sexta-feira, 11 de março de 2011

Mensagem do papa Bento XVI para a Quaresma


“Sepultados com Ele no batismo, foi também com Ele que ressuscitastes”
(cf. Cl 2, 12).

Amados irmãos e irmãs!

A Quaresma, que nos conduz à celebração da Santa Páscoa, é, para a Igreja, um tempo litúrgico muito precioso e importante, em vista do qual me sinto feliz por dirigir uma palavra específica para que seja vivido com o devido empenho. Enquanto olha para o encontro definitivo com o seu Esposo na Páscoa eterna, a Comunidade eclesial, assídua na oração e na caridade laboriosa, intensifica o seu caminho de purificação no espírito, para haurir com mais abundância do Mistério da redenção a vida nova em Cristo Senhor (cf. Prefácio I de Quaresma).

1. Esta mesma vida já nos foi transmitida no dia do nosso Batismo, quando, “tendo-nos tornado partícipes da morte e ressurreição de Cristo” iniciou para nós “a aventura jubilosa e exaltante do discípulo” (Homilia na Festa do Batismo do Senhor, 10 de Janeiro de 2010).

São Paulo, nas suas Cartas, insiste repetidas vezes sobre a singular comunhão com o Filho de Deus realizada neste lavacro. O fato que na maioria dos casos o Batismo se recebe quando somos crianças põe em evidência que se trata de um dom de Deus: ninguém merece a vida eterna com as próprias forças. A misericórdia de Deus, que lava do pecado e permite viver na própria existência «os mesmos sentimentos de Jesus Cristo», é comunicada gratuitamente ao homem.

O Apóstolo dos gentios, na Carta aos Filipenses, expressa o sentido da transformação que se realiza com a participação na morte e ressurreição de Cristo, indicando a meta: que assim eu possa “conhecê-Lo, a Ele, à força da sua Ressurreição e à comunhão nos Seus sofrimentos, configurando-me à Sua morte, para ver se posso chegar à ressurreição dos mortos” (Fl 3, 10- 11). O Batismo, portanto, não é um rito do passado, mas o encontro com Cristo que informa toda a existência do batizado, doa-lhe a vida divina e chama-o a uma conversão sincera, iniciada e apoiada pela Graça, que o leve a alcançar a estatura adulta de Cristo.

Um vínculo particular liga o Batismo com a Quaresma como momento favorável para experimentar a Graça que salva. Os Padres do Concílio Vaticano II convidaram todos os Pastores da Igreja a utilizar «mais abundantemente os elementos batismais próprios da liturgia quaresmal» (Const. Sacrosanctum Concilium, 109). De fato, desde sempre a Igreja associa a Vigília Pascal à celebração do Batismo: neste Sacramento realiza-se aquele grande mistério pelo qual o homem morre para o pecado, é tornado partícipe da vida nova em Cristo Ressuscitado e recebe o mesmo Espírito de Deus que ressuscitou Jesus dos mortos (cf. Rm 8).

Este dom gratuito deve ser reavivado sempre em cada um de nós e a Quaresma oferece-nos um percurso análogo ao catecumenato, que para os cristãos da Igreja antiga, assim como também para os catecúmenos de hoje, é uma escola insubstituível de fé e de vida cristã: deveras eles vivem o Batismo como um ato decisivo para toda a sua existência.

2. Para empreender seriamente o caminho rumo à Páscoa e nos prepararmos para celebrar a Ressurreição do Senhor – a festa mais jubilosa e solene de todo o Ano litúrgico – o que pode haver de mais adequado do que deixar-nos conduzir pela Palavra de Deus? Por isso a Igreja, nos textos evangélicos dos domingos de Quaresma, guia-nos para um encontro particularmente intenso com o Senhor, fazendo-nos repercorrer as etapas do caminho da iniciação cristã: para os catecúmenos, na perspectiva de receber o Sacramento do renascimento, para quem é batizado, em vista de novos e decisivos passos no seguimento de Cristo e na doação total a Ele.

O primeiro domingo do itinerário quaresmal evidencia a nossa condição dos homens nesta terra. O combate vitorioso contra as tentações, que dá início à missão de Jesus, é um convite a tomar consciência da própria fragilidade para acolher a Graça que liberta do pecado e infunde nova força em Cristo, caminho, verdade e vida (cf. Ordo Initiationis Christianae Adultorum, n. 25). É uma clara chamada a recordar como a fé cristã implica, a exemplo de Jesus e em união com Ele, uma luta «contra os dominadores deste mundo tenebroso» (Hb 6, 12), no qual o diabo é ativo e não se cansa, nem sequer hoje, de tentar o homem que deseja aproximar-se do Senhor: Cristo disso sai vitorioso, para abrir também o nosso coração à esperança e guiar-nos na vitória às seduções do mal.

