sábado, 11 de junho de 2011

Intensificam-se os ataques contra a família

Prof. Hermes Rodrigues Nery

Poucos dias após o Supremo Tribunal Federal ter usurpado as funções do Congresso Nacional, equiparando direitos civis aos homossexuais, vimos Brasília ser palco de dois atos que intensificam ainda mais os ataques contra a família, num processo de explícita determinação do governo federal em avançar no desmonte da estrutura natural da família, tendo em vista atingir todos os objetivos do Plano Nacional dos Direitos Humanos (PNDH3).

No dia 17 de maio, em frente a Biblioteca Nacional, ocorreu a chamada "vigília ecumênica" contra a homofobia, promovida pelos Grupos LGBT 1, com velas acesas na Esplanada dos Ministérios e a exibição de um beijaço público de casais homossexuais na Universidade de Brasília 2, por ocasião da abertura do 8º Seminário LGBT, com patrocínio de verbas públicas.
As velas acesas lembravam Baudelaire, que "dera expressão lírica à transgressão em boa parte das Flores do Mal"3 , como no último verso de "L'irrémédiable": "tête-à-tête sombre et limpide/ qu'un coeur devenu son miroir /Quando o coração se torna seu (do demônio) espelho / a confrontação é sombria e límpida (...) un phare ironique, infernal, / Flambeau des grâces sataniques / Soulagement et gloire uniques, - La conscience dans le Mal! Consolo e glória singulares / a Consciência enterrada no Mal!" 4

O mal que vai se agigantando

As imagens exibidas pela UOL do beijaço na Universidade de Brasília mostram as expressões de quem são hoje vítimas de uma instrumentalização de poder, que não se dão conta de que estão sendo usados para avançar ainda mais numa transgressão da "própria condição biológica do ser humano, e não aceita a natureza da identidade sexual, daí o afã de romper o que chamam de estereótipos, no direito de se libertar da própria identidade".5

Com isso, vamos assistindo, de forma célere, "o mal que vai se agigantando, agindo de forma cada vez mais intensa contra a sacralidade da vida humana, a dignidade da pessoa, a família e, principalmente, os mais caros valores da civilização cristã em nosso País".6

Enquanto isso, a presidente Dilma Roussef, dois dias depois, recebeu a rainha Sílvia, da Suécia, para reforçar a campanha pela "lei da palmada", que teve Xuxa Meneghel, a apresentadora de tevê, como garota-propaganda do governo, em evento na Câmara dos Deputados, acompanhada pela Secretária Nacional dos Direitos Humanos, Maria do Rosário. A senadora Marta Suplicy (PT-SP), que desarquivou o PLC 122 (com apoio entusiástico do presidente da Casa, José Sarney7), será a relatora do projeto que proíbe a palmada em crianças, cerceando ainda mais a autoridade dos pais no processo educativo dos filhos, como já acontece com os professores em sala de aula, que não podem repreender, corrigir e punir os abusos dos estudantes que recusam o mínimo de disciplina.

Nesse contexto, pais e professores devem ser "caras bacanas", e ponto final. Educação virou entretenimento. Fora disso, o Estado estimula os filhos em casa e os alunos na escola, à rebeldia, com amparo legal. Nesse sentido, direitos estão acima dos deveres, e a família perde a sua função social, para ser apenas um ajuntamento de indivíduos vulneráveis às pressões do hedonismo e do consumismo. E pais e professores terão de engolir isso, e darem conta sozinhos, dos desarranjos sócio-econômicos e psicológicos desta perversa situação. E amplia-se assim o número de desamparados, que não sabem a que instância recorrer, em meio às explosões de conflitos e violências e tantos outros danos por toda a parte, com as "mais diversas dificuldades existenciais e interpessoais, agravadas pela realidade de uma sociedade complexa, onde frequentemente as pessoas, os casais, as famílias são deixadas sozinhas a braços com os seus problemas."8

A Suécia, por exemplo, conforme expõe Jonas Himmelstrand "está cheia de problemas de saúde ligados ao estresse em adultos, saúde psicológica cada vez menor e medíocres resultados escolares entre os jovens, elevado número de pessoas em licença médica e falta de capacidade de os pais se conectarem com seus filhos, 'tudo indicando deterioração'"9 É esta a utopia social anárquica que a "rainha dos baixinhos" quer ajudar o governo brasileiro implantar em nosso País?

