segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Erguei a minha Cruz sobre os vossos sonhos

“Porque a Deus nenhuma coisa é impossível. Bem aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas” (Lc 1, 37.45).

Sem que houvesse sido planejado dessa forma, a primeira edificação da nossa sede nacional foi a cruz, ao lado da capela de Nossa Senhora de Pentecostes. Isso nos fez lembrar de uma profecia que recebemos: “Erguei a minha cruz sobre os vossos sonhos, a minha cruz que representou a derrota dos sonhos daqueles que pensaram que Eu iria restaurar imediatamente o reino de Israel, que ao me verem morrer na cruz viram morrer também o seu sonho de libertação das mãos do opressor. Estes não entenderam que Eu os libertei sim do verdadeiro opressor. Quando erguerdes a minha cruz sobre os vossos sonhos, o meu sangue lavará e restaurará corações desapontados e descrentes por terem visto tantos de seus sonhos ruírem. Eu lavarei as feridas da mágoa e desapontamento e tristeza profunda no meu sangue redentor. Eu resgatarei a verdade e cancelarei toda a ilusão e mentira a respeito da felicidade. Eu realizarei cura profunda em vosso interior para que volteis a crer e a sonhar.Eu lavarei no meu sangue a vossa visão para que possais ver os bens futuros que lhes preparei. Lavarei também no meu sangue todos os envolvidos, todas as pessoas e circunstâncias das quais dependeis para realizardes vossos sonhos. Eu vos libertarei das amarras da descrença, do fracasso, das palavras de maldição, do fatalismo e vos deixarei livres para sonhar, sem traumas, sem medos, sem nada que os prenda”.

Confirmação: Lucas 1, 37.45: “Porque a Deus nenhuma coisa é impossível. Bem aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas.”

Que cada um ore ao Senhor, perguntando o que significaria erguer a sua cruz sobre seus sonhos. A moção é que erguer a cruz de Jesus é ter uma atitude diferente daquela apregoada pelos valores que o mundo nos oferece. Para uns significará perdoar como Jesus perdoou, para outros será amar até as últimas conseqüências, para outros ainda será entregar-se com toda confiança nas mãos do Pai. Na oração o Senhor haverá de mostrar a cada um de nós o tipo de atitude que demandará de nossa parte para testemunharmos que Jesus Cristo é o nosso Senhor e termos a sua cruz, que é o símbolo de nossa pertença a Ele, erguida sobre nossa vida.

Maria Beatriz Spier Vargas
Secretária geral do Conselho Nacional da RCCBRASIL

Nota da CNBB sobre ética e programas de TV

Têm chegado à CNBB diversos pedidos de uma manifestação a respeito do baixo nível moral que se verifica em alguns programas das emissoras de televisão, particularmente naqueles denominados Reality Shows, que têm o lucro como seu principal objetivo.

Nós, bispos do Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP), reunidos em Brasília, de 15 a 17 de fevereiro de 2011, compreendendo a gravidade do problema e em atenção a esses pedidos, acolhendo o clamor de pessoas, famílias e organizações, vimos nos manifestar a respeito.

Destacamos primeiramente o papel desempenhado pela TV em nosso País e os importantes serviços por ela prestados à Sociedade. Nesse sentido, muitos programas têm sido objeto de reconhecimento explícito por parte da Igreja com a concessão do Prêmio Clara de Assis para a Televisão, atribuído anualmente.

Lamentamos, entretanto, que esses serviços, prestados com apurada qualidade técnica e inegável valor cultural e moral, sejam ofuscados por alguns programas, entre os quais os chamados reality shows, que atentam contra a dignidade de pessoa humana, tanto de seus participantes, fascinados por um prêmio em dinheiro ou por fugaz celebridade, quanto do público receptor que é a família brasileira.

Cônscios de nossa missão e responsabilidade evangelizadoras, exortamos a todos no sentido de se buscar um esforço comum pela superação desse mal na sociedade, sempre no respeito à legítima liberdade de expressão, que não assegura a ninguém o direito de agressão impune aos valores morais que sustentam a Sociedade.

Dirigimo-nos, antes de tudo, às emissoras de televisão, sugerindo-lhes uma reflexão mais profunda sobre seu papel e seus limites, na vida social, tendo por parâmetro o sentido da concessão que lhes é dada pelo Estado.

