de novos cristãos. Entende-se aqui o interesse do dragão de devorar os filhos da Igreja. Entende-se aqui a busca desenfreada do dragão de devorar os padres‚ os bispos e o Papa. O dragão que varrias as estrelas do céu‚ descidiu esperar para devorar a descendência da mulher‚ a Igreja.

“Ela deu à luz um Filho‚ um menino‚ aquele que deve reger todas as nações pagãs com cetro de ferro. Mas seu Filho foi arrebatado para junto de Deus e do seu trono. A Mulher fugiu então para o deserto‚ onde Deus lhe tinha preparado um retiro para aí ser sustentada por mil duzentos e sessenta dias. (Ap 12‚ 5-6)

O menino foi levado para Deus. Depois da Ressurreição‚ Jesus subiu ao Pai. A Mulher figiu para o deserto preparado por Deus. Esse deserto é a história da Igreja‚ que vive separada do mundo‚ mas manifestando o seu testemunho nesse mesmo mundo.

“Houve uma batalha no céu. Miguel e seus anjos tiveram de combater o Dragão. O Dragão e seus anjos travavam combate‚ mas não prevaleceram. E já não houve lugar no céu para eles. Foi então precipitado o grande Dragão‚ a primitiva Serpente‚ chamado Demônio e Satanás‚ o sedutor do mundo inteiro. Foi precipitado na terra‚ e com ele os seus anjos. (Ap 12‚ 7-9). Agora o inimigo da Mulher foi despejado para a Terra. E é nela que continuará a grande batalha.

Veja essa advertência: “Por isso alegrai-vos‚ ó céus‚ e todos que aí habitais. Mas‚ ó terra e mar‚ cuidado! Porque o Demônio desceu para vós‚ cheio de grande ira‚ sabendo que pouco tempo lhe resta.”(Ap 12‚ 12). A serpente vem com grande ira‚ mas encontrará aqui a Mulher‚ pronta para a guerra.

“O Dragão‚ vendo que fora precipitado na terra‚ perseguiu a Mulher que dera à luz o Menino. Mas à Mulher foram dadas duas asas de grande águia‚ a fim de voar para o deserto‚ para o lugar de seu retiro‚ onde é alimentada por um tempo‚ onde é alimentada por um tempo‚ dois tempos e a metade de um tempo‚ fora do alcance da cabeça da Serpente.” (Ap 12‚ 13-14). Vejam que onde está a Mulher‚ a cabeça da serpente não consegue chegar. Aqueles que estão perto da Mulher estão fora do alcance do demônio. Aqueles que se aproximam de Maria‚ a serpente não o alcança. Aqueles que estão longe de Maria torna-se uma presa fácil para a serpente.

Sabendo que não tinha como chegar a Mulher a serpente procurou outros métodos: “A Serpente vomitou contra a Mulher um rio de água‚ para fazê-la submergir. A terra‚ porém‚ acudiu a Mulher‚ abrindo a boca para engolir o rio que o Dragão vomitara. Este‚ então‚ se irritou contra a Mulher e foi fazer guerra ao resto de sua descendência‚ aos que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus. E ele se estabeleceu na praia. (Ap 12‚ 15-18)

Como a serpente não tinha condições de destruir a mulher‚ vomitou um rio de água para fazê-la submergir. Entende-se todas as calúnias contra Nossa Senhora‚ todos os livros‚ todas as doutrinas possíveis e imaginárias criadas para fazer‚ de alguma forma‚ a Mulher submergir. A serperte vendo que a Mulher não era afetada pelas suas tentativas resolveu fazer guerra ao resto de sua descendência‚ a Igreja Católica. Entende-se aqui ódio que a Igreja Católica causa nos mais variados setores da sociedade. Veja que essa visão de São João‚ termina dizendo que a serpente se estabeleceu na praia‚ esperando que alguém saia de perto da Mulher‚ para poder devorá-lo.

Agora se torna compreensível o porquê de Jesus se referir a Maria como “MULHER” em algumas situações‚ era para mostrar que a Mulher que vence a serpente é a sua mãe.

Aqueles que a Mulher revestida de sol estiver guardando‚ jamais a serpente conseguirá se aproximar.

Quem é essa que surge como a aurora‚ bela como a lua‚ brilhante como o sol‚ temível como um exército em ordem de batalha?” (Cant 6‚ 8-10)

É MARIA, A RAINHA DOS CÉUS!