Camille Paglia e a apologia a Sade: Ideologia do maligno

Ainda no mesmo dia em que Xuxa esteve no Câmara dos Deputados, a intelectual Camille Paglia, em São Paulo, em palestra no teatro do Sesc Vila Mariana, no 3º Congresso Internacional de Jornalismo Cultural, empolgou a platéia, que a aplaudiu de pé, depois de duas horas ininterruptas dizendo não acreditar em Deus, não ter "nenhum sentimento por Jesus" e concluir afirmando ser admiradora de Sade e "grande estudante do sadomasoquismo como ideia"10

A palestra de Paglia diz muito do que está acontecendo, do pano de fundo ideológico deste processo realmente maligno, que pretende ser fulminante contra a família, no maior ataque (altamente sofisticado) sem precedentes na história, contra a primeira e principal instituição humana.

"Pertence à essência da tentação o seu aspecto moral: ela não nos convida diretamente para o mal, isso seria grosseiro"11. Por isso, as ideologias do mal acenam com as delícias da epiderme, enquanto espolia a alma, tornando-a refém de simulacros, num caleidoscópio de ilusões, que a faz desviar-se num cipoal de enganos, até perder-se no redemoinho das piores aflições sisíficas. "O grande mal procede da falsa e mera visão subjetivista da felicidade, na qual 'a plenitude do bem' ficou substituída somente pelo 'somatório dos prazeres'".12

O que está em jogo em toda esta questão, é a felicidade do ser humano, felicidade esta que está seriamente comprometida sem a sua base constitutiva, que é a família, suporte da pessoa humana, pois sabemos que "na raiz de qualquer violência contra o próximo, há uma cedência à lógica do maligno, isto é, daquele que 'foi assassino desde o princípio' (Jo 8,44)".13

O "projeto de felicidade" proposto pelo ministro do STF, Luiz Fux, ao equiparar direitos civis aos homossexuais, repete a tragédia adâmica (ao psiu da serpente), quando o primeiro casal voltou as costas para Deus, instigado pelo tentador. "A proibição não foi eficaz em relação à primeira árvore. O desterro é a solução lógica"14. Estamos hoje portanto revivendo o drama do Gênesis. "O tentador não é tão rude a ponto de nos propor diretamente a adoração ao diabo"15, mas não podemos ignorar de que "a sociedade de massas e ainda as possibilidades que surgiram através do domínio técnico do mundo criaram também novas categorias do mal"16. Nesse sentido, somente na estrutura natural da família que é possível "criar possibilidades sãs de sociabilidade" 17, para evitar que o ser humano viva "uma solidão radical".18

Anarquismo e niilismo fomentam o prazer titânico que se alimenta da dor alheia

Quando Paglia destaca sua admiração por Sade (que "exaltou as sociedades totalitárias em nome da liberdade frenética"19 e também uma "liberdade herética" 20, entendemos então que as correntes culturais do anarquismo e do niilismo estão imperantes no panorama atual. "Os excessos pessoais de Sade voltavam-se primordialmente para a sodomia e a corrupção dos jovens".21 A sua liberdade "não é a dos princípios, mas sim a dos instintos"22, especialmente a do instinto sexual, "o cego impulso que exige a posse integral dos seres a troco mesmo de sua destruição".23 Por isso, "o êxito de Sade nesta nossa época, explica-se devido a um sonho igualmente comum à sensibilidade contemporânea: a reivindicação da liberdade total e a desumanização operada a frio pela inteligência"24, sabendo que "a reivindicação total da liberdade finda na escravidão da maioria"25.