Ao Ministério Público pedimos uma atenção mais acurada no acompanhamento e adequadas providências em relação à programação televisiva, identificando os evidentes malefícios que ela traz em desrespeito aos princípios basilares da Constituição Federal (Art. 1º, II e III).

Aos pais, mães e educadores, atentos a sua responsabilidade na formação moral dos filhos e alunos, sugerimos que busquem através do diálogo formar neles o senso crítico indispensável e capaz de protegê-los contra essa exploração abusiva e imoral.

Por fim, dirigimo-nos também aos anunciantes e agentes publicitários, alertando-os sobre o significado da associação de suas marcas a esse processo de degradação dos valores da sociedade.

Rogamos a Deus, pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, luz e proteção a todos os profissionais e empresários da comunicação, para que, usando esses maravilhosos meios, possamos juntos construir uma sociedade mais justa e humana.

Brasília, 17 de fevereiro de 2011

Veja quem são os novos integrantes do Conselho Nacional

No início de novembro do último ano e também no mês de janeiro de 2011, o Conselho Nacional da RCC do Brasil esteve reunido no Rio de Janeiro/RJ e em Lorena/SP, respectivamente, para discernir os rumos do Movimento para os próximos anos e também avaliar os trabalhos dos últimos meses.

Durante esses encontros, a RCC apresentou os novos coordenadores estaduais, que foram previamente eleitos em suas assembleias, e também os coordenadores de comissão e ministérios.

Este grupo, de coordenadores estaduais, comissões nacionais e ministérios, reuniu-se, com todos os novos membros, alguns dias antes do Encontro Nacional de Formação, em Lorena/SP, para a Assembléia Geral Ordinária do Conselho Nacional da Renovação Carismática Católica do Brasil, onde os novos membros foram oficialmente apresentados.

Além dos membros eleitos nos estados, o Conselho Nacional da RCC conta ainda com comissões permanentes nas áreas administrativas, financeiras, fiscais e de comunicação.

Saiba quem são os novos integrantes do Conselho Nacional:

Novos coordenadores estaduais
Pará – Mário Lúcio da Silva Souza
Piauí – Carlos César Gomes de Salles
Rio de Janeiro - Ricardo Emílio de Souza
São Paulo - Rogério Soares
Tocantins – Maria Nilva Ribeiro da Silva

Novos coordenadores de Ministérios e Comissões
Oração por Cura e Libertação - Onazir Conceição
Intercessão - Luiz César Martins
Promoção Humana - Loiva Menezes
Música e Artes - Taciano Nascimento
Ministério Cristo Sacerdote - Pe. Geovane Ferreira da Silva
Comissão de Formação - Rita de Cássia Luiz de Sá

Novidades nos preparativos para o encontro mundial de jovens carismáticos

Os preparativos para o primeiro encontro mundial de jovens do nosso Movimento já começaram. Entre os dias 10 e 15 de julho de 2012, nações, continentes e costumes devem se unir em Foz do Iguaçu/PR para o Encontro Mundial da Juventude Carismática Católica, que será realizado simultaneamente ao Congresso Nacional da RCC no centro de convenções da cidade.

No domingo (13), representantes da comissão organizadora estiveram em Foz do Iguaçu e reuniram lideranças para uma manhã de adoração na paróquia São João Batista, centro da cidade. O objetivo foi preparar a diocese para receber o evento, através de oração e trabalho. “Esperamos pessoas do mundo todo, e vocês serão instrumento para levar Jesus a todos”, afirma o diretor executivo do escritório do Serviço Internacional da RCC (ICCRS), o italiano Oreste Pesare.

O coordenador nacional do Ministério Jovem, Márcio Zolin, também esteve no local para participar na elaboração da programação para os eventos.

Segundo o coordenador de infra-estrutura para os congressos de 2012, Celso Sangali, a estrutura está sendo preparada para receber 17 mil fiéis, sendo eles 5 mil jovens para o encontro mundial e 12 mil para o encontro nacional. “Foz do Iguaçu deve receber muitas lideranças da juventude”, explica Sangali.

O evento pretende preparar o Brasil para o Jubileu de 50 anos da Renovação Carismática, em 2017. “Seja um instrumento de Deus em cada momento e que rios de água viva possam encher o seu dia-a-dia. O Senhor está com você, não tenha medo. E ele lhe chama a servir, vamos trazer os jovens para o primeiro congresso mundial da juventude”, convida Pesare.

