terça-feira, 11 de maio de 2010

Igreja adverte formalmente contra os enganos da doutrina espírita.

É preciso ficar bem claro que o espiritismo (bem como suas derivações) contradiz frontalmente a doutrina católica em muitos pontos, sendo, portanto, impossível a um católico ser também espírita.

Em 1953, os Bispos do Brasil disseram que o espiritismo é o desvio doutrinário “mais perigoso” para o país, uma vez que “nega não apenas uma ou outra verdade da nossa fé, mas todas elas, tendo, no entanto, a cautela de dizer-se cristão, de modo a deixar, a católicos menos avisados, a impressão erradíssima de ser possível conciliar catolicismo com espiritismo” (Espiritismo, orientação para os católicos, D.Boaventura Kloppenburg, Ed. Loyola, 5ªed, 1995,pag.11).

Muitas passagens da Bíblia comprovam o que está dito acima. A principal delas é a que está no livro do Deuteronômio: “Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha [magia negra], nem quem se dê à adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feiticismo, à magia, ao espiritismo, à adivinhação ou à evocação dos mortos, porque o Senhor, teu Deus, abomina aqueles que se dão a essas práticas…” (Deuteronômio 18,9-13). Essas palavras da Bíblia são muito claras e fortes e não deixam dúvida sobre a proibição “radical” de Deus a todas as formas de ocultismo e busca de poder ou de conhecimento fora da vontade de Deus. E isto é um perigo para a vida cristã, porque “contamina” a alma.

Por “adivinhos” devemos entender todas as formas de se buscar o conhecimento de realidades ocultas, conhecer o futuro, etc. Entre essas práticas estão, entre outras, a invocação dos mortos (necromancia), a leitura das mãos (quiromancia), a astrologia, os búzios, cartomancia, consultas aos cristais, tarôs, numerologia, etc.

Uma verdade bíblica que todo católico precisa saber, é o que disse São Paulo aos coríntios: “As coisas que os pagãos sacrificam, sacrificam-nas aos demônios e não a Deus. E eu não quero que tenhais comunhão com os demônios. Não podeis beber ao mesmo tempo o cálice do Senhor e o cálice dos demônios. Não podeis participar ao mesmo tempo da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. Ou quereis provocar a ira do Senhor”? (1 Cor 10,20´22).

O espiritismo nega pelo menos 40 verdades da fé cristã:


1 – Nega o mistério, e ensina que tudo pode ser compreendido e explicado.

2 – Nega a inspiração divina da Bíblia.

3 – Nega o milagre.

4 – Nega a autoridade do Magistério da Igreja.

5 – Nega a infalibilidade do Papa.

6 – Nega a instituição divina da Igreja.

7 – Nega a suficiência da Revelação.

8 – Nega o mistério da Santíssima Trindade.

9 – Nega a existência de um Deus Pessoal e distinto do mundo.

10 – Nega a liberdade de Deus.

11 – Nega a criação a partir do nada.

12 – Nega a criação da alma humana por Deus.

13 – Nega a criação do corpo humano.

14 – Nega a união substancial entre o corpo e a alma.

15 – Nega a espiritualidade da alma.

16 – Nega a unidade do gênero humano.

17 – Nega a existência dos anjos.

18 – Nega a existência dos demônios.

19 – Nega a divindade de Jesus.

20 – Nega os milagres de Cristo.

21 – Nega a humanidade de Cristo.

22 – Nega os dogmas de Nossa Senhora (Imaculada Conceição, Virgindade

perpétua, Assunção, Maternidade divina).

23 - Nega nossa Redenção por Cristo (é o mais grave!).

24 – Nega o pecado original.

25 – Nega a graça divina.

26 – Nega a possibilidade do perdão dos pecados.

27 – Nega o valor da vida contemplativa e ascética.

28 – Nega toda a doutrina cristã do sobrenatural.

29 – Nega o valor dos Sacramentos.

30 – Nega a eficácia redentora do Batismo.

31 – Nega a presença real de Cristo na Eucaristia.

32 – Nega o valor da Confissão.