Para o marquês de Sade, "a virtude não pode triunfar".26 Para ele, era "preciso matar o coração, essa 'fraqueza do espírito'".27 Sua voluptuosidade foi seguida por um prazer titânico e insaciável, que se alimentava até a exaustão, com a dor do outro. Nisso ele se comprazia: em ver o seu próximo destruído, em dores lancinantes. A primeira vez que suas obras foram permitidas ao público, ainda restrito, ficaram inseridas na coleção intitulada "Enfer", da Biblioteca Nacional de Paris, em 1810. Geoffrey Gorer destacou "as conexões filosóficas e políticas entre as idéias do marquês e o nazismo"28, de "um niilismo místico próximo ao culto de Dioniso, de Nietzsche" 29. Roger Shattuck diz que é difícil explicar a reabilitação de Sade: "Atribuo-a mais a um sinistro desejo de morte pós-nietzschiano, característico do século XX. Esse desejo de morte busca a libertação absoluta, sabendo que levará à destruição absoluta - física, moral e espiritual".30 Jean Paulhan talvez melhor definiu o que representa as ideias de Sade, que tanto empolgam Camille Paglia: "Exigimos a felicidade; também exigimos que outros sejam menos felizes do que nós!"31 E então fica a constatação: "Sade revelou o terrível segredo de que nosso supremo prazer somente pode ser atingido por meio da dor - sofrida por nós mesmos, mais comumente, dor infligida a outros"32 pois "o máximo de prazer coincide com o máximo de destruição"33, para "possuir aquilo que se mata"34. A própria Simone de Beauvoir (pioneira do feminismo radical) reconhece em Sade "um egoísmo às raias da loucura"35, em que "o coito e a crueldade são idênticos"36. E Michel Foucault destaca o sadismo como "um imenso fato cultural".37, corroborado por outros estudiosos como Crocke, de que tais ideias formam "um sistema filosófico tão escandalosamente desumano"38.

Em Personas Sexuais, Camille Paglia estabelece "o nexo entre prazer sexual e atos de tortura e assassinato"39, em Sade. Carolyn J. Dean, em pesquisa sobre Sade, "liga a sexualidade não ao prazer, mas ao terror"40 e "acolhe de bom grado essa associação do sexo com o egoísmo, a crueldade, o crime e o assassinato"41. Por isso, a obsessão sexual do nosso tempo está correlata ao terror. Talvez isso explica que Thriller, de Michael Jackson seja a música de maior sucesso do século XX. E Jackson emblematiza a agudeza da crise de identidade e o desespero da pessoa humana perdida, porque seduzida pelas flores do mal, numa cultura de morte, com furor demoníaco.42

E assim querem destruir a família, para aniquilar a pessoa humana. Tudo isso no contexto do "eclipse do valor da vida"43, "caracterizada pela imposição de uma cultura anti-solidária, que em muitos casos se configura como verdadeira 'cultura de morte'. É ativamente promovida por fortes correntes culturais, econômicas e políticas, portadoras de uma concepção eficientista da sociedade"44. No conflito entre cultura da morte x cultura da vida "estão em causa as questões mais profundas a respeito do homem"45, e é a partir da defesa da família e da inviolabilidade da vida humana, de modo integral, que começamos a vencer as ideologias do mal, salvaguardando o ser humano daquilo que quer destruí-lo. E em meio a tudo isso, certamente, "a fé cristã tem muito mais futuro do que as ideologias que a convidam a abolir a si mesma"46.

Bibliografia:

1.(http://noticias.uol.com.br/album/110517vigilia_album.jhtm?abrefoto=7)

2.(http://noticias.uol.com.br/album/110517beijaco_album.jhtm?abrefoto=13 / http://noticias.uol.com.br/album/110517beijaco_album.jhtm?abrefoto=13#fotoNav=14)

3. Roger Shattuck, Conhecimento Proibido, p. 238; Companhia das Letras, 1998

4. Roger Shattuck, Conhecimento Proibido, p. 239; Companhia das Letras, 1998

5.(http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2010/03/15/a-ideologia-inumana-e-totalitaria-do-pndh3/)

6. (http://www.deuslovult.org/2010/09/04/carta-ao-povo-catolico-paulista-prof-hermes-rodrigues-nery/)

7.(http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/918034-sarney-promete-agilizar-a-tramitacao-do-projeto-contra-palmadas.shtml)

8. Evangelium Vitae, 11

9.(http://escolaemcasa.blogspot.com/2011/05/suecia-um-alerta-contra-o-extremismo-do.html)

10.(http://entretenimento.uol.com.br/ultnot/2011/05/19/grande-pornografos-foram-criados-em-familias-catolicas-diz-a-ensaista-camille-paglia-em-sp.jhtm)