Estamos de aniversário: 44 anos de um novo Pentecostes!

Estados Unidos, 1967. Um retiro realizado na Universidade de Duquesne, instituição católica localizada no estado da Pensilvânia, foi o local escolhido por Deus para que um derramamento especial da sua graça acontecesse.

Naqueles dias, de 17 a 19 de fevereiro, um grupo de estudantes teve uma experiência diferente com Jesus: oraram em línguas estranhas, proclamaram louvores e profecias, tiveram um vivificamento espiritual. Viveram o Batismo no Espírito Santo.


O momento ocorrido em Duquesne espalhou-se, pouco a pouco, pelo mundo. Em diversas partes do globo, a experiência se repetia com diversas pessoas, que, com ardor missionário, traziam mais e mais pessoas para que partilhar dessa graça.



2011. Comemoramos 44 anos deste momento vivido pelos estudantes americanos como Renovação Carismática Católica, um Movimento eclesial dinâmico, vigoroso e cada vez mais maduro. Um Movimento abençoado como nos mostra o vídeo abaixo no qual João Paulo II expressa o desejo de que tenhamos uma "longa vida":



segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Católico e Espírita, é possível?

shalom
- O Concílio Vaticano II chamou os leigos a participarem ativamente da vida da Igreja. Através do Decreto Apostolicam Actuositatem pede:

"Grassando na nossa época gravíssimos erros que ameaçam inverter profundamente a religião, este Concílio exorta de coração todos os leigos que assumam mais conscientemente suas responsabilidades na defesa dos princípios cristãos" (AA,6).

Em que pese a doutrina da Igreja, bem como a sua Tradição e o seu Magistério, mostrarem a radical incompatibilidade entre o Cristianismo e o espiritismo, muitos "católicos", fracos na fé e pouco conhecedores da doutrina, teimam em persistir neste sincretismo perigoso. Vão à missa e ao culto espírita, como se isto não fosse proibido pela fé católica.

É preciso ficar bem claro que o espiritismo (bem como suas derivações) contradiz "frontalmente" a doutrina católica em muitos pontos, sendo, portanto, impossível a um católico ser também espírita.

Em 1953, os Bispos do Brasil disseram que o espiritismo é o desvio doutrinário "mais perigoso" para o país, uma vez que "nega não apenas uma ou outra verdade da nossa fé, mas todas elas, tendo, no entanto, a cautela de dizer´se cristão, de modo a deixar , a católicos menos avisados, a impressão erradíssima de ser possível conciliar catolicismo com espiritismo" (Espiritismo, orientação para os católicos, D.Boaventura Kloppenburg, Ed. Loyola, 5ªed, 1995,pag.11).

Muitas passagens da Bíblia comprovam o que está dito acima. A principal delas é a que está no livro do Deuteronômio:

"Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha [magia negra], nem quem se dê à adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feitichismo, à magia, ao espiritismo, à adivinhação ou à evocação dos mortos, porque o Senhor, teu Deus, abomina aqueles que se dão a essas práticas..." (Deutr 18,9-13).

Essas palavras da Bíblia são muito claras e fortes e não deixam dúvida sobre a proibição "radical" de Deus a todas as formas de ocultismo e busca de poder ou de conhecimento fora da vontade de Deus. E isto é um perigo para a vida cristã, porque "contamina" a alma. Deus "abomina" aqueles que se dão a essas práticas, diz a Palavra de Deus. Abomina quer dizer, detesta, odeia, rejeita. Não consigo imaginar nada pior nesta vida do que uma pessoa ser abominável a Deus, por própria culpa.

O livro do Levítico traz a mesma condenação:

"Não vos dirijais aos espíritas nem aos adivinhos: não os consulteis para que não sejais contaminados por eles" (Lev 19,31).

Essa "contaminação" espiritual é perigosa para o cristão. Por se tratar de um pecado grave, essa prática o coloca sob a influência e dependência do mundo tenebroso dos demônios.

A primeira consequência para a pessoa que se dá a essas práticas proibidas, é um "esfriamento" espiritual. Começa a esfriar na fé, deixa a oração, os sacramentos, e torna-se fraco na fé, na esperança e na caridade, até, digamos, morrer espiritualmente.