33 – Nega a indissolubilidade do Matrimônio.

34 – Nega a unicidade da vida terrestre.

35 – Nega o juízo particular depois da morte.

36 – Nega a existência do Purgatório.

37 – Nega a existência do Céu.

38 – Nega a existência do Inferno.

39 – Nega a ressurreição da carne.

40 – Nega o juízo final.

Apesar de tudo isso muitos continuam a proclamar que “o espiritismo e o Cristianismo ensinam a mesma coisa…” Na verdade é o “joio no meio do trigo” (Mt 13,28), que o inimigo semeou na messe do Senhor. Nada como o espiritismo nega tão radicalmente a doutrina católica.

Ouçamos, finalmente, a palavra oficial da nossa Mãe Igreja, que tão bem nos ensina através do Catecismo:

“Todas as formas de adivinhação hão de ser rejeitadas: recurso a Satanás ou aos demônios, evocação dos mortos ou outras práticas que erroneamente se supoem ´descobrir´ o futuro. A consulta aos horóscopos, a astrologia, a quiromancia (leitura das mãos), a interpretação de presságios e da sorte, os fenômenos de visão (bolas de cristais), o recurso a médiuns escondem uma vontade de poder sobre o tempo, sobre a história e finalmente sobre os homens, ao mesmo tempo que um desejo de ganhar para si os poderes ocultos. Estas práticas contradizem a honra e o respeito que, unidos ao amoroso temor, devemos exclusivamente a Deus” (N° 2116).”O espiritismo implica frequentemente práticas de adivinhação ou de magia. Por isso a Igreja adverte os fiéis a evitá-lo” (N° 2117).

Os católicos que se deram a essas práticas condenadas pela Igreja podem e devem abandoná-las com urgência. Devem procurar um sacerdote, fazer uma confissão clara dos seus pecados e prometer a Deus nunca mais se dar a essas práticas. É preciso também destruir todo material (livros, imagens, gravuras, vestes, etc) usadas e consagradas nesses cultos.

Parece que hoje, grande parte do povo, volta ao paganismo e às suas práticas idolátricas – isto nega o Cristianismo. A Igreja, como Mãe bondosa e cautelosa não quer que os seus filhos se percam.


Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/10293-igreja-adverte-formalmente-contra-os-enganos-da-doutrina-espirita

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Dê seu apoio ao Estatuto do Nascituro

Dê seu apoio ao Estatuto do Nascituro
5/5/2010

Dê seu apoio ao Estatuto do Nascituro


Quer saber como dar seu apoio ao Estatuto do Nascituro, que protege todas as crianças por nascer, colocando um grande obstáculo à aprovação do aborto no Brasil?


É fácil!!!








Ligue agora mesmo: é gratuito! 0800-619-619



Está na hora de fecharmos as portas para o aborto no Brasil.


Se nos mobilizarmos, isso será possível.


Há vários modos:



– Mande agora mesmo seu Cartão Amarelo a todos os deputados e senadores de seu Estado. Esse Cartão Amarelo significa nossa posição de alerta contra o PNDH-3, um decreto presidencial que propõe vários absurdos, entre eles o aborto. Clique aqui e acesse o site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira para participar dessa iniciativa. É fácil, gratuito e rápido.


Ligue ainda hoje (das 8h às 20h) para o Disque-Câmara, que também é gratuito. Onde será votado, na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, o Estatuto do Nascituro. Esse Projeto de Lei, de número 478/2007, protege a criança desde a concepção, e portanto dificulta outros projetos de lei que querem implantar o aborto no Brasil.








Ligue em defesa das crianças por nascer


Passo 1 – Ligue de um telefone fixo para 0800-619619. Quando começarem as opções, Tecle 1 para opinar sobre Projetos de Lei


Passo 2 – Haverá mais duas opções: tecle 2 para opinar sobre “outros Projetos de Lei”



Passo 3 – Dê seus dados para a atendente, e diga o seguinte:



Meu nome é ___, da cidade de ____, estado de ___, e quero dar todo o meu apoio ao Estatuto do Nascituro, projeto de lei 478 de 2007, que está sendo votado na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados. Quero que o aborto vá embora de uma vez do Brasil, e esse projeto é o primeiro passo para isso. Muito obrigado.