11. Joseph Ratzinger/Bento XVI, Jesus de Nazaré, p. 41, Ed. Planeta), 3ª reimpressão, 2007

12. Karol Wojtila, Amor e Responsabilidade, p. 147, Edições Loyola, 1982

13. Evangelium Vitae, 11 (http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_25031995_evangelium-vitae_po.html)

14. Roger Shattuck, Conhecimento Proibido, p. 61, Companhia das Letras, 1998

15. Joseph Ratzinger/Bento XVI, Jesus de Nazaré, pp. 51-52, Ed. Planeta), 3ª reimpressão, 2007

16. Joseph Ratzinger, O Sal da Terra - O Cristianismo e a Igreja Católica no Limiar do Terceiro Milênio - Um Diálogo com Peter Seewald, p. 31, Ed. Imago, 1997

17. Joseph Ratzinger, O Sal da Terra - O Cristianismo e a Igreja Católica no Limiar do Terceiro Milênio - Um Diálogo com Peter Seewald, p. 31, Ed. Imago, 1997

18. Joseph Ratzinger, O Sal da Terra - O Cristianismo e a Igreja Católica no Limiar do Terceiro Milênio - Um Diálogo com Peter Seewald, p. 31, Ed. Imago, 1997

19. Albert Camus, O Homem Revoltado, p. 71,Edição Livros do Brasil Lisboa, 1951

20. Albert Camus, O Homem Revoltado, p. 63, Edição Livros do Brasil Lisboa, 1951

21. Roger Shattuck, Conhecimento Proibido, p. 233, Companhia das Letras, 1998

22. Albert Camus, O Homem Revoltado, p. 60, Edição Livros do Brasil Lisboa, 1951

23. Albert Camus, O Homem Revoltado, p. 60, Edição Livros do Brasil Lisboa, 1951

24. Albert Camus, O Homem Revoltado, p. 71, Edição Livros do Brasil Lisboa, 1951

25. Albert Camus, O Homem Revoltado, p. 65, Edição Livros do Brasil Lisboa, 1951

26. Roger Shattuck, Conhecimento Proibido, p. 231, Companhia das Letras, 1998

27. Albert Camus, O Homem Revoltado, p. 66, Edição Livros do Brasil Lisboa, 1951

28. Roger Shattuck, Conhecimento Proibido, p. 235, Companhia das Letras, 1998

29. Roger Shattuck, Conhecimento Proibido, p. 238, Companhia das Letras, 1998

30. Roger Shattuck, Conhecimento Proibido, p. 236, Companhia das Letras, 1998

31. Roger Shattuck, Conhecimento Proibido, p. 237, Companhia das Letras, 1998

32. Roger Shattuck, Conhecimento Proibido, p. 237, Companhia das Letras, 1998

33. Albert Camus, O Homem Revoltado, p. 67, Edição Livros do Brasil Lisboa, 1951

34. Albert Camus, O Homem Revoltado, p. 67, Edição Livros do Brasil Lisboa, 1951

35. Roger Shattuck, Conhecimento Proibido, p. 241, Companhia das Letras, 1998

36. Roger Shattuck, Conhecimento Proibido, p. 241, Companhia das Letras, 1998

37. Roger Shattuck, Conhecimento Proibido, p. 243, Companhia das Letras, 1998

38. Roger Shattuck, Conhecimento Proibido, p. 244, Companhia das Letras, 1998

39. Roger Shattuck, Conhecimento Proibido, p. 247, Companhia das Letras, 1998

40. Roger Shattuck, Conhecimento Proibido, p. 249, Companhia das Letras, 1998

41. Roger Shattuck, Conhecimento Proibido, p. 249, Companhia das Letras, 1998

42. http://diasimdiatambem.wordpress.com/2009/06/28/michael-jackson-e-a-cultura-da-morte-que-se-volta-contra-o-ser-humano/

43. Evangelium Vitae, 10 (http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_25031995_evangelium-vitae_po.html)

44. Evangelium Vitae, 12 (http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_25031995_evangelium-vitae_po.html)

45. Joseph Ratzinger/Bento XVI, Jesus de Nazaré, p. 105, Ed. Planeta), 3ª reimpressão, 2007

46. Joseph Ratzinger, O Sal da Terra - O Cristianismo e a Igreja Católica no Limiar do Terceiro Milênio - Um Diálogo com Peter Seewald, p. 205, Ed. Imago, 1997

Fonte:

Interceder é "querer o querer de Deus", diz Papa


Apresenta Moisés como prefiguração da intercessão de Cristo na cruz

ROMA, quarta-feira, 1º de junho de 2011 (ZENIT.org) - Orar é amar o que Deus ama. E quem intercede, "desejando o desejo de Deus, entra sempre mais profundamente no conhecimento do Senhor e da sua misericórdia e se torna capaz de um amor que chega até o dom total de si mesmo".