Se você entra num ambiente espírita, de macumba, candomblé, etc, mesmo que seja apenas por curiosidade, "sem maldade", você está pecando e colocando-se sob o jugo do demônio. Neste assunto, é a "curiosidade" que leva muitos católicos ao pecado.

Sabemos que o demônio pode se fazer presente nesses ambientes, já que a Igreja nos garante que nenhum "espírito" dos mortos andam perambulando pelo mundo e, muito menos "baixando" em lugar algum. Os espíritos que baixam nesses "centros", se baixam, são certamentes espíritos malígnos.

Repete a Palavra de Deus, pelo livro do Levítico:

"Se alguém se dirigir aos espíritas ou aos adivinhos para fornicar com eles, voltarei o meu rosto contra esse homem..." (Lev 20,6).

Por "adivinhos" devemos entender todas as formas de se buscar o conhecimento de realidades ocultas, conhecer o futuro, etc. Entre essas práticas estão, entre outras, a invocação dos mortos (necromancia), a leitura das mãos (quiromancia), a astrologia, os búzios, cartomancia, consultas aos cristais, tarôs, numerologia, etc.

Uma verdade bíblica que todo católico precisa saber, é o que disse São Paulo aos coríntios:

"As coisas que os pagãos sacrificam, sacrificam´nas aos demônios e não a Deus. E eu não quero que tenhais comunhão com os demônios. Não podeis beber ao mesmo tempo o cálice do Senhor e o cálice dos demônios. Não podeis participar ao mesmo tempo da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. Ou quereis provocar a ira do Senhor?" (1 Cor 10,20-22).

Qual é o grande ensinamento que esta Palavra nos traz?

Que todo culto que se presta a uma entidade espiritual, é recebido ou por Deus ou por Satanás. Como os pagãos não prestam o seu culto a Deus, então, por exclusão, quem o recebe é o demônio. Daí podermos entender porque Deus abomina aqueles que se dão a essas práticas pagãs já citadas. Neste caso, Deus é rejeitado, é traido. E daí podemos entender também porque o "ambiente" fica propício à presença e manifestação do Mal.

O Antigo Testamento está repleto da "fúria" de Deus para com o seu povo eleito, quando esse povo "prevaricava", isto é, praticava a idolatria. Nessas situações, Deus abandonava o seu povo nas mãos dos seus inimigos, que os vencia nos combates, e muitas vezes os escravizava. O socorro de Deus só chegava depois que o povo se arrependia do mal que praticara. Pela boca do profeta Jeremias o Senhor diz:

"Eu os condenarei pelos males que cometeram, por me haverem abandonado, ofertando incenso a outros deuses e adorando a obra de suas mãos" (Jer 1,16).

"Ó céus, plasmai, tremei de espanto e horror... Porque o meu povo cometeu uma grande perversidade: abandonou-me, a mim, fonte de água viva, para cavar cisternas, cisternas fendidas que não retém a água"(Jer 2,11´13).

E o povo de Deus tinha plena consciência de que era a prática da idolatria que atraia sobre ele os castigos:

"Porque decretou o Senhor contra nós todos esses flagelos? Qual é o pecado, qual é o crime que cometemos contra o Senhor nosso Deus? Tu lhe dirás: É que vossos pais me abandonaram ´ oráculo do Senhor ´ para correr após outros deuses, rendendo-lhes um culto e diante deles se prosternando. E porque me abandonaram e deixaram de cumprir a minha lei, e porque vós mesmos fizestes pior que vossos pais, cada qual, sem me ouvir, obstinou-se em seguir as más tendências de seus corações. Assim, expulsar-vos-ei desta terra para vos lançar numa terra que não conhecestes, nem vós, nem vossos pais. Lá, dia e noite, rendereis culto aos deuses estranhos, porque eu não vos perdoarei" (Jer16,10´13).

Os Atos dos Apóstolos, escrito por S. Lucas, contam que S. Paulo expulsou um "espírito de adivinhação" de uma moça escrava que, com suas adivinhações dava muito lucro a seus senhores. Disse S. Paulo a esse espírito de adivinhação:

"Ordeno-te em nome de Jesus Cristo que saias dela". "E na mesma hora saiu" (At 16,16´18).

É óbvio que S. Paulo não falara a um "fantasma" ou a algo inexistente, apelando para a autoridade do Nome de Jesus. São Paulo expulsou da escrava um demônio, um espírito de adivinhação que estava na moça e dava´lhe o poder de adivinhar.