Passo 4 – Se quiser, espere e dê uma nota ao atendimento.



Passo 5 – Desligue o telefone e nos dê sua opinião (Clique aqui e deixe seu comentário em nosso blog).


Sua opinião ficará registrada, e os deputados ficarão sabendo.


Ligue o quanto antes.


– Mande um e-mail para todos os deputados e senadores, através de um sistema gratuito e rápido disponível no site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira. Basta clicar aqui.


sábado, 1 de maio de 2010

Quando o Concílio salvou o primado de Pedro

Chega às livrarias italianas o romance “Intriga no Concílio Vaticano II”

Por Antonio Gaspari

ROMA, terça-feira, 27 de abril de 2010 (ZENIT.org). – “Paulo VI pôs-se a ler a carta mais uma vez, lágrimas de dor e desconcerto lhe rolavam pelo rosto: ‘Me traíram! Me traíram! Oh, meu Deus, ajudai-me! A fumaça de Satanás infiltrou-se em Vossa Igreja!”.

Com as palavras daquela noite que entraria para a história como “a noite obscura de Paulo VI”, nasce e se desenvolve o último romance de Rosa Alberoni, “Intrigo al Concilio Vaticano II” (“Intriga no Concílio Vaticano II”, editora Fede & Cultura, http://fedecultura.com/IntrigoalConcilioVaticanoII.aspx), um thriller ambientado no interior dos muros vaticanos, em meio ao Concílio Vaticano II.

Entre heresias dissimuladas, encontros secretos, projetos ameaçadores, sofismas e trapaças, Rosa Alberoni reconta num estilo admirável o complô de uma minoria organizada que tinha como objetivo comprometer o primado de Pedro, rejeitar a Virgem Maria como Mãe de Cristo, negar a existência dos Santos e, ainda pior, a existência do diabo, conduzindo assim a Igreja Católica a posições protestantes.

Mas justo quando a batalha parecia estar perdida, de algum modo misterioso e providencial o conluio foi descoberto, e o Pontífice, apoiado por seus colaboradores mais próximos e fiéis, pôde evitar o enfraquecimento do primado de Pedro.

Rosa Alberoni vive em Milão. É escritora, professora universitária de Sociologia Geral e jornalista. Colaborou com diversos jornais, o último dos quais foi o “Corriere della Sera”, e tem escrito para o “Sette” e o “Corriere Magazine”. É também autora de numerosos ensaios e romances – seu romance mais recente é “La prigioniera dell’Abbazia”, e seus últimos ensaios foram “La cacciata di Cristo” e “Il Dio di Michelangelo e la barba di Darwin”.

Para saber mais sobre seu último livro, ZENIT entrevistou Rosa Alberoni.

- O que a levou a escrever um romance sobre o Concílio Vaticano II?

- Rosa Alberoni: Foi um evento inesperado: vim a saber da ocorrência de um complô contra o Papa durante o Concílio Vaticano II. Fiquei chocada e desconcertada com tal revelação. Com isso, minha mente pôs-se a trabalhar. Levantei vários questionamentos, busquei documentos e fontes várias na tentativa de compreender o que realmente teria ocorrido e encontrar respostas às tantas perguntas, que, na medida em que me informava, eram cada vez mais numerosas.

Foi então que decidi transportar uma personagem, a investigadora Rachele de meu último livro “La prigioniera dell’Abbazia”, para o contexto do Concílio. E Rachele, enquanto investiga as intrigas do Concílio, acaba também por vasculhar suas próprias memórias, e se dá conta de ter tido alguns maus mestres, semeadores de dúvidas, os incitadores da destruição sutil mas sistemática dos valores fundamentais da civilização cristã, e portanto não apenas da religião católica. Para ajudar Rachele surge outro personagem, o padre Robert, que se tornou eremita justamente por ter participado ativamente do Concílio, tendo vivido todos os episódios e testemunhado as táticas adotadas pelos conspiradores.