Esta foi a meditação que o Papa compartilhou na audiência geral de hoje, acerca da oração, desta vez falando sobre a passagem do Livro do Êxodo em que o povo de Israel trai o Deus que o livrou do Egito, construindo um bezerro de ouro para adorar.

Com a ameaça do castigo, explicou o Papa, Deus leva Moisés a interceder pelos israelitas, para poder perdoá-lo e, assim, levar a cumprimento a obra de salvação e manifestar sua verdadeira realidade aos homens.

"A oração de intercessão torna operativa, dessa maneira, a misericórdia divina, que encontra sua voz na súplica de quem reza e se torna presente através dele onde há necessidade de salvação."

A salvação de Deus envolve misericórdia, afirmou o Papa, mas "sempre denuncia a verdade do pecado, do mal que existe, para que, assim, o pecador, reconhecendo e rejeitando o próprio mal, possa se deixar perdoar e transformar por Deus".

A intercessão de Moisés "não desculpa o pecado do seu povo, não enumera supostos méritos nem do povo nem seus, mas apela à gratuidade de Deus: um Deus livre, totalmente amor, que não cessa de buscar quem se afasta, que permanece sempre fiel a si mesmo e que oferece ao pecador a possibilidade de voltar a Ele e converter-se, com o perdão, em justo e capaz de ser fiel".

Em resumo, Moisés pede a Deus "que se mostre mais forte que o pecado e que a morte e, com sua oração, provoca esta revelação divina".

Doação de si mesmo

Em referência à expressão que Moisés utiliza para interceder pelo povo - "Mas agora perdoa-lhes o pecado; senão, risca-me do livro que escreveste" -, o Santo Padre explicou que nela "os Padres da Igreja viram uma prefiguração de Cristo, que, no alto da cruz, realmente está diante de Deus, não só como amigo, mas como Filho".

Jesus, na cruz, não só se oferece - "risca-me" -, mas, "com seu coração atravessado, faz-se 'riscar'"; "sua intercessão não é só solidariedade, mas se identifica conosco; Ele nos carrega em seu corpo. E assim, toda a existência do homem e do Filho é o grito ao coração de Deus, é perdão, mas um perdão que transforma e renova".

Por isso, o Pontífice convidou os presentes a acreditarem que "Cristo está diante do rosto de Deus e reza por mim. Sua oração na cruz é contemporânea a todos os homens, contemporânea a mim: Ele reza por mim, sofreu e sofre por mim, identificou-se comigo, tomando nosso corpo e a alma humana".

"Do alto cume da cruz, Ele não trouxe novas leis, tábuas de pedra, mas trouxe a si mesmo, seu corpo e seu sangue, como nova aliança. Assim, torna-nos consanguíneos a Ele, um corpo com Ele, identificados com Ele."

Jesus nos convida "a entrar nessa identificação, a estar unidos a Ele em nosso desejo de ser um corpo, um espírito com Ele. Oremos ao Senhor para que esta identificação nos transforme, nos renove, porque o perdão é renovação e transformação".

México cria site sobre verdadeiro "sexo seguro"


Dirigido pela médica Rosario Laris, especialista em bioética

CIDADE DO MÉXICO, terça-feira, 7 de junho 2011 (ZENIT.org) - Um site recentemente criado informa de maneira amena a todo tipo de público - especialmente adolescentes, jovens e pais - sobre o sexo seguro. Impulsionado pela associação homônima e dirigido pela Dra. María del Rosario Laris, oferece dados sobre as diferentes práticas e suas consequências.

Sexo Seguro A.C. É uma organização sem fins lucrativos, integrada pro médicos especialistas em sexualidade e bioética, que promove a divulgação de informação relacionada ao início da vida sexual na adolescência e na juventude, à anticoncepção, ao aborto e a outros temas vinculados à sexualidade.

Sua visão tem como eixo prioritário o fortalecimento da dignidade da pessoa humana da concepção até a morte natural.

Em uma entrevista com El Observador de la Actualidad, de 22 de maio passado, a Dra. María del Rosario Laris Echeverría, médica cirurgiã, mestre em saúde pública e doutora em bioética, explica o objetivo da associação e do site.