Isso muitas vezes ocorre nos centros espíritas e nos terreiros de macumba. O demônio sabe se "transfigurar em anjo de luz" (II Cor 11,14), como nos alerta São Paulo. E muito católico desavizado cai nas suas armadilhas. Como ele é um anjo, embora decaído, conserva os seus poderes superiores aos nossos. Sua inteligência é muito mais perfeita que a dos homens. E ele faz também os seus "milagres". Para conferir isto com a Palavra de Deus, basta ler o que São Paulo fala na carta aos tessalonicenses:

"A manifestação do ímpio será acompanhada, graças ao poder de Satanás, de toda a sorte de portentos, sinais e prodígios enganadores. Ele usará de todas as seduções do mal com aqueles que se perdem, por não terem cultivado o amor à verdade que os teria podido salvar" (2 Ts 2,9-10).

O espiritismo nega pelo menos 40 verdades da fé cristã:

1. Nega o mistério, e ensina que tudo pode ser comprendido e explicado.

2. Nega a inspiração divina da Bíblia.

3. Nega o milagre.

4. Nega a autoridade do Magistério da Igreja.

5. Nega a infalibilidade do Papa.

6. Nega a instituição divina da Igreja.

7. Nega a suficiência da Revelação.

8. Nega o mistério da Santíssima Trindade.

9. Nega a existência de um Deus Pessoal e distinto do mundo.

10. Nega a liberdade de Deus.

11. Nega a criação a partir do nada.

12. Nega a criação da alma humana por Deus.

13. Nega a criação do corpo humano.

14. Nega a união substancial entre o corpo e a alma.

15. Nega a espiritualidade da alma.

16. Nega a unidade do gênero humano.

17. Nega a existência dos anjos.

18. Nega a existência dos demônios.

19. Nega a divindade de Jesus.

20. Nega os milagres de Cristo.

21. Nega a humanidade de Cristo.

22. Nega os dogmas de Nossa Senhora (Imaculada Conceição, Virgindade perpétua, Assunção, Maternidade divina).

23. Nega nossa Redenção por Cristo (é o mais grave! ).

24. Nega o pecado original.

25. Nega a graça divina.

26. Nega a possibilidade do perdão dos pecados.

27. Nega o valor da vida contemplativa e ascética.

28. Nega toda a doutrina cristã do sobrenatural.

29. Nega o valor dos Sacramentos.

30. Nega a eficácia redentora do Batismo.

31. Nega a presença real de Cristo na Eucaristia.

32. Nega o valor da Confissão.

33. Nega a indissolubilidade do Matrimônio.

34. Nega a unicidade da vida terrestre.

35. Nega o juízo particular depois da morte.

36. Nega a existência do Purgatório.

37. Nega a existência do Céu.

38. Nega a existência do Inferno.

39. Nega a ressurreição da carne.

40. Nega o juízo final.

Apesar de tudo isso muitos continuam a proclamar que "o espiritismo e o Cristianismo ensinam a mesma coisa..."

Na verdade é o "joio no meio do trigo" (Mt 13,28), que o inimigo semeou na messe do Senhor. Nada como o espiritismo nega tão radicalmente a doutrina católica.

Ouçamos, finalmente, a palavra oficial da nossa Mãe Igreja, que tão bem nos ensina através do Catecismo:

"Todas as formas de adivinhação hão de ser rejeitadas: recurso a Satanás ou aos demônios, evocação dos mortos ou outras práticas que erroneamente se supoem "descobrir" o futuro. A consulta aos horóscopos, a astrologia, a quiromancia (leitura das mãos), a interpretação de presságios e da sorte, os fenômenos de visão (bolas de cristais), o recurso a médiuns escondem uma vontade de poder sobre o tempo, sobre a história e finalmente sobre os homens, ao mesmo tempo que um desejo de ganhar para si os poderes ocultos. Estas práticas contradizem a honra e o respeito que, unidos ao amoroso temor, devemos exclusivamente a Deus" (N° 2116).

"O espiritismo implica frequentemente práticas de adivinhação ou de magia. Por isso a Igreja adverte os fiéis a evitá-lo" (N° 2117).

Os católicos que se deram a essas práticas condenadas pela Igreja podem e devem abandoná-las com urgência. Devem procurar um sacerdote, fazer uma confissão clara dos seus pecados e prometer a Deus nunca mais se dar a essas práticas.