O Evangelho da Transfiguração do Senhor põe diante dos nossos olhos a glória de Cristo, que antecipa a ressurreição e que anuncia a divinização do homem. A comunidade cristã toma consciência de ser conduzida, como os apóstolos Pedro, Tiago e João, «em particular, a um alto monte» (Mt 17, 1), para acolher de novo em Cristo, como filhos no Filho, o dom da Graça de Deus: «Este é o Meu Filho muito amado: n’Ele pus todo o Meu enlevo. Escutai-O» (v. 5).

É o convite a distanciar-se dos boatos da vida quotidiana para se imergir na presença de Deus: Ele quer transmitir-nos, todos os dias, uma Palavra que penetra nas profundezas do nosso espírito, onde discerne o bem e o mal (cf. Hb 4, 12) e reforça a vontade de seguir o Senhor. O pedido de Jesus à Samaritana: “Dá-Me de beber” (Jo 4, 7), que é proposto na liturgia do terceiro domingo, exprime a paixão de Deus por todos os homens e quer suscitar no nosso coração o desejo do dom da “água a jorrar para a vida eterna” (v. 14): é o dom do espírito Santo, que faz dos cristãos “verdadeiros adoradores” capazes de rezar ao Pai “em espírito e verdade” (v. 23). Só esta água pode extinguir a nossa sede do bem, da verdade e da beleza! Só esta água, que nos foi doada pelo Filho, irriga os desertos da alma inquieta e insatisfeita, “enquanto não repousar em Deus”, segundo as célebres palavras de Santo Agostinho.

O domingo do cego de nascença apresenta Cristo como luz do mundo. O Evangelho interpela cada um de nós: ”Tu crês no Filho do Homem?”. “Creio, Senhor” (Jo 9, 35.38), afirma com alegria o cego de nascença, fazendo-se voz de todos os crentes. O milagre da cura é o sinal que Cristo, juntamente com a vista, quer abrir o nosso olhar interior, para que a nossa fé se torne cada vez mais profunda e possamos reconhecer n’Ele o nosso único Salvador. Ele ilumina todas as obscuridades da vida e leva o homem a viver como “filho da luz”.

Quando, no quinto domingo, nos é proclamada a ressurreição de Lázaro, somos postos diante do último mistério da nossa existência: “Eu sou a ressurreição e a vida... Crês tu isto?” (Jo 11, 25-26). Para a comunidade cristã é o momento de depor com sinceridade, juntamente com Marta, toda a esperança em Jesus de Nazaré: “Sim, Senhor, creio que Tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo» (v. 27).

A comunhão com Cristo nesta vida prepara-nos para superar o limite da morte, para viver sem fim n’Ele. A fé na ressurreição dos mortos a esperança da vida eterna abrem o nosso olhar para o sentido derradeiro da nossa existência.

Deus criou o homem para a ressurreição e para a vida, e esta verdade doa a dimensão autêntica e definitiva à história dos homens, à sua existência pessoal e ao seu viver social, à cultura, à política, à economia. Privado da luz da fé todo o universo acaba por se fechar num sepulcro sem futuro, sem esperança. O percurso quaresmal encontra o seu cumprimento no Tríduo Pascal, particularmente na Grande Vigília na Noite Santa: renovando as promessas batismais, reafirmamos que Cristo é o Senhor da nossa vida, daquela vida que Deus nos comunicou quando renascemos “da água e do Espírito Santo”, e reconfirmamos o nosso firme compromisso em corresponder à ação da Graça para sermos seus discípulos.

3. O nosso imergir-nos na morte e ressurreição de Cristo através do Sacramento do Batismo, estimula-nos todos os dias a libertar o nosso coração das coisas materiais, de um vínculo egoísta com a “terra”, que nos empobrece e nos impede de estar disponíveis e abertos a Deus e ao próximo. Em Cristo, Deus revelou-se como Amor (cf 1Jo 4, 7-10). A Cruz de Cristo, a “palavra da Cruz” manifesta o poder salvífico de Deus (cf. 1Cor 1, 18), que se doa para elevar o homem e dar-lhe a salvação: amor na sua forma mais radical (cf. Enc. Deus caritas est, 12). Através das práticas tradicionais do jejum, da esmola e da oração, expressões do empenho de conversão, a Quaresma educa para viver de modo cada vez mais radical o amor de Cristo. O Jejum, que pode ter diversas motivações, adquire para o cristão um significado profundamente religioso: tornando mais pobre a nossa mesa aprendemos a superar o egoísmo para viver na lógica da doação e do amor; suportando as privações de algumas coisas – e não só do supérfluo – aprendemos a desviar o olhar do nosso «eu», para descobrir Alguém ao nosso lado e reconhecer Deus nos rostos de tantos irmãos nossos. Para o cristão o jejum nada tem de intimista, mas abre em maior medida para Deus e para as necessidades dos homens, e faz com que o amor a Deus seja também amor ao próximo (cf. Mc 12, 31).