"Esta associação de Sexo Seguro surgiu porque, nos últimos anos, viu-se o aumento de gravidezes indesejadas e, de igual maneira, a desinformação que certas instituições de governo geraram sobretudo nos jovens; continuam existindo mulheres com gravidezes indesejadas e esta campanha busca dar informação científica, baseada no que dizem os estudos mundiais sobre doenças sexualmente transmissíveis, o uso correto do preservativo, a forma como agem os métodos anticoncepcionais e os efeitos que estes podem ter na mulher e muitos outros temas", comentou a Dra. Laris.

O site é interativo, bastante completo e se propõe a transmitir uma mensagem objetiva a todos aqueles que o consultam.

"Procuramos criar um site muito informativo, com um grau de valor alto pela quantidade de referências, de publicações em revistas internacionais, mas ao mesmo tempo buscamos torná-lo sintético e prático, para que a leitura transmita uma mensagem objetiva; e nos interessa chegar a muitos jovens, para que se informem e, dessa forma, tomem decisões melhores", acrescenta a especialista.

O conteúdo é igualmente útil para os pais, já que a Dra. Laris considera que eles são quem deve estar mais informado, para não deixar que sejam somente as escolas ou outras instituições que falem de sexo a seus filhos.

O site Sexo seguro funciona há poucas semanas e conta com um chat interativo, que orienta mulheres que, por exemplo, enfrentam uma gravidez indesejada e que não sabem como reagir.

Sobre os métodos naturais, por exemplo, o site diz que "são adaptáveis a qualquer condição sociocultural, nível de educação e econômico, e a qualquer etapa da vida reprodutiva feminina. Estudos indicam que 95% das mulheres reconhecem os sinais de fertilidade". Têm uma efetividade de 95-99,7% para evitar a gravidez, com uso correto. Dados nos Estados Unidos e na Alemanha revelam que cerca de 20-47% das mulheres têm interesse em usar um método natural moderno.

Segundo este site, os adolescentes que assistem frequentemente a atividades religiosas e dão alta importância à religião em seu dia a dia iniciam sua vida sexual até 50% mais tarde que outros.

Da mesma forma, uma maior instrução atrasa o início da vida sexual ativa e a gravidez nos jovens; uma menor educação e o abandono escolar aumentam os comportamentos sexuais de risco e o início da vida sexual cedo.

Os jovens que se sentem menos pressionados pelos seus amigos a iniciar a vida sexual e que estão mais seguros das suas habilidades para dizer "não" atrasam o início da vida sexual com mais facilidade.

Para saber mais: http://www.sexoseguro.mx/

A grande promessa do Coração de Jesus

Para meditar...

Amigos, como já dissemos na semana anterior, o mês de junho dedicamos ao Sagrado Coração Jesus. E para reavivar em nós esta devoção, durante este mês, reservaremos este espaço para que possamos aprender mais, e assim crescermos em conhecimento e espiritualidade.

Peçamos com fé ao Sagrado Coração de Jesus para que Ele derrame abundantes graças sobre cada um de nós.

"SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS, EU CONFIO E ESPERO EM VÓS"

A grande promessa do Coração de Jesus

Em 1675, Jesus fez um apelo a Santa Margarida Maria Alacoque:

"Eis este coração que tanto tem amado os homens...não recebo da maior parte senão ingratidões, desprezos, ultrajes, sacrilégios, indiferenças...

Eis que te peço que a primeira sexta-feira depois da oitava do Santíssimo Sacramento (Corpo de Deus) seja dedicada a uma festa especial para honrar o meu coração, comungando neste dia e dando-lhe a devida reparação por meio de um ato de desagravo, para reparar as indignidades que recebeu durante o tempo em que esteve exposto sobre os altares;

E prometo-te que o Meu Coração se dilatará para derramar com abundância as influências de Seu divino Amor sobre os que tributem esta divina honra e que procurem que ela lhe seja prestada."

Nosso querido beato João Paulo II, em seu pontificado, sempre cultivou esta devoção, e a incentivou a todos que desejavam crescer na amizade com Jesus. Em 1980, no dia do Sagrado Coração, afirmou: "Na solenidade do Sagrado Coração de Jesus, a liturgia da Igreja concentra-se, com adoração e amor especial, em torno do mistério do Coração de Cristo. Quero hoje dirigir juntamente convosco o olhar dos nossos corações para o ministério desse Coração. Ele falou-me desde a minha juventude. Cada ano volto a este mistério no ritmo litúrgico do tempo da Igreja."