- Certo, o Concílio não teve o desfecho que se esperava, mas poucos imaginavam que pudesse ter havido uma conspiração. O que é contado no romance?

- Rosa Alberoni: Que não teve o desfecho esperado por João XXIII e por Paulo VI viemos a saber apenas recentemente. Isto é, depois, sempre depois, que os danos se tornam evidentes, nos ensina a história. Todavia, é importante compreender os erros cometidos, e remediá-los. Para recuperar, para recompor valores destruídos, estou convencida de que será necessário um trauma.

Isto por que tanto os seres humanos como os povos são capazes de mudar apenas por meio de experiências traumáticas - ou por meio da intervenção da Divina Providência. Se houvesse um renascimento, um despertar, seria saudável não apenas para os crentes, mas também para os ateus ou aqueles em dúvida. Os ateus, ao contrário, estão hoje convencidos de que é chegado o momento de desferir o golpe de misericórdia contra nossa civilização; os que estão em dúvida estão desorientados, não sabem como se posicionar e aguardam que outros ajam.

O que conto no romance deixo para os leitores descobrirem – é um thriller, e seria um crime revelar qualquer detalhe.

- Estudou a fundo a história do Concílio Vaticano II?

- Rosa Alberoni: Estudei apenas o necessário para dar asas à minha imaginação. Não sou uma especialista no assunto, uma vaticanista, nem pretendo me tornar uma. Sou apenas uma contadora de histórias. Os nomes são fantásticos porque um romance é sempre filho da fantasia, e os eventos narrados são fictícios, ainda que não muito distantes da realidade. Meu romance tenta captar a atmosfera de conspiração e de revolta contra o Papa daquele tempo.

- Qual é a ideia central?

- Rosa Alberoni: A de que os homens são frágeis e falíveis. E que a sede de poder pode invadir também os prelados. Isto pode a princípio nos desconcertar; mas sabemos que também eles fazem parte da família humana, não são semi-deuses. O importante é que os Papas que se sucedem no trono sejam capazes de suportar a fadiga física e o calvário psicológico que lhes é imposto. Os crentes devem apoiar o Papa; e, por vezes, pode ser necessário que se transformem em verdadeiros soldados adaptados às circunstâncias, sem medo, porque a guiar-lhes e dar-lhes força está Cristo. Em vista do ataque moderno contra a Igreja Católica, também os ateus sábios e com visão de futuro devem unir-se a eles, para o bem de todos. Não podem haver meros espectadores, seria uma grave miopia.

- A protagonista do romance exprime diversas reflexões sobre a crise de uma geração, aquela cresceu durante os anos 60. Qual é a mensagem que o romance pretende difundir a esse respeito?

- Rosa Alberoni: Uma mensagem de esperança e otimismo, baseada na razão. Se cada um de nós refletir e compreender que não é necessário aceitar tacitamente as mensagens dos destruidores, mas que é sempre possível recorrer ao bom senso de nossos avós, desperta-se. E ao despertar, percebe-se que aquilo que parecia óbvio e libertador é, ao contrário, um erro, uma ilusão que nos induz a realizar e tolerar ações desastrosas para todos. Algumas pessoas da geração dos 60 logo tomaram consciência do erro e do veneno infiltrado na ideologia dos filhos das flores e tentaram denunciá-lo, mas isso não lhes foi permitido.

A mídia tem sido ocupada de maneira científica pelos destruidores de valores. Aqueles que puderam se libertar da lavagem cerebral ideológica, que se desintoxicaram da manipulação maciça, querem alertar a geração atual desta constante manipulação a que estão submetidos.

- Alguns analistas sustentam que os ataques ao Pontífice e os problemas de pedofilia foram gerados no âmbito dessa ideologia dos anos 60, que, de acordo com seu romance, estava presente na mentalidade dos conspiradores do Concílio. Como vê as recentes críticas a Bento XVI?