No nosso caminho encontramo-nos perante a tentação do ter, da avidez do dinheiro, que insidia a primazia de Deus na nossa vida. A cupidez da posse provoca violência, prevaricação e morte: por isso a Igreja, especialmente no tempo quaresmal, convida à prática da esmola, ou seja, à capacidade de partilha. A idolatria dos bens, ao contrário, não só afasta do outro, mas despoja o homem, torna-o infeliz, engana-o, ilude-o sem realizar aquilo que promete, porque coloca as coisas materiais no lugar de Deus, única fonte da vida.

Como compreender a bondade paterna de Deus se o coração está cheio de si e dos próprios projetos, com os quais nos iludimos de poder garantir o futuro? A tentação é a de pensar, como o rico da parábola: «Alma, tens muitos bens em depósito para muitos anos...». «Insensato! Nesta mesma noite, pedir-te-ão a tua alma...» (Lc 12, 19-20). A prática da esmola é uma chamada à primazia de Deus e à atenção para com o próximo, para redescobrir o nosso Pai bom e receber a sua misericórdia.

Em todo o período quaresmal, a Igreja oferece-nos com particular abundância a Palavra de Deus. Meditando-a e interiorizando-a para a viver quotidianamente, aprendemos uma forma preciosa e insubstituível de oração, porque a escuta atenta de Deus, que continua a falar ao nosso coração, alimenta o caminho de fé que iniciamos no dia do Batismo. A oração permite-nos também adquirir uma nova concepção do tempo: de fato, sem a perspectiva da eternidade e da transcendência ele cadencia simplesmente os nossos passos rumo a um horizonte que não tem futuro. Ao contrário, na oração encontramos tempo para Deus, para conhecer que “as suas palavras não passarão” (cf. Mc 13, 31), para entrar naquela comunhão íntima com Ele “que ninguém nos poderá tirar” (cf. Jo 16, 22) e que nos abre à esperança que não desilude, à vida eterna.

Em síntese, o itinerário quaresmal, no qual somos convidados a contemplar o Mistério da Cruz, é «fazer-se conformes com a morte de Cristo» (Fl 3, 10), para realizar uma conversão profunda da nossa vida: deixar-se transformar pela ação do Espírito Santo, como São Paulo no caminho de Damasco; orientar com decisão a nossa existência segundo a vontade de Deus; libertar-nos do nosso egoísmo, superando o instinto de domínio sobre os outros e abrindo-nos à caridade de Cristo. O período quaresmal é momento favorável para reconhecer a nossa debilidade, acolher, com uma sincera revisão de vida, a Graça renovadora do Sacramento da Penitência e caminhar com decisão para Cristo.

Queridos irmãos e irmãs, mediante o encontro pessoal com o nosso Redentor e através do jejum, da esmola e da oração, o caminho de conversão rumo à Páscoa leva-nos a redescobrir o nosso Batismo. Renovemos nesta Quaresma o acolhimento da Graça que Deus nos concedeu naquele momento, para que ilumine e guie todas as nossas ações. Tudo o que o Sacramento significa e realiza, somos chamados a vivê-lo todos os dias num seguimento de Cristo cada vez mais generoso e autêntico. Neste nosso itinerário, confiemo-nos à Virgem Maria, que gerou o Verbo de Deus na fé e na carne, para nos imergir como ela na morte e ressurreição do seu Filho Jesus e ter a vida eterna.

BENEDICTUS PP XVI

Quaresma: tempo de consertar as redes

Desde o ano de 2010, a RCC do Brasil vive um tempo de grande mobilização espiritual: somos chamados a reconstruir as muralhas da nossa identidade, a nos unirmos através da Palavra de Deus e das práticas espirituais e a lançar as redes da evangelização. Diante de tantos apelos, o Ministério de Formação organizou um retiro de quaresma com reflexões para diárias que têm como base as moções proféticas dadas por Deus para a RCC.

Abaixo, estão as propostas de reflexão para os primeiros dias de quaresma. A cada domingo, novas reflexões serão disponibilizadas pelo portal RCCBRASIL. Leia, reze, partilhe, leve para o seu Grupo de Oração e façamos juntos dessa quaresma um tempo de consertar as redes de nossas vidas.


Reflexões para o retiro da quaresma


Hoje iniciamos um período importante em nossa caminhada. Deus nos proporciona este tempo de graça, para buscá-lo mais, entrar em intimidade com Ele, de olhar para nós mesmos com o auxilio do Espírito Santo e reparar nossas arestas. É tempo de conversão, de penitência, de jejum. É tempo de graça, de misericórdia de Deus em nossas vidas.