Fica sempre conosco‚ Maria!

http://marcospauloteixeira.wordpress.com/

NÃO EXISTE CRISTÃO SEM A IGREJA

Por Marcos Paulo Teixeira

Cristo é o centro da história da Salvação. É ele que salva o homem‚ mas Jesus sempre usou uma pedagogia‚ nem sempre a primeira vista compreensível‚ para se relacionar com o homem e o ensinar. Como explicar a discrepância entre entre os 30 anos que Jesus levou do lado de Maria e José e os‚ apenas‚ 3 anos que para iniciar a sua vida pública e implementar sua obra salvífica?

Veja que‚ de fato‚ os nosso pensamentos não como os pensamentos dEle. Sobre a questão de ser cristão‚ seria muito mais fácil pensar que a minha conversão pessoal e a vida de Oração seriam suficientes para que eu recebesse o título de “cristão”. Mas‚ as coisas não funcionam nessa simplicidade toda!

Tomemos a história da conversão de Paulo. Como todos sabem‚ Paulo sempre foi um ferrenho perseguidor dos seguidores de Cristo. Foi Paulo que havia aprovado a morte de Estêvão (cf At‚ 8‚1). Foi Paulo que pediu cartas para as sinagogas com a finalidade de prender qualquer pessoa que seguisse a nova doutrina (cf At 9‚ 2)‚ ou seja‚ Paulo realmente respirava ódio aos Cristãos: “Enquanto isso‚ Saulo só respirava ameaças e morte contra os discípulos do Senhor.”(At 9‚1).

No momento em que Paulo se dirigia à Damasco para continuar as perseguições‚ eis que teve um encontro pessoal com Cristo: Durante a viagem‚ estando já perto de Damasco‚ subitamente o cercou uma luz resplandecente vinda do céu. Caindo por terra‚ ouviu uma voz que lhe dizia: “Saulo‚ Saulo‚ por que me persegues?” Saulo disse: “Quem és‚ Senhor?” Respondeu ele: “Eu sou Jesus‚ a quem tu persegues...” (At 9‚ 3-5).

Dois fatos são importantes nesse texto. O primeiro é a experiência sobrenatural e escandalosa que Paulo teve com Cristo. Sobrenatural porque a experiência da luz o iluminou e o fez enxergar o que estava fazendo de errado‚ e a voz porque agora não era mais os seus pensamentos que o guiavam‚ mas sim‚ a vontade daquele que falava com ele: “Então‚ trêmulo e atônito‚ disse ele: “Senhor‚ que queres que eu faça?””(At 9‚ 6). Essa experiência também é escandalosa porque‚ na cabeça de Paulo‚ a pergunta era evidente: Como é que uma pessoa que morreu numa cruz aparece a mim e me toca? Isso é tão verdade que na carta aos coríntios aparece claro essa idéia de uma experiência escandalosa: “A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem‚ mas‚ para os que foram salvos‚ para nós‚ é uma força divina” (I Cor 1‚ 18). “Os judeus pedem milagres‚ os gregos reclamam a sabedoria; mas nós pregamos Cristo crucificado‚ escâdalo para os judeus e loucura para os pagãos.” (I Cor 1‚ 22-23).

Aqueles que usam teorias materialistas (teologia da Libertação) para explicar a fé‚ se perdem com a experiência mística de São Paulo com Cristo. Esta é necessária e eficaz! Veja que interessante‚ Paulo teve uma experiência com Cristo Ressucitado‚ mas nas suas cartas é a cruz que predomina. É a experiência da cruz que ele se gloria. Por isso que a Igreja Católica canta que é a cruz que nos salvará.

O segundo fato é que São Paulo não perseguia Jesus‚ mas sim seus seguidores. Porém a voz dizia: “Saulo‚ Saulo‚ por que me persegues?”. Paulo teve um choque muito grande‚ pois esse Jesus se fazia presente no meio dos cristão como se fosse um com eles. Essa experiência foi tão forte que Paulo escreveu inúmeras vezes que a Igreja era sim o corpo de Cristo‚ da qual Ele (Jesus) é a cabeça. Veja: “Ele é a cabeça do corpo‚ da Igreja” (Cl 1‚ 18). “ Porque‚ como o corpo é um todo tendo muitos membros‚ e todos os membros do corpo‚ embora muitos‚ formam um só corpo‚ assim também é Cristo.” (1 Cor 12‚12).

