sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Lealdade a Cristo, lealdade ao irmão

“Por isso não desanimamos desse ministério que nos foi conferido por misericórdia. Afastamos de nós todo procedimento fingido e vergonhoso. Não andamos na astúcia, nem falsificamos a palavra de Deus. Pela manifestação da verdade nós nos recomendamos à consciência de todos os homens diante de Deus.” (2Cor 4, 1s)


Certo dia, em preparação a um Congresso da RCC, perguntávamos ao Senhor: “Qual é a conversão que o Senhor espera de nós?” Começamos a rezar nesse sentido e Deus nos deu uma palavra: “Lealdade”. Em seguida, veio a confirmação na Palavra: 2 Coríntios 4, 1-6.

No mundo atual, as pessoas são muito desleais, fingidas, falam umas das outras pelas costas, acusam-se mutuamente, condenam-se mutuamente. Quem acusa é o demônio. O livro do Apocalipse, no capítulo 12, versículo 10 diz que ele nos acusa dia e noite diante de Deus. Ele é o pai da mentira e do fingimento, portanto, sempre que formos astutos e fingidos estaremos nos submetendo ao demônio ao invés de nos submetermos ao Senhorio de Jesus. Afinal, quem nós queremos que seja o Senhor de nossas vidas?

O demônio nos acusa, mas Jesus nos defende: “Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como o trigo, mas eu roguei por ti para que a tua confiança não desfaleça; e tu, por tua vez, confirma os teus irmãos”. (Lc 22, 31)

Nessa passagem do evangelho de Lucas, Jesus se revela como nosso intercessor diante das acusações do inimigo, mas Ele também nos exorta a fazermos o mesmo quando nós virmos os nossos irmãos sendo atacados, denegridos, acusados. Jesus diz: “E tu, por tua vez, confirma os teus irmãos.” Em outras palavras, Ele nos pede para sermos defensores uns dos outros, para sustentarmos uns aos outros, mostrar uns aos outros a quem realmente pertencemos.

Sempre que formos leais, verdadeiros, advogados de defesa dos outros e não de acusação, então a luz de Deus ilumina a nossa vida e sentimos muita liberdade e muita alegria.

Certa vez, li o testemunho de um pregador americano, numa revista. Esse homem dizia: “Deus sempre atende as minhas orações e isso tem acontecido desde que eu, em obediência à palavra de Deus, resolvi nunca mais acusar ninguém, mas pelo contrário, sempre procurar defendê-las e dizer algo de bom sobre elas para abençoar suas vidas com minhas palavras”. Lendo seu testemunho, lembrei-me da segunda carta de Pedro que diz: “Abençoai, pois para isto fostes chamados, para que sejais herdeiros da bênção. Com efeito, quem quiser amar a vida e ver dias felizes, refreie sua língua do mal e seus lábios de palavras enganadoras; aparte-se do mal e faça o bem, busque a paz e siga-a”. (2Pd 3, 9b-11)

Nesta semana, meditemos na palavra “lealdade”, procuremos fazer da lealdade a Jesus Cristo, ao seu evangelho e aos outros a nossa meta de conversão. Sinto que, da mesma forma que aquele pregador americano, teremos muitos testemunhos de orações respondidas para dar.

Maria Beatriz Spier Vargas
Secretária-geral do Conselho Nacional da RCCBRASIL

O que a Igreja fala a respeito da cura e libertação?

Cura e libertação são assuntos que dizem respeito às coisas de Deus, à Igreja e, portanto, também à Teologia. A Sagrada Escritura, principalmente no Novo Testamento, dá testemunho constante de que, pela oração, nós podemos chegar à cura e à libertação das pessoas, porque quem cura é Deus, e para Ele todas as coisas são possíveis. Essa é a nossa fé, essa é a fé da Igreja. Cada vez que alguém se aproxima de Deus, começa um processo de cura e libertação, porque ninguém se aproxima da Verdade – sem ser por ela iluminado –, pois Deus é a Verdade. Onde ela se faz presente, as trevas não permanecem. Isso é a libertação.

A doença também é uma força de morte, por isso, nós percebemos que pela oração e pela aproximação verdadeira de Deus, no contato que nós temos com Ele na oração, um processo de cura e libertação acontece na nossa vida. Não deixamos por isso de sofrer, mesmo com as conseqüências do tempo, mas tem mais saúde quem reza mais. Eu não tenho dúvidas disso. A Igreja percebe isso, tanto que, oficialmente, ela oferece os sacramentos também como forma de cura. Se há uma oração excelente para a cura – são os sacramentos da reconciliação e da confissão dos nossos pecados, porque o perdão é dom de Deus, é graça. Outros sacramentos de cura e libertação são a Eucaristia e a unção dos enfermos, conhecida como extrema-unção.
Na Eucaristia, o Corpo de Jesus se faz presente no nosso. A extrema-unção é um sacramento de cura, pois o sacerdote vai até a pessoa para pedir a Deus a cura e o restabelecimento dela.