Juntos, estaremos percorrendo um caminho de bênção durante esta quaresma, pois, em unidade ao apelo de Deus para Renovação Carismática Católica do Brasil, continuaremos nossa reconstrução espiritual. De maneira muito precisa, durante estas semanas que se aproximam, vamos mergulhar nos seguintes pontos, que são princípios de vida para nós nestes tempos: I – Consciência de nossa Identidade; II – Princípio do bem; III – Princípio da verdade; IV – Partilha; V – Apoiados na cruz de Cristo. Em cada semana da quaresma vamos refletir e orar com um desses princípios, sabendo que é um tempo onde damos abertura para Deus nos moldar.
De acordo com esses direcionamentos unamo-nos em oração a fim de que em cada semana da quaresma, fortalecidos através da oração, da leitura da palavra, dos compromissos com as práticas espirituais, possamos vivenciar de maneira profunda a ação poderosa do Espírito Santo em nossas vidas.

Vamos realizar estas reflexões em forma de retiro espiritual. Portanto é muito importante analisar nossa vida e perceber qual é a área que precisa de reconstrução, onde precisamos “consertar nossas redes”(Lc 5,2b). Encontrando as situações que precisam ser revistas, restauradas, consertadas, vamos decidir quais as práticas espirituais que estaremos exercitando neste período. É bom lembrar que é tempo propício para jejum, oração, confissão, esmola, leitura orante da Palavra.

Para começar, respondamos as seguintes perguntas:
a) Qual é a intenção que vamos fazer nosso retiro?
b) Qual é a prática espiritual que vamos exercitar?

Nosso roteiro diário de orações terá os seguintes passos:
1 Iniciamos todos os dias pedindo a ação do Espírito Santo para que Ele nos conduza e nos faça perseverante.
2 Lemos a leitura da Palavra de Deus.
3 Façamos nossa reflexão.
4 Concluamos com uma oração.

Lembramos que esta também é uma oportunidade de refletirmos sobre esses pontos em nossos Grupos de Oração, utilizando essas reflexões para ajudar nosso povo a avançar na vida de oração e conversão.


Quarta-feira de cinzas


Que a primeira atitude nossa, neste dia, seja se programar para participar da missa de cinzas. Indo a santa missa, vamos colocar para Deus nossas intenções para o retiro da quaresma.

Prestemos bastante atenção nesta celebração e ao recebermos as cinzas sintamos que temos a necessidade de conversão de crer no evangelho, por isso de coração aberto acolhemos o que a Igreja nos pede: “Convertei-vos e crede no evangelho”.

Para nos ajudar mergulhamos na Palavra de Deus: “Agora diz o Senhor, voltai para mim com todo vosso coração e com jejuns, lágrimas e gemidos; rasgai o coração, e não as vestes, e voltai para o Senhor, vossos Deus; ele é benigno e compassivo, paciente e cheio de misericórdia, inclinado a perdoar o castigo”. (Joel 2,12-13).
A primeira atitude nossa será “voltar para o Senhor de todo nosso coração”, assumindo que “agora é o momento favorável, agora é o dia da salvação”(II Cor 6,2)
Façamos nosso reflexão e oração com esta Palavra.

Quinta-feira – 10 de março

“Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”. (Lc 9,23)

Auxiliados por esta Palavra, vamos refletir em três pontos neste dia:
Renunciar a si mesmo – olhar para palavra renuncia não como peso, mas sobretudo como oportunidade de tirar o que não nos pertence. Olhar para si, verificando com o auxilio do Espírito Santo, todos os acessórios que coloquei em minha vida e como consequência perdi a essência do que Deus criou para mim. Onde tenho ocupado meu tempo? Como estão minhas vontades? Deixe que o Espírito Santo vá te revelando o que precisa diminuir em sua vida para que Cristo cresça mais e mais. Até verifique o que é necessário deixar de praticar, ou seja, renunciar. Quando renunciamos algo por amor ao plano de Deus, não perdemos, pelo contrário ganhamos.

Tomar a sua cruz – muitas vezes vivemos em atitude de reclamações, de murmurações, enxergamos somente os problemas, nos tornamos amargos. Hoje também somos convidados pela Palavra de Deus a mergulhar no significado de “tomar”, “assumir” a cruz. Irmãos, cruz nos lembra sofrimentos e muitas vezes temos dificuldades de vivê-los, de enfrentar a dor. Portanto, hoje vamos também louvar a Jesus porque Ele nos ensina como devemos assumir nossa cruz, porque é através dela que chegamos à ressurreição. Vamos louvá-lo até pelas situações que são semelhantes a “cruz” em nossa vida para que através delas possamos nos fortalecer.