E a Santa Margarida foram reveladas outras doze promessas do Coração de Jesus:

1 - Conceder-lhe-ei todas as graças necessárias ao seu estado.

2 - Porei a paz em suas famílias.

3 - Consolá-los-ei nas suas aflições.

4 - Serei seu refúgio na vida e especialmente na hora da morte.

5 - Derramarei copiosas bênçãos sobre suas empresas.

6 - Os pecadores encontrarão no meu Coração a fonte, oceano infinito de misericórdia.

7 - Os tíbios se tornarão fervorosos.

8 - Os fervorosos alcançarão rapidamente grande perfeição.

9 - Abençoarei os lugares onde estiver exposta e venerada a imagem do meu Coração.

10 - Darei aos sacerdotes a força de comover os corações mais endurecidos.

11 - O nome daqueles que propagarem esta devoção ficará escrito no meu Coração e de lá nunca será apagado.

12- A todos os que comungarem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, darei a graça da perseverança final e da salvação eterna.

De que lado estão os legisladores?


As grandes esperanças que o mundo depositou na ONU, parece que evaporaram. Pelo menos em sua grande maioria. Isso de ser a garantidora da paz mundial, ou a nobre instituição do bem comum das nações, não passa de um pio desejo.

Salvam-se algumas iniciativas para combater a fome no mundo, ou a busca pela eliminação das doenças. Mas em questão de Família, esse organismo é uma negação completa. Nele estão encastelados alguns dos seus maiores inimigos. O nobilíssimo ideal da família monogâmica; o combate à infidelidade conjugal; a proteção ao nascituro; o estímulo ao compromisso perene de fidelidade conjugal; a educação dos filhos como tarefa familiar, encontrou antípodas poderosos em seus quadros.

A família cristã, se reconhece saída das mãos do Criador. Sabe que o aparelho sexual masculino e o feminino se ajustam com grande perfeição anatômica. Sabe que a psicologia masculina e a feminina se completam como uma luva que protege a mão. O cristianismo atingiu o mais alto grau de compreensão da família, jamais alcançado na história. Ninguém mostrou melhor os ideais de proteção recíproca do casal. E jamais os filhos foram considerados tão preciosos.

Aonde o cristianismo quis levar a entender o sexo? Este representa umas das maiores energias no ser humano. Mas, canalizadas como as águas de um rio. Essa força converge para a vida matrimonial, onde um homem e uma mulher vivem a sua sexualidade, para mútuo apoio e para a educação dos filhos. "E Deus viu que tudo o que fizera era muito bom" ( Gen 1, 31).



Como podemos ver as manobras contra a Família monogâmica, por parte da ONU? Pelo financiamento do feminismo exacerbado; por querer arrancar a educação dos filhos das mãos dos pais, e entregá-los às mãos do Estado ateu; pelo estímulo à "educação sexual" sem freios; pelo liberalização geral dos anticoncepcionais; pela restrição à liberdade religiosa; pelo estímulo à liberalização do aborto; pelo encorajamento a "outros tipos de Família"; ao encorajar sempre mais as leis que desfazem o casamento tradicional, e jamais para firmá-lo.

Fujamos dessa avalanche que pretende levar a Família de roldão. E, cautela para certos legisladores nacionais, prontos a derramar sobre nós 130 leis anti-familiares. "A lei (de Deus) é boa para tudo o que se oponha à sã doutrina" (1 Tim 1, 10).

***
Dom Aloísio Roque Oppermann scj
Arcebispo de Uberaba, MG.


http://www.cnbb.org.br/site/articulistas/dom-aloisio-roque-oppermann/6576-de-que-lado-estao-os-legisladores

Papa: católicos devem participar da vida pública


ROMA, quinta-feira, 26 de maio de 2011 (ZENIT.org) - O Papa rezou na tarde desta quinta-feira o Rosário com os bispos italianos, na Basílica de Santa Maria Maior, no contexto das celebrações dos 150 anos de unidade da Itália.

Bento XVI fez um apelo a que os prelados alentem os católicos a participar da vida pública.

"A fé, de fato, não é alienação: são outras as experiências que contaminam a dignidade do homem e a qualidade da convivência social", disse.