A experiência que Paulo teve com Cristo‚ foi perseguindo os cristãos‚ ou melhor‚ a experiência de Paulo com cristo foi perseguindo a Igreja que Ele criou (cf Mt‚ 16-18). Não há como ser cristão sozinho‚ não há como ser cristão na minha casa apenas com a minha Bíblia ou na minha igrejinha particular que eu criei. Eu não posso ser cristão se não estiver no corpo de Cristo. Não há experiência verdadeira com Cristo sem Igreja‚ sem o seu povo escolhido.

No Brasil‚ apesar dos protestantes enaltecer tanto a Lutero‚ é o pensamento de João Calvino que predomina. Calvino pregava que o homem não precisava do clero‚ dos santos e da doutrina para se chegar a Cristo‚ pelo contráio‚ pregava que tudo isso era um barreira entre Deus e os cristãos. Somando-se a isso o relativismo religioso contemporâneo, a ideia de que a Igreja não é necessária para a salvação‚ vai dividindo mais e mais o cristianismo. Esse pensamento justifica o que acontece contidianamente nas igrejas protestantes: pastores que fundam outras denominações por incompatibilidade de pensamentos com ou outros pastores.

Continuam alegando o cristianismo individualista‚ ou seja‚ o que interessa é ser cristão e não pertencer a nenhuma igreja‚ pois todas as igreja são frutos das mãos humanas.

Então como entender Jesus criando‚ fundando e edificando a sua própria Igreja? “E eu te declaro: tu és Pedro‚ e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” (Mt 16‚18).

Então como entender o pensamento de Paulo? “Há um só Senhor‚ uma só fé‚ um só batismo. Há um só Deus e Pai de todos‚ que atua acima de todos‚ por todos e em todos.” (Ef 4‚ 5 -6). Como eu posso aceitar a tese protestante de que a Igreja não importa se só pode existir uma só fé. Como eu posso aceitar essas milhares de igrejas que falam e pregam em nome de Cristo se vivem completamente diferente do que vivia e pensava a Igreja primitiva? Como eu posso dizer que a Igreja não importa se Paulo‚ continuamente em suas cartas‚ pede para que se conserve a doutrina recebida seja por palavra ou seja por carta?

Alguém neste mundo tem autoridade para dividir o cristianismo? Alguém tem o direito de criar uma igreja e dar o nome que quiser em nome de Deus? Claro que não!

Veja um exemplo de fidelidade à Igreja por parte do Apóstolo Tiago. Para compreender melhor leia Atos 15‚ 1 – 21.

Havia uma controvérsia entre os cristão do primeiro século. Os cristão da Judéia‚ que já eram circuncidados‚ começaram a ensinar que só poderia chegar a salvação se seguisse o rito de Moisés‚ aderindo a circuncisão. Paulo e Barnabé entraram na discussão dizendo o contrário‚ ou seja‚ que não era preciso mais a circuncisão. Tamanha foi a discussão que resolveram levar a questão para que os Apóstolos e os anciãos em Jerusalém resolvessem o caso. Depois de muita discussão Pedro tomou a palavra e todos silenciaram e disse que não era mais necessário tal jugo. Depois da fala de Pedro‚ Tiago‚ que até então defendia os cristão judeus‚ disse: “Por isso‚ julgo que não se devem inquietar os que dentre os gentios se convertam a Deus.” (At 15‚ 19).

Veja que exemplo de fidelidade ao corpo de Cristo. Vejam que exemplo de humildade e amor a Igreja.

Porém‚ Tiago propôs outras normas disciplinares e não doutrinárias: “Mas que se lhes escreva somente que se abstenham das carnes oferecidas aos ídolos‚ da impureza‚ das carnes sufocadas e do sangue.”(At 15‚ 19). Naquela época isso foi aceito unanemente. Então por que atualmenta nós católicos não seguimos tais regras? Ora‚ a mesma Igreja que aprovou essas regras disciplinares e não doutrinarias‚ é a mesma Igreja que depois as revogou. Como uma mãe que penaliza os seus filhos e depois revoga o castigo. Mas permanecemos unidos à Pedro.

Agora pergunto: Por que os protestantes não seguem as normas de At 15‚19‚ se eles dizem que seguem a Bíblia ao pé da letra?