Segui-lo – Ao assumir esse tempo em nossa vida, significa que já demos nosso sim a Jesus, portanto já estamos seguindo –O. Mas este seguimento tem suas exigências. Seguimos quem amamos, quem nos identificamos, quem nos dá segurança. Quando nos colocamos como seguidores de Cristo, aderimos ao que Ele tem para nos ensinar, para viver, aprendemos com Ele nossa maneira de ser. Nós cristãos não caminhamos sozinhos pelas estradas da vida, caminhamos seguindo Jesus, temos um norte, não somos desgovernados. Vamos agradecer a Jesus porque antes mesmos de tomarmos a decisão de segui-lo, temos a graça de sermos chamados por Ele.


Sexta-feira – 11 de março


“Tende de piedade, ó meu Deus, misericórdia! Na imensidão de vosso amor, purificai-me! Lavai-me todo inteiro do pecado e apagai completamente a minha culpa!” (Sl 50)

Hoje é sexta-feira é um dia em que muitos fazem jejum. Podemos nos apoiar nesta prática espiritual do jejum e com o poder da Palavra de Deus permitir que a misericórdia de Deus venha nos lavar e nos purificar.

De acordo com a imensidão do amor de Deus, hoje vamos pedir perdão ao Senhor pelos nossos pecados. Façamos um exame de consciência, assumamos nossas faltas e recorremos ao perdão de Deus.

Rezemos com o salmo 50 neste dia.


Sábado – 12 de março


Sábado é um dia dedicado a Virgem Maria, então, peçamos hoje a intercessão dela para que nós também vivamos na graça de Deus. De maneira especial neste dia, antes de refletir sobre a Palavra de Deus, vejamos o que o papa Bento XVI nos ensina na Exortação pós sinodal Verbum Domini, nº28: Maria, “Fala e pensa com a Palavra de Deus; esta torna-se palavra d’Ela, e a sua palavra nasce da Palavra de Deus...os seus pensamentos estão em sintonia com os de Deus, que o d’Ela é um querer juntamente com Deus”. Muito rico esta expressão “fala e pensa com a Palavra de Deus”, assim é a vida dela toda centrada na vida de Deus.

Agora auxiliados pelo que nos diz a Palavra de Deus, vamos refletir para que também nós possamos falar e pensar conforme nos orienta a voz de Deus: “se destruirdes os teus instrumentos de opressão e deixares os hábitos autoritários e a linguagem maldosa...o Senhor te conduzirá sempre e saciará tua sede na aridez da vida, e renovará o vigor do teu corpo...teu povo reconstruirá as ruínas antigas; tu levantarás os fundamentos das gerações passadas: serás chamado reconstrutor de ruínas, restaurador de caminhos, nas terras a povoar.”(Is58,9-13). Como é interessante observarmos a expressão “se destruirdes os teus instrumentos de opressão e deixar os hábitos autoritários”, a Palavra nos convida a uma atitude de destruir instrumentos de opressão. E, quais são os instrumentos que te oprimem? Analisemos e apresentemos ao Senhor. A Palavra também nos pede para deixarmos hábitos autoritários. Aqui podemos pensar, quais são os momentos em que temos atitudes autoritárias, que queremos ter vantagens, que utilizamos da autoridade sem caridade? Seguindo a Palavra percebemos que se abandonarmos tais práticas o “Senhor te conduzirá sempre e saciará a sede na aridez da vida”. Esta Palavra é convite a decisão, se agirmos conforme nos pede o Senhor, sentiremos um novo vigor. Podemos orar assumindo esta Palavra em nossa vida, desejando ser livres do que nos oprime, aceitando os propósitos de Deus e sendo revigorado por Ele.

Estamos vivendo um período de reconstrução, e esta passagem vem nos apresentar uma belíssima promessa: “reconstruir ruínas antigas, levantar os fundamentos das gerações”, podemos recordar o que tanto trabalhamos no retiro da quaresma do ano passado quando refletíamos na reconstrução dos muros de Jerusalém, reconstruindo nossa identidade, nossa espiritualidade, nossa vida. Hoje, podemos pensar que ao cumprir a Palavra de Deus, Ele nos reconstrói, vai até nossas origens, “levanta os fundamentos das gerações”, os alicerces de nossa história. Irmãos, com a intercessão de Nossa Senhora, pensemos nesta Palavra e deixemos que uma grande intervenção de Deus aconteça em cada um de nós.

sexta-feira, 4 de março de 2011

CNBB abre Campanha da Fraternidade na Quarta-feira de Cinzas

Logo-Oficial-CNBB

CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL

Assessoria de Imprensa

Na próxima quarta-feira, 9, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) abre oficialmente a Campanha da Fraternidade 2011 (CF), que tem por tema: “Fraternidade e a Vida no Planeta” e lema: “A criação geme em dores de parto” (Rm 8,22). O ato de lançamento nacional, aberto à imprensa, acontece no auditório Dom Helder Câmara, na sede da CNBB, em Brasília, às 14h30, e será presidido pelo secretário geral da Conferência dos Bispos, dom Dimas Lara Barbosa.