- Rosa Alberoni: Estes analistas têm razão. E a oportunidade dada à militância ateísta de hoje para atacá-lo foi construída com esmero. Destruir o trono de Pedro é uma ideia que nasceu com Lutero, retomada mais tarde pelos jacobinos, depois pelos comunistas, pelos nazistas e, hoje, pelo movimento cientificista-ecológico-animalista – isto é, pelos promotores do ateísmo.

Descobri que alguns prelados se permitiram, algumas vezes, seduzir pela ideologia dominante, com a convicção de que uma vez libertos da influência do Papa, poderiam rapidamente se adaptar às circunstâncias partilhar do poder de seus líderes. O Papa, que por sua vez se mantém fiel à sua tarefa de seguir os Textos Sacros, passa a ser um obstáculo para os planos destes. Assim, os prelados progressistas, em especial aqueles ligados à a teologia da libertação, com frequência se irritam quando o vigário de Cristo adverte para que não sejam violados os valores fundamentais da civilização cristã.

O sucessor de Pedro, na verdade, apenas cumpre sua tarefa quando lembra que tais valores não são negociáveis e repreende aqueles que os pisoteiam. Se um Papa, como está fazendo Bento XVI, inicia uma limpeza entre o clero rebelde, não é surpresa que estes reajam com virulência. Assim, os ataques perpetrados contra Bento XVI não constituem surpresa para mim. Minha preocupação é informar as pessoas.

Abuso de menores: olhar primeiro para as vítimas

Entrevista com a antropóloga Marta Brancatisano

Por Carmen Elena Villa

ROMA, quinta-feira, 29 de abril de 2010 (ZENIT.org).- Diante da onda de notícias sobre casos de pedofilia por parte de alguns sacerdotes católicos, a antropóloga Marta Brancatisano considera que o mais importante é pensar nas raízes do problema, na dor das vítimas e nas possíveis soluções.

Brancatisano participou no congresso Church and communications. Identily and dialogue. (Igreja e comunicações. Identidade e diálogo), que foi finalizado nessa quarta-feira na Universidade da Santa Cruz em Roma.

Durante sua intervenção, denominada Abusi sui minori: ripensare il futuro, una proposta antropologica, (Abusos a menores, repensar o futuro, uma proposta antropológica) ela denunciou que na Itália existem cerca de 15 redes de pedofilia. Por isso, indicou que nesse tempo é necessário “dirigir a atenção sobre a sexualidade com uma compreensão antropológica”, segundo explica nesta entrevista concedida a ZENIT.

Marta Brancatisano é antropóloga pela Universidade La Sapienza de Roma. Dedicou-se à pedagogia e ao apoio da mulher em âmbito profissional e familiar. Escreveu vários livros sobre o tema.

–A senhora, em sua conferência, fez referência ao tema dos escândalos de pedofilia como uma “situação horrível que nunca queríamos ouvir”. Contudo, disse que se poderia superar.
–Marta Brancatisano: Sim, há algo positivo nessa tragédia que golpeou a Igreja. Porque foi posto em evidência violentamente que o problema existe. Que o problema é global. Há dois objetivos nesses fatos de escândalo e de comunicação: queremos salvar a credibilidade da Igreja Católica ou queremos salvar as crianças? Pessoalmente, não os vejo como objetivos que se opõem. Mas, enquanto o primeiro objetivo é muito parcial, o segundo, e digo precisamente, não pode ser parcial. Deve ser o objetivo de todo mundo, de todas as instituições, de todos os Estados.
–Quais são as raízes do problema da pedofilia?

–Marta Brancatisano: Acredito que, no âmbito do mal individual, da debilidade e da perversão, a pedofilia sempre existiu e não me refiro à experiência cultural do mundo grego, mas a um comportamento que pode ser rastreado ao longo da história da humanidade. Essa é a diferença com o hoje: já foi comumente visto como destrutivo enquanto que hoje há pressões culturais para que possa ser considerado como expressão livre do ser, e isso faz parte - a pedofilia é o último elo - de uma concepção de sexualidade como expressão, e não como um modo para entrar em relação com o outro, que caracteriza nossa cultura.