Se você tem uma enfermidade mais grave, e precisa passar por uma cirurgia ou alguma coisa que coloque em risco a sua vida, você pode procurar um sacerdote e ele vai ministrar esse sacramento para você, que é de cura e libertação.
A Igreja enxerga com propriedade a cura e a libertação, assume-as como responsabilidade pessoal porque foi uma incumbência, uma missão que Jesus lhe deu de ir e expulsar o mal e toda espécie de enfermidade.(texto de Márcio Mendes)

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Exorcista do Vaticano ensina os passos para libertação do mal

Padre Gabriele Amoth (Exorcista do Vaticano) explica como orar por libertação

Um desenvolvimento progressivo

Como o avançar do tempo, cada vez mais pessoas vinham até nós, pessoas que não estavam muito próximas de Deus e que precisavam de orações de libertação; nos maiores destes grupos, como o que eu oriento, fixamos ministérios estabilizados de libertação. Atualmente, a oração de libertação encontra-se muito difundida; muitos grupos da Renovação constituíram ministérios de libertação das amarras do Maligno naqueles que costumamos considerar casos menores, quer no acompanhamento do sacerdote exorcista no exercício do seu ministério. Temos também serviços coletivos de libertação.

Que estilo de oração praticamos na libertação?

Antes de mais nada, um estilo de oração comunitária; e isto por dois motivos: um teológico e um pastoral. Não preferimos a oração individual, como se costuma fazer no exorcismo. No exorcismo é o exorcista quem atua; na oração de libertação atua a comunidade. Damos grande valor à realidade de Igreja, vivente em cada comunidade de fiéis que se reúnem em redor de Cristo e invocam o Espírito. Na comunidade dos crentes é Cristo quem atua e continua a libertar os irmãos da presença do inimigo.

Por outro lado, consideramos com segurança que a libertação é função do Corpo Místico de Cristo, que deve eliminar do seu seio as infiltrações do Maligno, lá onde elas se manifestarem; porque qualquer manifestação do Maligno pesa sobre o corpo todo e danifica-o. Eis então a idéia de que a Igreja, a comunidade, e em toda a Igreja.

Há também um motivo pastoral, ou, melhor, teológico: a oração comunitária permite a interação dos vários carismas, que, deste modo, melhor iluminam e tornam mais eficaz a oração. Por outro lado, preserva-nos do perigo de sermos confundidos com magos ou curandeiros, que atuam sempre isoladamente. A interação dos carismas é um motivo pastoral: numa comunidade existem diferentes carismas; como a finalidade é livra-se de um mal, um grupo que tem bons carismas obtém mais facilmente a libertação.

Qual é a composição ideal de um grupo?

Tratando-se de um grupo carismático, nós procuramos antes de mais quem tem o carisma da cura.

Nos primeiros séculos da Igreja, antes que se instituísse o sacramental do exorcizado, eram os carismáticos que libertavam; ou seja, eram todos os cristãos que exerciam os seus carismas. Também hoje existem pessoas que possuem este carisma; são pessoas que vivem no anonimato, mas que têm poder sobre o Maligno.

Nós apercebemo-nos deste fato porque na sua presença, mesmo quando rezam em silêncio e retirados do grupo, o paciente começa a abanar-se todo. A sua presença é suficiente. São pessoas que, por terem este carisma da cura, asseguram a autoridade carismática do grupo. É uma experiência claríssima que já fizemos.

Utilizamos também o profeta em abundância. Quem é o profeta, o profeta bíblico? É um dom de Deus também presente nos nossos grupos. O profeta é quem recebe uma iluminação do Espírito Santo e nos dá indicações bíblicas. Com o avançar da oração, é que ele quem dá indicações que acertam em cheio o alvo; por isso, a oração é sempre guiada. Descobrimos, por exemplo, a origem de uma doença porque no decurso da oração o Senhor intervém sugerindo texto bíblicos adequados ao caso em questão.

Por exemplo, o profeta sugere: “Vamos ler Isaías 4,4 seguido de Ezequiel 8,2”. É criado um clima que nos orienta sobre como devemos agir. A presença do profeta é muito importante; por vezes, durante a oração, o Senhor conforta-nos, convida-nos a insistir, indica-nos a origem do mal.

Quando é possível, também está presente o Sacerdote que assegura a autoridade eclesiástica com o seu poder ministerial. E também há quem interceda; há pessoas que têm o carisma da intercessão. Quando um grupo é composto desta maneira, com a presença de vários carismas, é um grupo ideal para fazer o discernimento e para orientar a oração. Esta torna-se muito eficaz e nós apercebemos-nos da alegria, da paz e da serenidade que acompanham a libertação. É claro que, no discernimento, prestamos atenção ao grupo infetado, à identidade dos espíritos do mal que atuam, no nível em que atuam e os objetivos que os movem.

Qual é a força da oração de libertação?

É uma pergunta que já várias vezes me fiz. A oração de libertação muitas vezes chega a substituir o exorcismo. Aliás, em certos caso não convém fazer o exorcismo, que deve reservar-se para as situações mais graves. Nos casos menores, ao contrário, é preferível a oração de libertação. Exercendo este ministério, reparei na força extraordinária da oração de louvor: liberta uma força poderosíssima. E também reparei na força da Palavra de Deus, sobretudo das palavras de Jesus. Nós baseamo-nos muito nestes dois elementos: a oração e a Palavra.