A programação será bastante objetiva, iniciando com a apresentação da mensagem do papa Bento XVI, saudando a Campanha. Em seguida, o secretário executivo da CF, padre Luiz Carlos Dias, exporá os objetivos da Campanha, bem como a dinâmica de sua realização nas dioceses, paróquias e comunidades do país. O secretário geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, encerra o ato falando sobre as expectativas da Igreja com a Campanha. Terminada a cerimônia, dom Dimas atende os jornalistas, numa coletiva de imprensa.

Esta é a 47ª Campanha da Fraternidade desde que foi criada em 1964. A conscientização sobre o aquecimento global e as mudanças climáticas está entre os principais objetivos da Campanha. A busca de ações que preservem a vida no planeta é outra meta da CF.

Com 124 páginas e dividido em quatro partes, o texto-base, carro-chefe da CF, apresenta o conteúdo a ser discutido ao longo da Campanha. Na primeira, faz uma análise da realidade procurando estabelecer as causas do aquecimento global e das mudanças climáticas. Toca na relação que há entre o aquecimento global e as atividades humanas; questiona o modelo energético do país; denuncia o desmatamento e as queimadas, responsáveis por 50% da emissão de gases de efeito estufa no Brasil; interpela o agronegócio e o atual modelo de desenvolvimento. A Campanha vai alertar, ainda, para a ameaça à biodiversidade e para o risco da escassez de água no planeta.

A segunda parte do texto-base busca na bíblia, na teologia e na palavra da Igreja a fundamentação do tema e do lema da CF. Já na terceira parte, aponta diversas atitudes que podem ser tomadas por pessoas, comunidades, governo, empresas e instituições, com o objetivo de preservar a vida no planeta terra.

Para o secretário geral da CNBB, a Igreja é motivada pela fé quando discute temas como o proposto pela CF deste ano. “A fé nos torna específicos numa discussão como essa. A nossa fundamentação é teológica e se baseia no próprio projeto de Deus para com a criação e para com o ser humano”, explica dom Dimas. “A ecologia humana é um tema fundamental trazido pelo papa João Paulo II e, depois, por Bento XVI. De acordo com o papa, o centro do universo está na pessoa humana e, muitas vezes, as políticas públicas não levam em conta esses dois pontos, principalmente as pessoas mais vulneráveis, os mais pobres”, acrescenta.

O secretário executivo da CF, padre Luiz Carlos Dias, diz que a preocupação da Igreja com o meio ambiente está ligada à sua missão de defender a vida. “A Igreja demonstra suas preocupações com o estado de nosso planeta, que precisa de cuidados para que continue a oferecer as condições necessárias para a vida nele instalada”, disse o secretário.

Esta não é a primeira vez que a CF aborda o tema meio ambiente. Em 1979, a Campanha discutiu o tema “Por um mundo mais humano – Preserve o que é de todos”; em 2004, “Fraternidade e Água – Água, fonte de vida”; e, em 2007, a Amazônia foi lembrada: “Fraternidade e Amazônia – vida e missão neste chão”.

Serviços

Coletiva de imprensa - Abertura da Campanha da Fraternidade 2011, “Fraternidade e a Vida no Planeta” .

Data: Dia 9 de Março de 2011

Horário: 14h30

Local: Auditório Dom Helder Câmara – Sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), SE/SUL - Quadra 801 Conj. B - Brasília (DF).

Contatos: Assessoria de Imprensa da CNBB – (61) 2103-8313 / 8119-3762

Estudo da Universidade Harvard sustenta argumentos do Papa na luta contra AIDS

Um estudo realizado pela Universidade Harvard deu razão à posição do papa Bento XVI sobre a AIDS, afirmando que um comportamento sexual responsável e a fidelidade ao próprio cônjuge foram fatores que determinaram uma drástica diminuição da epidemia no Zimbábue.

Quem explica, em sua última pesquisa, é Daniel Halperin, do Departamento de Saúde Global da População da universidade norte-americana. O órgão estuda, desde 1998, as dinâmicas sociais que causam a disseminação de doenças sexualmente transmissíveis nos países em vias de desenvolvimento.

Halperin usou dados estatísticos e análises sobre o estudo de campo, tais como entrevistas e focus group, o que lhe permitiu coletar depoimentos de pessoas que pertencem a grupos sociais mais desfavorecidos.