Voltando ao assunto. S. Tiago era Apóstolo‚ primo de Jesus Cristo e bispo da Igreja de Jerusalém. Se São Tiago fosse Calvinista ele não teria aceitado a posição de Pedro‚ pois era ali uma ocasião de ruptura e motivo para se criar outra igreja. Mas graças à Deus‚ a Igreja primitiva era Católica‚ e fazia questão de estar em unidada à Pedro.

Por isso que na doutrina Católica‚ a Igreja não apenas um sujeito de fé‚ mas sim um objeto de fé. No credo nós rezamos: “Creio na Igreja Una‚ Santa‚ Católica e apostólica.”

UNA porque é essência do Cristianismo a unicidade: “Sede solícitos em conservar a unidade do Espírito no vínculo da paz. Sede um só corpo corpo e um só espírito‚ assim como fostes chamados pela vossa vocação a uma só esperança. Há um só Senhor‚ uma só fé‚ um só batismo.”(Ef, 4‚ 3-5).

SANTA porque seu fundador é Santo e seu Espírito santifica a Igreja: “Maridos‚ amai as vossas mulheres‚ como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela‚ para santificá-la‚ purificando-a pela água do batismo com a palavra‚ para apresentá-la a si mesmo toda gloriosa‚ sem mácula‚ sem ruga‚ sem qualquer outro defeito semelhante‚ mas santa e irrepreensível.” (Ef‚ 5‚25-27)

CATÓLICA porque é universal‚ porque não existe mais nação e nem língua que nos separe. Porque a verdade não é relativa‚ mas sim depositava sobre os fundamentos apostólicos. Porque a verdade é universal.

APOSTÓLICA porque o próprio Cristo chamou pessoalmente os doze e confiou aos apóstolos a missão de pregar a salvação por todo o mundo. A Igreja é apostólica pois nela se conserva‚ pela sucessão apostólica‚ a tradição‚ as sagradas escrituras e o sagrado Magisterio.

Não existe cristão sem a Igreja! Foi Cristo que quis assim!

http://marcospauloteixeira.wordpress.com

MENSAGEM AO POVO DE DEUS SOBRE AS CEBs

Por Marcos Paulo Teixeira

http://marcospauloteixeira.wordpress.com

No site da CNBB‚ encontra-se um um texto de Dom Dimas L. Barbosa‚ Secretário Geral da CNBB‚ entitulado “Mensagem ao povo de Deus sobre as comunidades eclesiais de base”. Disponível em http://www.cnbb.org.br/site/publicacoes/edicoes-cnbb/4076-doc-92-mensagem-ao-povo-de-deus-sobre-as-comunidades-eclesiais-de-base.

Pois bem‚ ao falar das primeiras comunidade cristãs e citar referências bíblicas‚ o senhor Bispo fala da experiência das comunidade paulinas de reunir-se nas casas e da partilha da vida. Até ai tudo bem!

O problema é que depois D. Dimas escreve: “As Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) representam, hoje, a continuidade deste mesmo fenômeno, no seio da Igreja. Elas representam uma maneira de ser Igreja, de ser comunidade, de fraternidade, inspirada na mais legítima e antiga tradição eclesial. Teologicamente são, hoje, uma experiência eclesial amadurecida, uma ação do Espírito no horizonte das urgências de nosso tempo.

Bom‚ todos sabemos que as CEBs representam o mais puro reduto da Teologia da Libertação‚ que pela tradição Católica Romana‚ é um erro a ser combatido.

Mas em que a Teologia da Libertação‚ defendida e vivida pelas CEBs‚ contraria a tradição cristã católica?

Citarei algumas:

1 – A separação entre o Cristo histórico e o Cristo da fé. O cristo histórico é classificado como um agitador político em favor das classes menos desfavorecida‚ ou seja‚ um comunista‚ mais comprometido com Marx do que com a vontade de Deus Pai.

2 – Análise simbólica dos milagres de Jesus. Por exemplo a multiplicação dos pães‚ como um sinal de partilha dos bens e não como algo sobrenatural. Isso é estendido para a Eucaristia‚ a ressureição etc.

3 – Contestação das autoridades eclesiásticas em várias questões‚ inclusive dogmática. O relativismo da TL contesta os dogmas da Igreja‚ inclusive o da infalibilidade papal. A única coisa que não é contesta são as autoridades comunistas.