No exorcismo oficial temos três elementos: a oração, a Palavra, a esconjuração. E, muitas vezes, a conjuração, ou seja, a ordem dirigida ao Maligno é resolutiva. Nos casos mais graves não podemos deixar de nos agarrar a ela, porque é a autoridade da Igreja que intervém.

Na oração da libertação, pelo contrário, a força decisiva é o louvor. É suficiente pensar em alguns casos bíblicos. Durante a batalha contra Amalec, Moisés reza sobre o monte: são os seus braços erguidos em oração que obtêm a vitória.

Jericó era uma cidade bem fortificada; e, no entanto, foi suficiente a oração de louvor a Deus, cantada em redor da cidade, para lhe derrubar as muralhas.

O Segundo Livro das Crônicas informa-nos sobre os israelitas que partiram para o deserto do Tecoa; Josafat colocou os cantores do Senhor, vestidos de paramentos sagrados, à frente dos homens, para que louvassem a Deus dizendo: “Louvai o Senhor porque a sua graça dura para sempre”. Assim que começaram os cânticos de júbilo de louvor, o Senhor preparou uma armadilha contra os inimigos de Israel, que foram derrotados.

A oração é forte, sobretudo no Novo Testamento. Cristo obteve a vitória decisiva sobre o Maligno e a oração de louvor, com esta vitória, reordena o universo perturbado pelo pecado. O Maligno tinha tentado apagar o louvor no céu, arrastando os anjos rebeldes para o inferno. Tentou, depois, interromper o louvor de Adão, o homem que devia fazer-se voz do universo e louvar o Criador.

Agora, cada vez que o inimigo ouve a oração de louvor, escuta a vitória de Cristo vitorioso sobre a morte, sobre o pecado e sobre os demônios. E Satanás sente uma inveja fortíssima, porque agora é o homem quem louva a Deus; no lugar que ele ocupava, agora, está o homem que se une aos Anjos e louva o Senhor. O Maligno sente-se frustrado na sua pessoa e nas suas obras; por isso reage com tanta veemência à oração de louvor.

A oração de intercessão também é muito potente. Constatamos isso no livro dos Atos, quando os Apóstolos estão na prisão e a Igreja reza por eles e se dá a libertação. Do mesmo modo, pouco depois, quando Pedro está preso, a Igreja reza; e Deus envia o anjo para libertar o Seu Apóstolo. Também nas nossas orações, constatamos que o Maligno fica furioso, sobretudo, durante a oração de libertação e, freqüentemente, é durante esta oração que foge.

Sublinho, igualmente, a força de Palavra. Nós não esconjuramos, a não ser que esteja sempre um Sacerdote autorizado; mas atribuímos muita força à Palavra de Deus; experimentamos esta força e usamo-la largamente. Têm especial eficácia as palavras de Jesus e as outras citações bíblicas que nos são sugeridas. A palavra de Jesus derrota o inimigo. Quando fazemos a oração de libertação, pronunciamos lentamente as palavras de Jesus, escolhendo um dos vários episódios em que ele expulsa o demônio.
Trata-se de apresentar de novo a Jesus, de o fazer reviver naquela cena, de introduzir Jesus, o libertador. As palavras de Jesus pronunciadas nesse momento, com a força de Espírito, derrotam o inimigo, que grita e vai-se embora; e vai-se embora também quando é desmascarado por uma indicação bíblica.

Tal como o cântico de louvor, também a Palavra de Deus consola os aflitos, cura os corações dilacerados, cuida das feridas, infunde esperança, faz com que o paciente experimente pessoalmente a presença do seu libertador.

Já falamos da oração de louvor, da palavra de Jesus. Gostaria de acrescentar mais alguma coisa sobre o modo como estruturamos a oração. Existe uma libertação de (ou seja, uma libertação da presença do Maligno; por isso olha-se para ele) e uma libertação para (vantagem de; e, por isso, olha-se para a pessoa). Mais importante do que libertar de, é libertar para. Privilegiamos a libertação para enquanto trabalhamos pela libertação de. Ou seja, interessa-nos mais o irmão perturbado que o inimigo; a atenção vai toda para o irmão. E é por isso que solicitamos a sua colaboração de todas as maneiras. Em vez de expulsar o inimigo, procuramos resgatar-lhe o paciente.

A libertação pode ocorrer de duas maneiras. Imaginemos uma sala sem que esteja presente o Maligno e o paciente. Um método é o de apanhar o Maligno e expulsá-lo dali; se se consegue, o método é bom. Mas também já vimos que é mais fácil um outro método: aquele de agarrar o paciente e levá-lo para outro lugar, fora da sala, onde esteja em segurança. É o método que preferimos, interessa-nos mais o paciente do que o inimigo.

Interessarmo-nos pelo paciente significa estimulá-lo a rezar, solicitar a graça de Deus sobre ele e fortalecê-lo com os sacramentos, ajudá-lo a tomar consciência da sua situação para que saia dela. Vimos que, desta maneira, a libertação é mais fácil, pois transforma-se o homem infestado pelo Maligno num homem capaz de viver com o filho de Deus.