A tendência de dez anos é evidente: de 1997 a 2007, a taxa de infecção entre adultos diminuiu de 29% a 16%. Após sua pesquisa, Halperin não hesita em afirmar: a repentina e clara diminuição da incidência de AIDS se deve "à redução de comportamentos de risco, como sexo fora do casamento, com prostitutas e esporádico".

O estudo, publicado em PloSMedicine.org, foi financiado pela Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional, da qual Halperin foi conselheiro, e pelo Fundo das Nações Unidas para a População e Desenvolvimento.

"Com este estudo, Halperin promove uma reflexão séria e honesta sobre as políticas até agora adotadas pelas principais agências de combate à AIDS nos países em desenvolvimento", afirma o jornal L'Osservatore Romano, ao dar a notícia, em sua edição de 26 de fevereiro.

Segundo o estudo, fica claro que a drástica mudança no comportamento sexual da população do Zimbábue "recebeu o apoio de programas de prevenção na mídia e de projetos educativos patrocinados pelas igrejas".

Poucos anos atrás, Halperin se perguntava como é possível que as políticas de prevenção "mais significativas tenham sido feitas até agora baseando-se em evidências extremamente fracas", ou seja, na ineficácia dos preservativos.

Em suma, segundo o estudo de Halperin, é necessário "ensinar a evitar a promiscuidade e promover a fidelidade", apoiando iniciativas que visem a construir na sociedade afetada pela AIDS uma nova cultura.

Como disse Bento XVI, é necessário promover uma "humanização da sexualidade".

Internet como ambiente de missão

As tecnologias de informação e comunicação têm transformado nossa forma de viver. Celular, internet, redes sociais. Nosso cotidiano possui elementos que, há poucos anos atrás, eram inimagináveis. As distâncias são vencidas, a velocidade é cada vez maior, o tempo é agora.

O mundo virtual faz parte da nossa sociedade e da vida da maioria das pessoas. Diante desse novo ambiente, como podemos semear a Cultura de Pentecostes?

A internet também possui algumas regras de convivência, as chamadas netiquetas. Entretanto, para semear a Cultura de Pentecostes é preciso mais que boa educação. Por isso, a Comissão de Comunicação da RCCBRASIL distribuiu no ENF 2011, um folder com orientações que auxiliam os carismáticos a utilizarem a sua presença na rede em prol da evangelização.

Leia abaixo, algumas dicas importantes para representar bem a nossa fé no mundo virtual:

- Não replique todas as informações que você recebe
Além de você encher a caixa de e-mail dos seus contatos, acaba diminuindo a possibilidade das pessoas lerem suas mensagens. Às vezes, uma informação relevante pode parar no lixo eletrônico simplesmente pelo fato de ter sido enviada juntamente com outras mensagens do mesmo destinatário.

- Cuidado com as citações e referências
Antes de afirmar, certifique-se sempre sobre o autor das frases e textos que você vai divulgar. Há muitas citações erradas circulando na internet. E ao divulgar um texto, sempre coloque a referência sobre o autor do material e/ou fonte em que ele foi encontrado. Não use a criação dos outros como se fosse sua.

- Sobre assuntos de doutrina e fé, certifique-se da fonte
Ao ler ou repassar mensagem com conteúdo sobre fé e doutrina, sempre certifique-se que são provenientes de fontes confiáveis. Com freqüência circulam na rede mensagens sobre descobertas científicas, evidências históricas e fatos extraordinários que supostamente comprovariam nossa crença. É preciso cautela com esse tipo de informação, pois muitas vezes elas não passam de fatos forjados.

- Não brigue

Não é com ofensas e radicalismo que defendemos a nossa fé. Em fatos polêmicos envolvendo religião, ter uma postura firme não significa ofender quem pensa diferente. Procure se expressar de forma clara, contida e bem fundamentada.

- Seja educado
Com as possibilidades de interação da internet, qualquer pessoa pode expressar sua opinião sobre os mais variados assuntos. Independente da situação ou tema da sua declaração, seja educado. Agressividade e falta de respeito não são condizentes com a conduta cristã.

- Embase suas idéias
Ao tratar de religião na internet, procure embasar as suas idéias. Seus argumentos terão muito mais força se forem fundamentados na Palavra ou nos documentos da Igreja.

- Cuidado ao repassar mensagens religiosas
Tenha um olhar crítico antes de repassar alguma mensagem religiosa aos seus contatos. Apesar de tocantes, muitos desses textos trazem elementos que não condizem com a fé católica. Nossa doutrina não prega um Deus que faz promessas de prosperidade/sucesso fáceis, que negocia graça com seus filhos ou que é capaz de amaldiçoar alguém que quebrou uma corrente de oração.