4 – Conciliação entre Marxismo e Cristianismo‚ visto ser impossível essa mistura‚ pois o socialismo prega uma sociedade sem hierarquia‚ sem valores morais‚ sem o direito à propriedade privada e sem Deus.

5 – O fim da dimensão vertical com Deus‚ ou seja‚ a vida espiritual é colocada de lado em detrimento de uma vida social.

6 – Falso ecumenismo onde todas as religiões são consideradas importantes para a salvação das almas‚ em especial‚ a religião afro.

7 – Apoio as violentas invasões de terra realizadas pelo MST.

8 – Criação de ensino religioso relativista e indiferente a fé tradicional da Igreja.

9 – Apoio a algumas entidades abortistas. O exemplo foi a CF 2008‚ onde tal entidade foi convidada para a confecção do material da campanha.

Esse escurecimento espiritual facilitou a evasão de milhares de católicos para seitas pentecostais.

Para quem quiser aprofundar-se no assunto‚ procure na net os seguintes tópicos:

  • Audiência Geral do Papa João Paulo II (21.02.1979).
  • Discurso do Cardeal Joseph Ratzinger (18.03.1984), intitulado "Eu vos explico a Teologia da Libertação"
  • Instrução Libertatis Nuntius, sobre alguns aspectos da Teologia da Libertação (06.08.1984)
  • Discurso do Papa João Paulo II a um grupo de prelados da Conferência Episcopal dos Bispos do Brasil (13.03.1986).
  • Instrução Libertatis Conscientia, sobre a liberdade cristã e a libertação (22.03.1986)
  • Instrução Donum Veritatis, sobre a vocação eclesial do teólogo (24.05.1990).
  • Discurso do Papa João Paulo II aos bispos do Brasil por ocasião do Encontro no Centro de Convenções de Natal (13.10.1991).
  • Nota Doutrinal sobre alguns aspectos da Evangelização (03.12.2007).

O comunismo nunca foi amigo da Igreja e todos os Papas que vieram depois do comunismo‚ o condenaram.

PAPA PIO IX:

“E, apoiando-se nos funestíssimos erros do comunismo e do socialismo, asseguram que a “sociedade doméstica tem sua razão de ser somente no direito civil” (Quanta Cura, 5).

PAPA LEÃO XIII:

“Não ajudar o socialismo – 34. Tomai ademais sumo cuidado para que os filhos da Igreja Católica não dêem seu nome nem façam favor nenhum a essa detestável seita” (Quod Apostolici Muneris, no. 34).

“Porque enquanto os socialistas, apresentando o direito de propriedade como invenção humana contrária a igualdade natural entre os homens; enquanto, proclamando a comunidade de bens, declaram que não pode tratar-se com paciência a pobreza e que impunemente se pode violar a propriedade e os direitos dos ricos, a Igreja reconhece muito mais sabia e utilmente que a desigualdade existe entre os homens, naturalmente dissemelhantes pelas forças do corpo e do espírito, e que essa desigualdade existe até na posse dos bens. 29. Ordena, ademais, que o direito de propriedade e de domínio, procedente da própria natureza, se mantenha intacto e inviolado nas mãos de quem o possui, porque sabe que o roubo e a rapina foram condenados pela lei natural de Deus” (Quod Apostolici Muneris, – Encíclica contra as seitas socialistas, no. 28/29).

“Entretanto, embora os socialistas, abusando do próprio Evangelho para enganar mais facilmente os incautos, costumem torcer seu ditame, contudo, há tão grande diferença entre seus perversos dogmas e a puríssima doutrina de Cristo, que não poderia ser maior” (Quod Apostolici Muneris, 14).

“25. Daquela heresia (protestantismo) nasceu no século passado o filosofismo, o chamado direito novo, a soberania popular, e recentemente uma licença, incipiente e ignara, que muitos qualificam apenas de liberdade; tudo isso trouxe essas pragas que não longe exercem seus estragos, que se chamam comunismo, socialismo e nihilismo, tremendos monstros da sociedade civil” (Diuturnum, Encíclica sobre a origem do poder- n° 25).

PAPA PIO X:

“Se [Cristo] chamou junto de si, para os consolar, os aflitos e os sofredores, não foi para lhes pregar o anseio de uma igualdade quimérica” (Notre Charge Apostolique n. 38).

PAPA PIO XI:

Não é verdade que na sociedade civil todos temos direitos iguais, e que não exista hierarquia legítima (Divini Redemptoris n° 33).