Com efeito, qual é a finalidade do Maligno?

É destruir o homem-cristão, o homem na sua identidade de filho de Deus. Nós, então, temos de o tornar capaz de viver a sua vida filial no Espírito Santo. Por isso, logo de imediato, invocamos sobre ele o Espírito Santo, para que preencha os espaços vazios, para que o corrobore de maneira a que, com a força do Espírito, possa arrepender-se e viver plenamente a proposta de vida cristã na fé, na esperança, na caridade.

Também tem muito peso a fé o amor daqueles que intervêm. Nós pedimos sempre ao Senhor uma grande fé; o nosso ministério exige muita fé; o Evangelho é claro. A nossa força é a fé de quem reza e a caridade para com Deus e para com o próximo.

A fé e a caridade ajudam-me reciprocamente muito bem. São Gregório Magno, falando acerca da pregação, afirmava que ninguém pode exercer este ministério se não tiver caridade para com o próximo. Nós dizemos o mesmo a respeito do ministério da libertação. O espírito maléfico não resiste ao amor; ele, que é fogo, tem medo do fogo do amor. Por isso, nós procuramos amar o doente, amar quem está infestado, para além de nos amarmos uns aos outros no grupo. Se não existe amor não se avança, porque o amor derrota o inimigo.

fonte: Padre Gabriele Amorth: Livro Exorcistas e Psiquiatras

Dom Alberto Taveira e Eleições


Gente, lembre-se do que nos recomenda o Senhor, nestas próximas eleições.
Não àqueles que não defendem a vida.
-- Ráurison Ribeiro, o filho do Altíssimo MCS | RCCPiauí
GO Luz da Vida - Arquidiocese de Teresina

Dom Alberto Taveira Corrêa

Arcebispo Metropolitano de Belém do Pará

Belém do Pará, 27 de agosto de 2010,

Festa de Santa Mônica.

Caríssimo amigo (a) e irmão (ã)

Recebi hoje o texto do Regional Sul I sobre a defesa da vida e tomei a decisão de divulgá-lo, sugerindo que muitas outras pessoas o façam.

Obrigado.

Dom Alberto Taveira Corrêa

Arcebispo Metropolitano de Belém do Pará

Apelo a Todos os Brasileiros e Brasileiras

Nós, participantes do 2º Encontro das Comissões Diocesanas em Defesa da Vida (CDDVs), organizado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB e realizado em S. André no dia 03 de julho de 2010,

considerando que, em abril de 2005, no IIº Relatório do Brasil sobre o Tratado de Direitos Civis e Políticos, apresentado ao Comitê de Direitos Humanos da ONU (nº 45) o atual governo comprometeu-se a legalizar o aborto,
considerando que, em agosto de 2005, o atual governo entregou ao Comitê da ONU para a Eliminação de todas as Formas de Descriminalização contra a Mulher (CEDAW) documento no qual reconhece o aborto como Direito Humano da Mulher,
considerando que, em setembro de 2005, através da Secretaria Especial de Polítíca das Mulheres, o atual governo apresentou ao Congresso um substitutivo do PL 1135/91, como resultado do trabalho da Comissão Tripartite, no qual é proposta a descriminalização do aborto até o nono mês de gravidez e por qualquer motivo, pois com a eliminação de todos os artigos do Código Penal, que o criminalizam, o aborto, em todos os casos, deixaria de ser crime,
considerando que, em setembro de 2006, no plano de governo do 2º mandato do atual Presidente, ele reafirma, embora com linguagem velada, o compromisso de legalizar o aborto,
considerando que, em setembro de 2007, no seu IIIº Congreso, o PT assumiu a descriminalização do aborto e o atendimento de todos os casos no serviço público como programa de partido, sendo o primeiro partido no Brasil a assumir este programa,
considerando que, em setembro de 2009, o PT puniu os dois deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso por serem contrários à legalização do aborto,
considerando como, com todas estas decisões a favor do aborto, o PT e o atual governo tornaram-se ativos colaboradores do Imperialismo Demográfico que está sendo imposto em nível mundial por Fundações Internacionais, as quais, sob o falacioso pretexto da defesa dos direitos reprodutivos e sexuais da mulher, e usando o falso rótulo de "aborto - problema de saúde pública", estão implantando o controle demográfico mundial como moderna estratégia do capitalismo internacional,
considerando que, em fevereiro de 2010, o IVº Congresso Nacional do PT manifestou apoio incondicional ao 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3), decreto nª 7.037/09 de 21 de dezembro de 2009, assinado pelo atual Presidente e pela ministra da Casa Civil, no qual se reafirmou a descriminalização do aborto, dando assim continuidade e levando às últimas consequências esta política antinatalista de controle populacional, desumana, antisocial e contrária ao verdadeiro progresso do nosso País,
considerando que este mesmo Congresso aclamou a própria ministra da Casa Civil como candidata oficial do Partido dos Trabalhadores para a Presidência da República,
considerando enfim que, em junho de 2010, para impedir a investigação das origens do financiamento por parte de organizações internacionais para a legalização e a promoção do aborto no Brasil, o PT e as lideranças partidárias da base aliada boicotaram a criação da CPI do aborto que investigaria o assunto,

RECOMENDAMOS encarecidamente a todos os cidadãos e cidadãs brasileiros e brasileiras, em consonância com o art. 5º da Constituição Federal, que defende a inviolabilidade da vida humana e, conforme o Pacto de S. José da Costa Rica, desde a concepção, independentemente de sua convicções ideológicas ou religiosas, que, nas próximas eleições, deem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalizacão do aborto.