"Em cada época histórica, o encontro com a palavra sempre nova do Evangelho foi manancial de civilização, construiu pontes entre os povos e enriqueceu o tecido de nossas cidades, expressando-se na cultura, nas artes e, não em último lugar, nas mil formas da caridade."

O Papa pediu aos bispos que estimulem os fiéis leigos a "vencer todo espírito de fechamento, distração e indiferença, e a participar em primeira pessoa na vida pública", para construir uma sociedade que respeite plenamente a dignidade humana.

Bento XVI insistiu na importância das "iniciativas de formação inspiradas na doutrina social da Igreja, para que quem esteja chamado a responsabilidades políticas e administrativas não seja vítima da tentação de explorar sua posição por interesses pessoais ou por sede de poder".

É muito importante também - sublinhou - "apoiar a vasta rede de agregações e associações que promovem obras de caráter cultural, social e caritativo".

Ao falar sobre a Itália, o Papa destacou que o país deve se orgulhar da presença e da ação da Igreja. Esta não persegue privilégios nem pretende substituir as responsabilidades das instituições políticas; respeitosa da legítima laicidade do Estado, está atenta em apoiar os direito fundamentais do homem".

"A Igreja - forte por uma reflexão colegial e pela experiência direta sobre o terreno - continua oferecendo sua contribuição para a construção do bem comum, recordando a cada um seu dever de promover e tutelar a vida humana em todas as suas fases e de sustentar com os fatos a família; esta continua sendo, de fato, a primeira realidade onde podem crescer pessoas livres e responsáveis, formadas nesses valores profundos que abrem à fraternidade e que permitem enfrentar também as adversidades da vida."

Governo brasileiro suspende distribuição do kit gay, mas não muda de política sobre educação contra "homofobia"


BRASILIA, 26 Mai. 11 / 02:41 pm (ACI) - Após protestos das bancadas católicas e evangélicas no Congresso, a Presidência da República determinou nesta quarta-feira (25) a suspensão do "kit anti-homofobia", elaborado pelo Ministério da Educação junto a entidades pró-homossexuais, para ser distribuído nas escolas do governo. Entretanto, o ministro na Secretaria Geral da presidência Gilberto de Carvalho afirmou que a determinação da presidente Rousseff não é um "recuo" na política de educação contrária à "homofobia".

Sobre a decisão da presidente, o ministro Gilberto de Carvalho da Secretaria Geral da Presidência da Republica declarou que "não se trata de recuo. Se trata de um processo de consulta que o governo passará a fazer, como faz em outros temas também, porque isso é parte vigente da democracia".

Segundo informou o G1 na sua edição de ontem, 25, a presidente Dilma Rousseff mandou suspender o kit anti-homofobia, pois achou o vídeo (que faz uma clara apologia ao homossexualismo) 'inapropriado'.

O Jornal O Estado de São Paulo detalhou que "o kit de combate à homofobia foi elaborado por entidades de defesa dos direitos humanos e da população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros), devido à constatação de que falta material adequado e preparo dos professores para tratar do tema".

"O governo entendeu que seria prudente não editar esse material que está sendo preparado no MEC. A presidente decidiu, portanto, a suspensão desse material, assim como de um vídeo que foi produzido por uma ONG - não foi produzido pelo MEC - a partir de uma emenda parlamentar enviada ao MEC", disse o ministro Gilberto de Carvalho em declarações reunidas pelo G1, após reunião com as bancadas evangélica, católica e da família.

"O governo se comprometeu daqui para frente que todo material que versará sobre costumes será feito a partir de consultas mais amplas à sociedade", afirmou Carvalho em outras declarações aos meios.

Segundo denuncia o blogger pró-família Julio Severo, a decisão do governo não mostra uma mudança de agenda. "Apesar do fato de que Dilma suspendeu a distribuição do kit gay, a campanha do governo federal de combate à "homofobia" prosseguirá normalmente nas escolas, conforme informou o ministro Gilberto Carvalho".

Julio Severo também afirma que "quer Dilma tenha recuado ou não, as lideranças católicas e evangélicas não deveriam recuar", e enfatiza que "é preciso desmascarar e combater a campanha que, em nome do combate à "homofobia", está combatendo a maioria cristã do Brasil e os pais e as mães que querem proteger seus filhos de todo tipo de assédio imoral, inclusive homossexual".

O kit gay custou mais de três milhões de reais, numa parceria entre o MEC e os grupos LGBT

Fonte:
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