É preciso também destruir todo material (livros, imagens, gravuras, vestes, etc) usadas e consagradas nesses cultos.

O pecado dessas práticas é contra o primeiro mandamento da Lei de Deus: "Amar a Deus sobre todas as coisas". A gravidade está no fato da pessoa ir buscar poder, fama, dinheiro, consolação, etc, num lugar e numa prática não permitida por Deus e pela Igreja. Isto ofende a Deus.

Essas práticas eram usadas na Mesopotâmia antiga, no Egito, entre os povos de Canãa, enfim, entre os pagãos, e eram terminantemente proibidas por Deus ao seu povo.

Parece que hoje, grande parte do povo, volta ao paganismo e às suas práticas idolátricas. Isto nega o Cristianismo. A Igreja, como Mãe bondosa e cautelosa não quer que os seus filhos se percam.

Os erros do espiritismo

shalom
A morte é uma conseqüência do Pecado Original. Quem nos traz a vida, novamente, é Nosso Senhor Jesus Cristo, através da Redenção.

Não há segunda chance, como está em S. Paulo: "Está decretado que o homem morra uma só vez, e depois disto é o julgamento" (Hb 9, 27). "Assim o homem, quando dormir, não ressuscitará, até que o céu seja consumido, não despertará, nem se levantará de seu sono" ( Jó, XIV,12).

A doutrina espírita, com o seu reencarnacionismo, defende que o homem é o seu próprio salvador. Cada um se "auto-salva" através da iluminação progressiva. Portanto, há uma negação da Redenção de Nosso Senhor Jesus Cristo.

A tese de que S. João Batista é Elias reencarnado, como eles defendem, não procede, visto que S. João respondeu peremptoriamente a uma comissão de judeus que o interrogavam a respeito: "Não sou Elias" (Jo.1 , 21)

Depois, na própria Transfiguração do Tabor, apareceram Elias e Moisés. Ora, pela tese espírita, o espírito toma a forma do último corpo que habitou. Como S. João já havia morrido, não seria possível ele aparecer como Elias...

As palavras de Nosso Senhor só podem ser entendidas no sentido que a Igreja ensina, ou seja, que S. João Batista era como um outro Elias. Se assim não for, a Bíblia estaria em contradição e a própria tese espírita-cristã ficaria sem fundamento.

A morte é, pois, uma conseqüência do pecado e um castigo sobre os homens, que precisam da graça que nos vem através da Redenção.

Onde está escrito que a Ressurreição será em nosso mesmo corpo?

A Ressurreição da carne é um dogma católico constante no Credo. Base da Fé católica.

Na Sagrada Escritura, são inúmeros os trechos que afirmam, explicitamente, a ressurreição de nossa mesma carne.

Jó, no meio de seus sofrimentos (com sua carne já corrompida pela lepra), consolava-se com a lembrança da sua futura ressurreição (Jó, 19, 35), os irmãos Macabeus também (II Mac. VII, 2). Marta também disse a Nosso Senhor: "Sei que meu irmão há de ressurgir na ressurreição que haverá no último dia" (S. Jo. 11, 24).

Não apenas os santos ressuscitarão, mas também os réprobos, como se lê em S. João (5, 28), S. Mateus (25, 31).

Além disso, a ressurreição de todos os homens será instantânea e universal (1 Cor. 15, 62).

Nosso Senhor Jesus Cristo declarou muitas vezes que ressuscitaria os mortos: "Virá uma hora em que todos os que se acham nos sepulcros ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que obraram bem, sairão para a ressurreição da vida; mas os que obraram mal, sairão para a ressuscitados para a condenação" (S. Jo. 5, 28). E: "O que come a minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia" (S. Jo. 6, 55).

Cristo provou, diversas vezes, que tem o poder de ressuscitar os mortos e nos disse: "Eu sou a ressurreição e a vida" (Jo. 11, 25). Ao mesmo tempo, se só a alma fosse punida ou recompensada, a retribuição aos méritos dos homens não seria perfeita. Diz Tertuliano: "porque muito boas obras, como o jejum, a castidade, o martírio, não podem ser realizadas senão por meio do corpo, é pois justo que ele participe da felicidade da alma".