A senhora também apresentou em sua conferência outros fatos nos quais a cultura de morte ataca fortemente as crianças.

–Marta Brancatisano: É assustador. Temos crianças-soldado, uma realidade bem conhecida e quase oficial. Temos crianças que são assassinadas para serem usadas como doadores de órgãos. Crianças que são "programadas", pondo características estruturais desde o ponto de vista biológico. Como mãe de família, posso dizer que se uma família com pais saudáveis provoca sofrimento às crianças, imagine o que pode acontecer no âmbito da violação. O ser humano é feito do mesmo: corpo, alma, psique, sentimento, instinto, mas no meio de tudo está a liberdade, por isso não somos predeterminados. Nesse sentido, penso que o apelo de Bento XVI para a reflexão, pedir perdão e orar é verdadeiramente uma estrutura importante da solução desse problema.
–Em um escândalo midiático como esse, como não encaminhar a atenção para o escândalo em si, mas para o bem-estar das crianças?

–Marta Brancatisano: É minha proposta! A comunicação é sempre emotiva. O horrível escândalo tem causado uma emoção de medo. O convite é para todos, também aos media. Devemos provocar uma emoção de esperança, se quisermos respeitar as vítimas. Não só castigando os culpados. Temos de dar esperanças de que as coisas que se passaram não acontecerão mais, porque racionalmente foram aplicadas as soluções. O resto eu acho que é somente uma série de emoções estéreis.

Crise de pederastia na Igreja em 1.001 palavras

E a resposta de Bento XVI

Por Marc Argemí*

ROMA, segunda-feira, 26 de abril de 2010 (ZENIT.org).- O New York Times (NYT) publica (12/3/10) que em 1980 a arquidiocese de Munique e Freising, sendo Joseph Ratzinger bispo, acolheu e finalmente reincorporou um sacerdote acusado de abusar sexualmente de crianças.

O padre perpetrou mais tarde novos abusos e foi processado. Como se demonstrou depois, quem tomou a decisão de readmitir não foi Ratzinger, mas o vigário geral: a reinserção aconteceu em setembro de 1982, quando Ratzinger já estava em Roma. No dia 5/03/10, tenta-se implicar o irmão de Ratzinger, mas a acusação não se sustenta.

A resposta de Bento XVI

Bento XVI (19/03/10) escreve uma carta aos bispos da Irlanda sobre os abusos a crianças e jovens por parte de clérigos, destapados pelos informes Murphy (julho de 2009) e Ryan (maio de 2009). A Irlanda é o segundo país após os Estados Unidos onde se investiga a fundo.

Na carta, Bento XVI aponta 8 causas deste desastre: 1) inadequada reposta à secularização, 2) descuido de práticas sacramentais e devocionais (confissão frequente, oração diária e retiros anuais), 3) tendência a adotar formas de pensamento e julgamento sem referência suficiente ao Evangelho, 4) tendência a evitar enfoques penais das situações canonicamente irregulares, 5) procedimentos inadequados para determinar a idoneidade dos candidatos ao sacerdócio e à vida religiosa, 6) insuficiente formação humana, moral, intelectual e espiritual nos seminários e noviciados, 7) tendência social a favorecer o clero e outras figuras de autoridade e 8) preocupação fora de lugar pelo bom nome da Igreja e para evitar escândalos.

Às vítimas, disse: “sofrestes tremendamente e por isto sinto profundo desgosto. Sei que nada pode cancelar o mal que suportastes (...). É comprensível que vos seja difícil perdoar ou reconciliar-vos com a Igreja. Em seu nome expresso abertamente a vergonha e o remorso que todos sentimos. Ao mesmo tempo peço-vos que não percais a esperança”. Aos sacerdotes e religiosos que abusaram de crianças: “por isto deveis responder diante de Deus omnipotente, assim como diante de tribunais devidamente constituídos”. Aos bispos: “não se pode negar que alguns de vós e dos vossos predecessores falhastes, por vezes gravemente, na aplicação das normas do direito canónico codificado há muito tempo sobre os crimes de abusos de jovens. Foram cometidos sérios erros no tratamento das acusações”.