“A fim de pôr termo às controvérsias que acerca do domínio e deveres a ele inerentes começam a agitar-se, note-se em primeiro lugar o fundamento assente por Leão XIII, de que o direito de propriedade é distinto do seu uso (Encíclica Rerum Novarum, n°35). Com efeito, a chamada justiça comutativa obriga a conservar inviolável a divisão dos bens e a não invadir o direito alheio, excedendo os limites do próprio domínio; mas que os proprietários não usem do que é seu, senão honestamente, é da alçada não da justiça, mas de outras virtudes, cujo cumprimento não pode urgir-se por vias jurídicas (cfr. Rerum Novarum, n° 36)” – Encíclica Quadragesimo Anno.

“E se o socialismo estiver tão moderado no tocante a luta de classes e a propriedade particular, que já não mereça nisto a mínima censura? Terá renunciado por isso a sua natureza essencialmente anticristã? (…)Para lhes respondermos, como pede a Nossa paterna solicitude, declaramos: o socialismo, quer se considere como doutrina, quer como fato histórico, ou como “ação”, se é verdadeiro socialismo, mesmo depois de se aproximar da verdade e da justiça nos pontos sobreditos, não pode conciliar-se com a doutrina católica, pois concebe a sociedade de modo completamente avesso a verdade cristã. (…) ” (Quadragesimo Anno, nos. 117 e 120)

“Socialismo religioso, socialismo cristão, são termos contraditórios: ninguém pode ao mesmo tempo ser bom católico e socialista verdadeiro” (Quadragesimo Anno, no. 119)

PIO XII:

“Pois bem, os irmãos não nascem nem permanecem todos iguais: uns são fortes, outros débeis; uns inteligentes, outros incapazes; talvez algum seja anormal, e também pode acontecer que se torne indigno. É pois inevitável uma certa desigualdade material, intelectual, moral, numa mesma família (…) Pretender a igualdade absoluta de todos seria o mesmo que pretender idênticas funções a membros diversos do mesmo organismo” (Discurso de 4/4/1953 a católicos de paróquias de S. Marciano)

JOÃO XXIII:

“Da natureza humana origina-se ainda o direito à propriedade privada, mesmo sobre os bens de produção” (Pacem in Terris, n°. 21).

PAULO VI:

Em 1965 durante o Concílio Vaticano II, Paulo VI recebeu o Conselho Episcopal Latino-Americano e na sua alocução ele atenta para o “Ateísmo marxista”. Ele o apresenta como uma força perigosa, largamente difundido e extremamente nociva, que se infiltra na vida econômica e social da América Latina e pregando a “Revolução violenta como único meio de resolver os problemas” (Extraído do livro “Le Rhin se jette dans le tibre”, pág 273. Ralph Wiltgen. Ed Editions du Cédre 1974, 5a tiragem)

JOÃO PAULO II:

“Nesta luta contra um tal sistema (o capitalismo selvagem) não se veja, como modelo alternativo, o sistema socialista, que, de fato, não passa de um capitalismo de estado, mas uma sociedade do trabalho livre, da empresa e da participação” (no. 35) “A Igreja reconhece a justa função do lucro, como indicador do bom funcionamento da empresa” (no. 35) “Aquele Pontífice (Leão XIII), com efeito, previa as conseqüências negativas, sob todos os aspectos – político, social e econômico – de uma organização da sociedade, tal como a propunha o “socialismo”, e que então estava ainda no estado de filosofia social e de movimento mais ou menos estruturado. Alguém poderia admirar-se do fato de que o Papa começasse pelo “socialismo” a crítica das soluções que se davam à “questão operária”, quando ele ainda não se apresentava – como depois aconteceu – sob a forma de um Estado forte e poderoso, com todos os recursos à disposição. Todavia Leão XIII mediu bem o perigo que representava, para as massas, a apresentação atraente de uma solução tão simples quão radical da “questão operária”. (n°. 12).

” Aprofundando agora a reflexão delineada (…) é preciso acrescentar que o erro fundamental do socialismo é de caráter antropológico. De fato, ele considera cada homem simplesmente como um elemento e uma molécula do organismo social, de tal modo que o bem do indivíduo aparece totalmente subordinado ao funcionamento do mecanismo econômico-social, enquanto, por outro lado, defende que esse mesmo bem se pode realizar prescindindo da livre opção, da sua única e exclusiva decisão responsável em face do bem e do mal. O homem é reduzido a uma série de relações sociais, e desaparece o conceito de pessoa como sujeito autônomo de decisão moral, que constrói, através dessa decisão, o ordenamento social. Desta errada concepção da pessoa deriva a distorção do direito, que define o âmbito do exercício da liberdade, bem como a oposição à propriedade privada”. (no. 13).