"Quando, diz Teodoreto, se levanta uma estátua a um general vitorioso, gosta-se de o representar com a armadura que usava no combate; e a alma não deveria ser glorificada no corpo em que venceu o seu inimigo?" "A retribuição é, pois, a razão última da ressurreição" (Tert). Depois, Cristo quis salvar o homem todo, em corpo e alma; se, portanto, pelo seu sacrifício só tivesse salvado a alma, sem o corpo, a redenção seria incompleta (Tert.); o demônio, na sua obra de destruição, teria sido mais poderoso que Cristo na sua obra de restauração; isto é impossível: o triunfo de Cristo foi completo. "Por um só homem entrou a morte no mundo, e por um só homem a ressurreição" (1 Cor. 15, 2). (apud. Francisco Spirago "Catecismo Popular")

Podemos transcrever citações múltiplas na mesma linha, o que não deixa margem à dúvidas em relação à ressurreição da carne: "Este [corpo] corruptível revestirá a incorruptibilidade e este [corpo] mortal, a imortalidade" (1 Cor. 15, 52).

"Nós teremos, portanto, os mesmos corpos e não outros novos, a fim de que um receba o que é devido às boas ou más ações que houver praticado enquanto andava revestido do seu corpo" (2 Cor. 5, 10).

Filosoficamente, explica Santo Tomás de Aquino: "Ainda que dentro de 10 ou 12 anos todas as moléculas materiais do nosso corpo hão de estar mudadas, o nosso corpo conserva-se idêntico a si próprio, porque o princípio, a substância são os mesmos; assim os corpos ressuscitados conservarão a sua identidade, ainda quando todas as moléculas materiais lhes não fossem restituídas" (Santo Tomás de Aquino).

A comunicação com os mortos é real ou ilusória

Existe a possibilidade de almas que estão no purgatório pedirem orações pelos vivos.

Todavia, a comunicação com os mortos nunca pode ser provocada: "Não se ache no meio de ti quem pratique a adivinhação, o sortilégio, a magia, o espiritismo, a evocação dos mortos: porque todo homem que fizer tais coisas constitui uma abominação para o Senhor" (Dt 18, 9-14)

As diversas condenações ao espiritismo na Sagrada Escritura

"Se uma pessoa recorrer aos espíritos, adivinhos, para andar atrás deles, voltarei minha face contra essa pessoa e a exterminarei do meio do meu povo". "Qualquer mulher ou homem que evocar espíritos, será punido de morte" (Lev 20, 6 - 27).

Em Isaias, vemos que é do espiritismo que se trata, quando Deus fala de feitiçaria, adivinho, etc... pois no cap. 8, 19, se lê a queixa de Deus "Acaso não consultará o povo o seu Deus? Há de ir falar com os mortos acerca dos vivos"? Em Jeremias lemos: "Não vos seduzam os vossos profetas, nem os vossos adivinhos... eu não os enviei" (19, 8,9). No Levítico (20, 27), Deus ordena a pena de morte de apedrejamento contra os pitões e adivinhos, que seriam - e eram de verdade - como os médiuns e esoteristas de hoje (vê-se isso especialmente em Isaías 47, 13).

No Deuteronômio (13, 1 a 5) se encontram passagens bem sugestivas de como Deus se ira contra os que forjam religiões falsas: "Quando profeta ou sonhador de sonhos se levantar no meio de ti e te der um sinal ou prodígio e suceder tal sinal ou prodígio... não ouvirás as palavras de tal profeta e sonhador, porquanto o Sr. vosso Deus vos prova se amais o Senhor vosso Deus... E aquele profeta sonhador de sonhos morrerá, pois falou rebeldia contra o Senhor vosso Deus."

A quem consultar? A Deus ou aos espíritos?

Além disso, temos o fato de que esses espíritos entram em contradição entre si (Ver "O Livro dos Espíritos" cap. V, no. 222, p. 139, do próprio Alan Kardec). Mesmo em relação à reencarnação, os espíritos divergem em seus pronunciamentos ("Livro dos Médiuns" C. 27, No. 8, p. 338).

A Igreja católica considera que esses espíritos podem ser demônios (como descreve a Sagrada Escritura) ou simples manifestações subjetivas dos envolvidos (como descreve a psicologia).

Como explicar o sofrimento na visão católica

Sobre o sofrimento, o que ocorre é que a mentalidade do século XX é muito influenciada por uma visão de "gozo da vida". Nosso Senhor, que não tinha nenhum pecado, sofreu por todos nós. Santa Terezinha do Menino Jesus, quando descobriu sua doença (tuberculose), ficou muito feliz por poder sofrer em união à Cristo.