Convidamos, outrossim, a todos para lerem o documento "Votar Bem" aprovado pela 73ª Assembléia dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, reunidos em Aparecida no dia 29 de junho de 2010 e verificarem as provas do que acima foi exposto no texto "A Contextualização da Defesa da Vida no Brasil" [http://www.cnbbsul1.org.br/arquivos/defesavidabrasil.pdf], elaborado pelas Comissões em Defesa da Vida das Dioceses de Guarulhos e Taubaté, ligadas à Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB, ambos disponíveis no site desse mesmo Regional.

COMISSÃO em DEFESA da VIDA
do REGIONAL SUL 1 da CNBB

sábado, 11 de setembro de 2010

Entrevista com Frei Elias Vella - O inimigo quer que pensemos que ele não existe

Frei conventual da Ilha européia de Malta de Malta, um dos maiores exorcistas da atualidade, lança no Brasil o livro "O Anticristo: quem é e como age". Em entrevista, Frei Elias fala sobre as táticas de ação do maligno e indica como se defender de todas elas. Denuncia que uma das estratégias mais utilizadas pelo demônio no Brasil é a de levar os líderes religiosos a não acreditarem em sua existência e manifestação.

O senhor está lançando um livro sobre o anticristo. De onde surgiu a necessidade de falar sobre este assunto?


Frei Elias: Este é um assunto muito importante e as pessoas não conhecem muito sobre ele. Jesus veio para lutar e trazer a vitória sobre o mal. Somos, agora, os representantes do Senhor. Todos nós, cristãos, estamos no campo de batalha e não saber quem é exatamente o inimigo com o qual estamos lutando e quais são as táticas dele, torna-se a ser uma perturbação em nossas vidas. Eu sei que, muitas vezes, em nossos Seminários de Teologia nós não lidamos muito com esse assunto, por isso eu senti a necessidade de me aprofundar nele e escrever um livro sobre o maligno.

Quais são as principais estratégias do inimigo para atacar os filhos de Deus?

Frei Elias: A principal estratégia dele é fazer com que nós não acreditemos que ele exista ou que não seja tão perigoso, assim não damos tanta importância a ele. Desta maneira, ele pode trabalhar tranqüilo, sem que seja perturbado. Assim, ele nos distrai e tira a nossa atenção de Jesus. Então, ao invés de buscarmos ao Senhor para nossa cura e libertação, convencemo-nos de buscar o espiritismo e as forças ocultas; pois o maligno nos faz acreditar que temos forças em nós mesmos para nos curar e nos libertar, e não precisamos de Jesus para isso. A meta principal dele é a de fazer com que pensemos que Jesus não é o Senhor de nossas vidas.

Referindo-se especificamente à situação do Brasil, como o senhor vê a ação do inimigo de Deus no país?


Frei Elias: Acredito que há duas coisas que ele [o maligno] está utilizando, aqui, no Brasil. Uma delas é fazer com que os sacerdotes não creiam que ele exista, porque se os próprios pastores, líderes da Igreja, não acreditam na existência dele, fica muito fácil dispersar o rebanho deles.
A segunda estratégia utilizada por ele, no Brasil, é a da macumba e do espiritismo, pois, por meio dessas práticas, ele tira a atenção das pessoas de Jesus. Isso não exclui as estratégias gerais de que ele faz uso em todos os outros países, como a ganância pelo poder e a desunião. No que diz respeito à falta de unidade, ele também se serve bastante no Brasil.

O maligno se serve também de outros métodos para atingir a juventude, como músicas e filmes consagrados a ele?

Frei Elias: Claro. Algumas das estratégias dele são diretas, outras indiretas. Até certo tempo atrás, ele fazia uso das estratégias indiretas, mas, atualmente, ele está utilizando-se das bem diretas. Como, por exemplo, por meio de bandas de rock que escrevem letras de músicas se referindo diretamente a ele, consagrando-se a ele. Ele se serve delas [letras] para enganar aos jovens que dizem assim: "Eu não ligo para a letra, mas sim, para a melodia, para a música que é legal". O truque então é esse: porque gostam da melodia, começam a cantar a letra, e esta vai entrando aos poucos em suas mentes e almas. É claro que a partir disso a juventude vai se tornando cada vez mais distante de Jesus, e a grande tragédia da atualidade é que os jovens têm vergonha de proclamá-Lo, mas não têm vergonha de proclamar nem de falar sobre satanás.

Há algum caso de libertação que o senhor tenha ministrado nos últimos tempos que tenha chamado a sua atenção de modo particular?