“Na Rerum Novarum, Leão XIII com diversos argumentos, insistia fortemente, contra o socialismo de seu tempo, no caráter natural do direito de propriedade privada. Este direito, fundamental para a autonomia e desenvolvimento da pessoa, foi sempre defendido pela Igreja ate nossos dias” (Enc. Centesimus Annus, tópico 30 da ed. Paulinas)

BENTO XVI

Conceitos Fundamentais da Teologia da Libertação
Com isto, chegamos aos conceitos fundamentais do conteúdo da nova interpretação do Cristianismo. Uma vez que os contextos nos quais aparecem os diversos conceitos são diferentes, gostaria de citar alguns deles, sem a pretensão de esquematiza-los.
Comecemos pela nova interpretação da fé, da esperança e da caridade. Com relação a fé, por exemplo, J. Sobrinho afirma: a experiência que Jesus tem de Deus é radicalmente histórica. “A sua fé converte-se em fidelidade”. Por isso Sobrinho substitui fundamentalmente a fé pela “fidelidade à história” (fidelidad a la historia, 143-144). Jesus é fiel à profunda convicção de que o mistério da vida do homem … é realmente o último … (144). Aqui produz-se aquela fusão entre Deus e história que dá a Sobrinho a possibilidade de conservar para Jesus a fórmula de Calcedônia, ainda que com um sentido completamente mudado; pode-se ver como os critérios clássicos da ortodoxia não são aplicáveis à análise dessa teologia, Ignacio Ellacuria, na capa do livro sobre este assunto, afirma: Sobrinho “diz de novo … que Jesus é Deus, acrescentando, porém, imediatamente, que o Deus verdadeiro é somente aquele que se revela historicamente em Jesus e nos pobres, que continuam a sua presença. Somente quem mantém unidas essas duas afirmações, é ortodoxo …“.
A esperança é interpretada como “confiança no futuro” e como trabalho pelo futuro; com isso ela é subordinada novamente ao predomínio da história das classes.
“Amor” consiste na “opção pelos pobres”, isto é, coincide com a opção pela luta de classes.
Os teólogos da libertação sublinham com força, diante do “falso universalismo”, a parcialidade e o caráter partidário da opção cristã; tomar partido é, segundo eles, requisito fundamental de uma correta hermenêutica dos testemunhos bíblicos. Na minha opinião, aqui se pode reconhecer muito claramente a mistura entre uma verdade fundamental do Cristianismo e uma opção fundamental não cristã, que torna o conjunto tão sedutor: o sermão da montanha é, na verdade, a escolha por parte de Deus a favor dos pobres. Mas a interpretação dos pobres no sentido da dialética marxista da história e a interpretação da escolha partidária no sentido da luta de classes é um salto “eis allo genos” (grego: para outro gênero), no qual as coisas contrarias se apresentam como idênticas.
O conceito fundamental da pregação de Jesus é o de “reino de Deus”. Este conceito encontra-se também no centro das teologia da libertação, lido porém no contexto da hermenêutica marxista.
Discurso do Cardeal Joseph Ratzinger (18.03.1984), intitulado "Eu vos explico a Teologia da Libertação"

Voltando a frase de D. Dima: : “As Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) representam, hoje, a continuidade deste mesmo fenômeno, no seio da Igreja. Elas representam uma maneira de ser Igreja, de ser comunidade, de fraternidade, inspirada na mais legítima e antiga tradição eclesial. Teologicamente são, hoje, uma experiência eclesial amadurecida, uma ação do Espírito no horizonte das urgências de nosso tempo.

Conclui-se que‚ pela tradição da Igreja‚ as CEBs não só representa esse fenõmeno das primeiras comunidades hoje‚ como carrega essa perigosa heresia‚ afastando os fiéis da verdade cristã. Ela não é inspirada na legítima tradição eclesial. Pelo contrário‚ ela interpreta o cristianismo de um modo marxista e arbitrário sendo‚ portanto‚ uma estrutura cismática..