Ensina S. Paulo: "Agora eu me regozijo nos meus sofrimentos por vós, e completo, na minha carne, o que falta das tribulações de Cristo" (Colossenses 1, 24).

Nosso Senhor também disse: "quem quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me".

Ora, a vida do católico (e de toda a criatura), neste terra, é um "vale de lágrimas".

O sofrimento é um sinal de benção de Deus, que ama seus filhos e os ajuda e chegarem até Ele. Quando você conhecer alguém que não tenha sofrimento, desconfie. Ele pode estar recebendo nessa terra o pagamento pelo que já fez de bom, pois não receberá na eternidade... O homem justo expia os seus pecados e os dos outros, como Cristo expiou por nós na Redenção.

Existe um livro muito interessante, chamado "carta do Além", que não tem nada de espírita. Trata-se de um sonho de uma freira. Nesse sonho, essa freira recebe uma carta de uma antiga amiga, que havia sido condenada ao inferno. Depois de ler a carta, ela transcreve em um papel. Nesse documento, a amiga diz, claramente, que Deus já tinha dado à ela, durante a sua vida, tudo o que lhe era de "direito", por cada ato bom que, em algum momento de sua vida, ela havia feito.

Voltando ao sofrimento, hoje é pouco conhecido o motivo que leva o Padre, durante o ofertório, a acrescentar uma gota de água ao vinho que será transformado no Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Essa gota de água é o nosso sofrimento, de cada homem, que é unido ao sofrimento de Cristo, segundo nos ensina S. Paulo, como já visto:"Agora eu me regozijo nos meus sofrimentos por vós, e completo, na minha carne, o que falta das tribulações de Cristo" (Colossenses 1, 24).

Quanto mais uma pessoa pode sofrer pelos outros (e por si), tanto mais ela se aproxima de Deus por seus méritos e pela assistência de que necessita.

Pode-se observar que, normalmente, quanto mais sofrida é a pessoa, tanto mais ela tem Fé em Deus. O sofrimento aproxima o homem de seu criador, assim como uma criança procura seu pai quando não consegue resolver por si mesma algum problema.

Portanto, não devemos nos assustar com pessoas que sofrem mais do que outras. Elas foram chamadas a uma vocação específica e muito grande. Elas compram graças para os outros e intercedem, com seus sofrimentos, junto ao trono de Deus.

Temos o caso de Jó, na Sagrada Escritura.

Como Jó era fiel, o demônio dizia que a fidelidade dele advinha do fato de que ele tinha riquezas. Deus, então, permitiu que o demônio retirasse a riqueza de seu servo Jó. E assim foi. Jó ficou pobre e, na sua pobreza, bendizia ao Senhor seu Deus: "Deus me deu, Deus me tirou, louvado seja o santo nome de Deus". O demônio, ainda não satisfeito, afirmou que ele era fiel apenas por que tinha uma família muito boa e com muitos filhos. Novamente, Deus permitiu que o demônio atentasse contra a família de Jó. Morreram os seus filhos, ficou apenas a sua mulher. Esta, para provocar a Jó, dizia que ele deveria maldizer a Deus. Jó, porém, repetia: "Deus me deu, Deus me tirou, louvado seja o santo nome de Deus!". O demônio continuava insatisfeito e lançou sua última carta: retirou a saúde do grande homem que os séculos cantam e glorificam em sua paciência. Jó, conta a Sagrada Escritura, ficou com a pior doença da época: a lepra. No monte de sua desgraça, Jó repetia: "Deus me deu, Deus me tirou, louvado seja o santo nome de Deus!". Depois de tantas provas de fidelidade, Deus restituiu a saúde, a família e o dinheiro a Jó.

Esse é o amor filial, o amor de reverência, o amor de adoração que se deve à Deus. Jó é um dos maiores homens do Antigo Testamento! Ele foi grande por quê? Porque soube amar a Deus no seu sofrimento. Soube se entregar por inteiro ao seu criador, de quem recebeu tudo sem nenhum mérito. Agora, ele retribuía com um pouco o muito que recebera: a sua existência.

Deus nos convida à tomarmos a nossa "Cruz" e a "seguí-lo".

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fonte: comshalom.org