Frei Elias: De fato, casos de pessoas possuídas são raros, mas para um exorcista, lidar com esses fatos é uma coisa cotidiana. Por ser o nosso trabalho, encontramos sempre casos de pessoas possuídas. Por estar sempre viajando, encontro muitas pessoas que precisam de ajuda para serem libertas e exorcizadas.
Neste momento, por exemplo, nós estamos atendendo a duas pessoas em Malta que estão recebendo orações de libertação e exorcismo. Acredito que já estamos quase no final do atendimento, pois as pessoas estão praticamente libertas e exorcizadas.

O senhor se sente mais atacado pelo demônio por fazer este trabalho de exorcismo pelo mundo?

Frei Elias: Tenho certeza disto. Muitas coisas acontecem na minha vida e eu não tenho explicações lógicas para elas, mas nós [exorcistas], com o tempo, ficamos treinados para esse tipo de ataque, tendo sempre a certeza de que a vitória será sempre de Jesus! É claro que ninguém fica feliz com sofrimentos que vêm até nós por causa do inimigo, mas temos o consolo de saber que Jesus está sempre nos protegendo.

Como se defender dos ataques do maligno?

Frei Elias: Entre todos os meios de que podemos fazer uso para nos proteger dele, vou deixar três.
O primeiro meio de defesa contra o inimigo de Deus é a Eucaristia, porque ele tem um medo terrível da força que vem dela. O segundo, é o sacramento da confissão, pois este entra numa luta direta contra o maligno quando o recebemos. E, finalmente, posso dizer que a derrota final do inimigo é Maria, pois ele nunca conseguiu exercer nenhum papel na vida dela. Então, se nós tivermos a ajuda dos três meios em nossas vidas, então teremos armas poderosas e poderemos ter certeza de que com elas nós o derrotaremos.

fonte: Frei Elias Vella

Padre Gabriele Amoth (Exorcista do Vaticano) explica como orar por libertação

Um desenvolvimento progressivo

Como o avançar do tempo, cada vez mais pessoas vinham até nós, pessoas que não estavam muito próximas de Deus e que precisavam de orações de libertação; nos maiores destes grupos, como o que eu oriento, fixamos ministérios estabilizados de libertação. Atualmente, a oração de libertação encontra-se muito difundida; muitos grupos da Renovação constituíram ministérios de libertação das amarras do Maligno naqueles que costumamos considerar casos menores, quer no acompanhamento do sacerdote exorcista no exercício do seu ministério. Temos também serviços coletivos de libertação.

Que estilo de oração praticamos na libertação?

Antes de mais nada, um estilo de oração comunitária; e isto por dois motivos: um teológico e um pastoral. Não preferimos a oração individual, como se costuma fazer no exorcismo. No exorcismo é o exorcista quem atua; na oração de libertação atua a comunidade. Damos grande valor à realidade de Igreja, vivente em cada comunidade de fiéis que se reúnem em redor de Cristo e invocam o Espírito. Na comunidade dos crentes é Cristo quem atua e continua a libertar os irmãos da presença do inimigo.

Por outro lado, consideramos com segurança que a libertação é função do Corpo Místico de Cristo, que deve eliminar do seu seio as infiltrações do Maligno, lá onde elas se manifestarem; porque qualquer manifestação do Maligno pesa sobre o corpo todo e danifica-o. Eis então a idéia de que a Igreja, a comunidade, e em toda a Igreja.

Há também um motivo pastoral, ou, melhor, teológico: a oração comunitária permite a interação dos vários carismas, que, deste modo, melhor iluminam e tornam mais eficaz a oração. Por outro lado, preserva-nos do perigo de sermos confundidos com magos ou curandeiros, que atuam sempre isoladamente. A interação dos carismas é um motivo pastoral: numa comunidade existem diferentes carismas; como a finalidade é livra-se de um mal, um grupo que tem bons carismas obtém mais facilmente a libertação.

Qual é a composição ideal de um grupo?

Tratando-se de um grupo carismático, nós procuramos antes de mais quem tem o carisma da cura.

Nos primeiros séculos da Igreja, antes que se instituísse o sacramental do exorcizado, eram os carismáticos que libertavam; ou seja, eram todos os cristãos que exerciam os seus carismas. Também hoje existem pessoas que possuem este carisma; são pessoas que vivem no anonimato, mas que têm poder sobre o Maligno.

Nós apercebemo-nos deste fato porque na sua presença, mesmo quando rezam em silêncio e retirados do grupo, o paciente começa a abanar-se todo. A sua presença é suficiente. São pessoas que, por terem este carisma da cura, asseguram a autoridade carismática do grupo. É uma experiência claríssima que já fizemos.

Utilizamos também o profeta em abundância. Quem é o profeta, o profeta bíblico? É um dom de Deus também presente nos nossos grupos. O profeta é quem recebe uma iluminação do Espírito Santo e nos dá indicações bíblicas. Com o avançar da oração, é que ele quem dá indicações que acertam em cheio o alvo; por isso, a oração é sempre guiada. Descobrimos, por exemplo, a origem de uma doença porque no decurso da oração o Senhor intervém sugerindo texto bíblicos adequados ao caso em questão.