- Em nome de quem você está falando?
Se você for o responsável por sites/blogs de Grupos de Oração, dioceses ou paróquia fique sempre atento ao que for escrever. Cuidado para não expressar pensamentos e preferências próprias como se fossem posicionamentos oficiais da RCC ou da Igreja. Para evitar confusões, o indicado é que textos opinativos sempre sejam assinados.

- Saiba empregar a linguagem carismática
Muitas expressões que são comuns no meio carismático podem ser mal-interpretadas quando usadas indiscriminadamente. Afirmar que “o fogo desceu” ou que os “irmãos estavam incendiados”, não é de fácil compreensão para a maioria das pessoas e pode até causar espanto.

- Não minta
Assuma sempre quem você é. Mentirinhas aparentemente inocentes como ocultar a verdadeira idade e aparência física não deixam de ser mentiras. Fique atento também para não passar uma imagem fictícia de você mesmo nas redes sociais. Deus nos ama exatamente como somos e do jeito que estamos, não precisamos nos esconder.

- Não navegue na internet durante o expediente de trabalho
Nossa conduta profissional precisa dar testemunho da nossa fé. Por mais louvável que seja a sua motivação, não utilize a internet do seu trabalho para fins não profissionais.

- Zele pela privacidade de seus contatos
Ao encaminhar mensagens use o recurso de cópia oculta (CCO) para que o endereço de e-mail dos seus contatos não fique circulando na rede.

- Seja ético com seu banco de dados
Se você tem acesso ao banco de dados do seu Grupo de Oração, ministério ou diocese, não utilize esses contatos para enviar outros tipos de mensagens que não digam respeito à vida da RCC e da Igreja.

Princípio da Consciência de Identidade

A Palavra nos esclarece, na passagem de Efésios 1, 3 - 6: “Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do céu nos abençoou com toda a bênção espiritual em Cristo, e nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos. No seu amor nos predestinou para sermos adotados como filhos seus por Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua livre vontade, para fazer resplandecer a sua maravilhosa graça, que nos foi concedida por ele no Bem-amado”.

O Catecismo da Igreja Católica, nos números 1701 e seguintes, explica que na revelação do mistério do Pai e de seu amor, Cristo manifesta plenamente o homem ao próprio homem e lhe descobre sua altíssima vocação. Em Cristo, “imagem do Deus invisível”, foi o homem criado à imagem e semelhança do Criador. Em Cristo, Redentor e Salvador, a imagem divina, alterada no homem pelo pecado, foi restaurada em sua beleza original e enobrecida pela graça de Deus. É maravilhoso saber que temos a nossa imagem e semelhança divina restaurada por Jesus Cristo e enobrecida pelo Espírito Santo.

O mundo nos propõe uma imagem caricata, viramos uma caricatura, uma semelhança pobre, inapta, distorcida, uma imitação burlesca, ridicularizada do que nascemos para ser. Quando a pessoa tem a sua imagem distorcida ela perde a consciência de sua identidade, de sua verdadeira imagem e sua vida também fica distorcida, confusa, cheia de conflitos. Quando a pessoa readquire a verdadeira consciência de sua identidade, sua vida é restaurada. Ninguém consegue oprimir e roubar a dignidade de uma pessoa consciente de sua identidade de filho (a) de Deus. A firmeza de uma convicção interior desconcerta o mundo. Foi assim com Jesus, deve ser assim conosco.

Além da consciência de nossa identidade de filhos de Deus, precisamos estar conscientes de nossa identidade batismal. Pelo batismo somos enviados a anunciar Jesus Cristo e a força do seu Evangelho, no poder do Espírito Santo. Uma prática para nos ajudar a lembrar sempre quem somos em Jesus e na Igreja: quando acordarmos de manhã, mesmo antes de levantar, deleitarmo-nos por um momento na alegria de ser filho e colocar, de novo, a nossa vida a serviço, reafirmando a Deus nossa missão de batizados. Sempre que colocamos nossa vida diante de Deus recebemos uma força nova, uma unção nova, uma nova disposição interior.

Maria Beatriz Spier Vargas
Secretária-Geral do Conselho Nacional da RCCBRASIL

Enquete: Carnaval combina com Nosso Senhor Jesus Cristo?

Olá,

Dá para imaginar Nosso Senhor Jesus Cristo no meio
de uma folia de carnaval, fazendo parte da festa?

Pois é o que uma escola de samba no Rio de Janeiro
quer fazer parecer colocando na avenida uma estátua
de 10 metros de altura de Nosso Senhor.

O que você acha disso?

Entre aqui e dê sua opinião: É correto usar imagens católicas nos desfiles de escolas de samba?

Sua participação é muito importante.

Envie este e-mail a seus amigos para que eles também dêem sua opinião.

Que Nosso Senhor Jesus Cristo lhe abençoe,

Associação Apostolado do Sagrado Coração de Jesus
www.aascj.org.br