Por exemplo, o profeta sugere: “Vamos ler Isaías 4,4 seguido de Ezequiel 8,2”. É criado um clima que nos orienta sobre como devemos agir. A presença do profeta é muito importante; por vezes, durante a oração, o Senhor conforta-nos, convida-nos a insistir, indica-nos a origem do mal.

Quando é possível, também está presente o Sacerdote que assegura a autoridade eclesiástica com o seu poder ministerial. E também há quem interceda; há pessoas que têm o carisma da intercessão. Quando um grupo é composto desta maneira, com a presença de vários carismas, é um grupo ideal para fazer o discernimento e para orientar a oração. Esta torna-se muito eficaz e nós apercebemos-nos da alegria, da paz e da serenidade que acompanham a libertação. É claro que, no discernimento, prestamos atenção ao grupo infetado, à identidade dos espíritos do mal que atuam, no nível em que atuam e os objetivos que os movem.

Qual é a força da oração de libertação?

É uma pergunta que já várias vezes me fiz. A oração de libertação muitas vezes chega a substituir o exorcismo. Aliás, em certos caso não convém fazer o exorcismo, que deve reservar-se para as situações mais graves. Nos casos menores, ao contrário, é preferível a oração de libertação. Exercendo este ministério, reparei na força extraordinária da oração de louvor: liberta uma força poderosíssima. E também reparei na força da Palavra de Deus, sobretudo das palavras de Jesus. Nós baseamo-nos muito nestes dois elementos: a oração e a Palavra.

No exorcismo oficial temos três elementos: a oração, a Palavra, a esconjuração. E, muitas vezes, a conjuração, ou seja, a ordem dirigida ao Maligno é resolutiva. Nos casos mais graves não podemos deixar de nos agarrar a ela, porque é a autoridade da Igreja que intervém.

Na oração da libertação, pelo contrário, a força decisiva é o louvor. É suficiente pensar em alguns casos bíblicos. Durante a batalha contra Amalec, Moisés reza sobre o monte: são os seus braços erguidos em oração que obtêm a vitória.

Jericó era uma cidade bem fortificada; e, no entanto, foi suficiente a oração de louvor a Deus, cantada em redor da cidade, para lhe derrubar as muralhas.

O Segundo Livro das Crônicas informa-nos sobre os israelitas que partiram para o deserto do Tecoa; Josafat colocou os cantores do Senhor, vestidos de paramentos sagrados, à frente dos homens, para que louvassem a Deus dizendo: “Louvai o Senhor porque a sua graça dura para sempre”. Assim que começaram os cânticos de júbilo de louvor, o Senhor preparou uma armadilha contra os inimigos de Israel, que foram derrotados.

A oração é forte, sobretudo no Novo Testamento. Cristo obteve a vitória decisiva sobre o Maligno e a oração de louvor, com esta vitória, reordena o universo perturbado pelo pecado. O Maligno tinha tentado apagar o louvor no céu, arrastando os anjos rebeldes para o inferno. Tentou, depois, interromper o louvor de Adão, o homem que devia fazer-se voz do universo e louvar o Criador.

Agora, cada vez que o inimigo ouve a oração de louvor, escuta a vitória de Cristo vitorioso sobre a morte, sobre o pecado e sobre os demônios. E Satanás sente uma inveja fortíssima, porque agora é o homem quem louva a Deus; no lugar que ele ocupava, agora, está o homem que se une aos Anjos e louva o Senhor. O Maligno sente-se frustrado na sua pessoa e nas suas obras; por isso reage com tanta veemência à oração de louvor.

A oração de intercessão também é muito potente. Constatamos isso no livro dos Atos, quando os Apóstolos estão na prisão e a Igreja reza por eles e se dá a libertação. Do mesmo modo, pouco depois, quando Pedro está preso, a Igreja reza; e Deus envia o anjo para libertar o Seu Apóstolo. Também nas nossas orações, constatamos que o Maligno fica furioso, sobretudo, durante a oração de libertação e, freqüentemente, é durante esta oração que foge.

Sublinho, igualmente, a força de Palavra. Nós não esconjuramos, a não ser que esteja sempre um Sacerdote autorizado; mas atribuímos muita força à Palavra de Deus; experimentamos esta força e usamo-la largamente. Têm especial eficácia as palavras de Jesus e as outras citações bíblicas que nos são sugeridas. A palavra de Jesus derrota o inimigo. Quando fazemos a oração de libertação, pronunciamos lentamente as palavras de Jesus, escolhendo um dos vários episódios em que ele expulsa o demônio.
Trata-se de apresentar de novo a Jesus, de o fazer reviver naquela cena, de introduzir Jesus, o libertador. As palavras de Jesus pronunciadas nesse momento, com a força de Espírito, derrotam o inimigo, que grita e vai-se embora; e vai-se embora também quando é desmascarado por uma indicação bíblica.

Tal como o cântico de louvor, também a Palavra de Deus consola os aflitos, cura os corações dilacerados, cuida das feridas, infunde esperança, faz com que o paciente experimente pessoalmente a presença do seu libertador.

Já falamos da oração de louvor, da palavra de Jesus. Gostaria de acrescentar mais alguma coisa sobre o modo como estruturamos a oração. Existe uma libertação de (ou seja, uma libertação da presença do Maligno; por isso olha-se para ele) e uma libertação para (vantagem de; e, por isso, olha-se para a pessoa). Mais importante do que libertar de, é libertar para. Privilegiamos a libertação para enquanto trabalhamos pela libertação de. Ou seja, interessa-nos mais o irmão perturbado que o inimigo; a atenção vai toda para o irmão. E é por isso que solicitamos a sua colaboração de todas as maneiras. Em vez de expulsar o inimigo, procuramos resgatar-lhe o paciente.

A libertação pode ocorrer de duas maneiras. Imaginemos uma sala sem que esteja presente o Maligno e o paciente. Um método é o de apanhar o Maligno e expulsá-lo dali; se se consegue, o método é bom. Mas também já vimos que é mais fácil um outro método: aquele de agarrar o paciente e levá-lo para outro lugar, fora da sala, onde esteja em segurança. É o método que preferimos, interessa-nos mais o paciente do que o inimigo.

Interessarmo-nos pelo paciente significa estimulá-lo a rezar, solicitar a graça de Deus sobre ele e fortalecê-lo com os sacramentos, ajudá-lo a tomar consciência da sua situação para que saia dela. Vimos que, desta maneira, a libertação é mais fácil, pois transforma-se o homem infestado pelo Maligno num homem capaz de viver com o filho de Deus.

Com efeito, qual é a finalidade do Maligno?

É destruir o homem-cristão, o homem na sua identidade de filho de Deus. Nós, então, temos de o tornar capaz de viver a sua vida filial no Espírito Santo. Por isso, logo de imediato, invocamos sobre ele o Espírito Santo, para que preencha os espaços vazios, para que o corrobore de maneira a que, com a força do Espírito, possa arrepender-se e viver plenamente a proposta de vida cristã na fé, na esperança, na caridade.

Também tem muito peso a fé o amor daqueles que intervêm. Nós pedimos sempre ao Senhor uma grande fé; o nosso ministério exige muita fé; o Evangelho é claro. A nossa força é a fé de quem reza e a caridade para com Deus e para com o próximo.

A fé e a caridade ajudam-me reciprocamente muito bem. São Gregório Magno, falando acerca da pregação, afirmava que ninguém pode exercer este ministério se não tiver caridade para com o próximo. Nós dizemos o mesmo a respeito do ministério da libertação. O espírito maléfico não resiste ao amor; ele, que é fogo, tem medo do fogo do amor. Por isso, nós procuramos amar o doente, amar quem está infestado, para além de nos amarmos uns aos outros no grupo. Se não existe amor não se avança, porque o amor derrota o inimigo.

fonte: Padre Gabriele Amorth: Livro Exorcistas e Psiquiatras

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Pedofilia só vira notícia quando ligada a sacerdotes


A pedofilia somente é notícia quando está ligada aos sacerdotes, denuncia um dos protagonistas na luta contra esse crime, monsenhor Fortunato Di Noto.

Este sacerdote fundou uma associação que há mais de 20 anos luta pela tutela da infância contra a pedofilia, pornografia infantil e exploração sexual. Ele também é assessor de órgãos internacionais, inclusive agências da ONU.

A associação (Associazione Meter Onlus) realiza seu trabalho não só de forma repressiva mas também prevenindo e educando. Criou na Itália 15 centros de acolhida, formou 300 agentes para a defesa da infância, por meio da supervisão da internet e colaboração com as forças da polícia.

Como explica o sacerdote, a pedofilia é um crime, mas também uma máquina de fazer dinheiro, com uma promoção própria, que movimenta cifras de mais de 13 milhões de euros por ano e um total de mais de 200 mil menores envolvidos e abusados, entre os quais bebês de poucos dias até dois anos de idade.

Contudo, destaca Di Noto, grande parte da imprensa se escandaliza somente pelos sacerdotes pedófilos e não por este fenômeno de enormes proporções.

“O mais impressionante é que foi falado de pedofilia do clero mas não se fala, por exemplo, da pedofilia como fenômeno mundial. E o fenômeno mundial dos absuso sexuais está diante os olhos de todos”, afirmou o sacerdote a H2onews.org.

“O que me impressiona, e faz diferença, é que a mídia, provavelmente dirigida por lobbys da comunicação, quis falar mais disto e não da gravidade e da criminalidade contra as crianças, da gravidade da exploração sexual dos menores, da gravidade do turismo sexual infantil, da gravidade da venda de crianças e da gravidade da violação de crianças. Esta é a demonstração visível e espetacular de como alguns meios de comunicação, movidos por alguns lobbyes de pensamento, comunicam, às vezes, notícias falsas, não verificadas ou ainda manipuladas.”

Para o fundador da associação contra pedofilia, é preciso ter uma maior responsabilidade e atenção por parte dos pais e também mais atenção perante a difusão da pedofilia nas principais redes sociais.

"A pergunta é: por que na Itália há 180 mil menores de 13 anos que, sem autorização, estão inscritos no Facebook?". "Isso significa que há 180 mil famílias que não controlam o que estas crianças fazem".