Bento XVI propõe cinco medidas: 1) um ano de penitência, 2) redescobrir o sacramento da Reconciliação (a confissão), 3) fomentar a adoração eucarística, 4) uma Visita Apostólica (uma inspeção) em algumas dioceses, seminários e congregações religiosas, 5) uma missão para todos os bispos, sacerdotes e religiosos. Entre outras palavras: fazer a limpeza.

Ainda mais

No dia 24/03/10, NYT aponta diretamente Bento XVI como responsável por um caso, quando ainda era cardeal: o de Lawrence Murphy, que abusos de crianças surdas nos anos 70 em Milwaukee e não foi condenado nem pela justiça ordinária nem pelo arcebispado. Como se viu depois, a falta de diligência na punição do malfeitor foi culpa do próprio arcebispado local: o caso não chegou ao Vaticano até os anos 90. A miopia da notícia jornalística pode-se explicar por erros de tradução e porque o artigo bebe de duas fontes: os advogados que denunciaram o arcebispado (um deles, Jeffrey Anderson, tem litígio aberto contra a Santa Sé) e o arcebispo emérito de Milwaukee, Rembert Weakland, no cargo quando tudo sucedeu.

A 2/2/10, Associated Press lançou outra acusação contra Bento XVI, cujas provas se demostraram falsas. A 9/4/10, voltou a artilharia do NYT, com mais acusações, com igual sorte.

Em resumo, as acusações contra a Igreja são três: 1) alguns sacerdotes católicos abusaram de crianças, 2) muitos bispos ocultaram e 3) Bento XVI seria pessoalmente responsável. Com dados na mão, o n.1 é, lamentavelmente, certo em uma ínfima minoria do coletivo; n. 2 se afirma em determinados prelados e n. 3 e totalmente falso.

As consequencias

Alguns pedem que se julgue o Papa por encobrimento e aproveitam para suspender o catolicismo em seu conjunto. Outros já haviam tentado, tempos atrás, usar os delitos de uns poucos para desacreditar toda a instituição. Alguns advogados tentam tirar proveito. Não faltam vozes amigas do Papa desde o judaísmo, o agnosticismo e, em geral, desde ambientes intelectuais.

O Vaticano pôs sobre a mesa a informação que tem. Tal exercício de transparência chegou ao extremo de que o fiscal do Vaticano fale sobre os casos de abusos em uma entrevista documentada. A Santa Sé publicou os regulamentos pelos quais se julgam estes casos e abundante documentação.

Dentro da Igreja, tem havido partidários da ruptura e partidários da renovação. Ruptura: 1) algumas vozes reclamam uma revisão do celibato e da moral católica, ainda que especialistas e opinadores inclusive não católicos denunciem com dados a inexistência de tal vinculação causa-efeito, 2) expoentes antirromanos de certa idade reclamaram a demissão do Papa ou uma reforma.

Renovação: muitos aplaudiram o posicionamento de Bento XVI de tolerância zero, petição de perdão e penitência e conversão. Muitos católicos saíram da perplexidade buscando a verdade dos fatos. A operação limpeza iniciada anos atrás retomou impulso: desde a carta à Irlanda foram demitidos dois bispos irlandeses, um americano, um alemão, um norueguês e um belga. A liderança interna de Bento XVI é maior agora: percebe-se Bento XVI como parte da solução e não como parte do problema.

Além da Igreja, poucos priorizaram a proteção das vítimas e as medidas para acabar com a pederastia. É lamentável, tanto mais quando se constata que é um problema transversal: afeta mais gravemente muitos outros coletivos sociais. Países como Alemanha já o enfrentam globalmente. Alguns articulistas apontaram a culpa em que a extensão do fenômeno estivesse vinculada à revolução sexual dos anos 60 e sua simpatia declarada para a pedofilia.

*Por Marc Argemí: criador do blog http://bxvi.wordpress.com/

Adoção homossexual fere direito da criança

Afirma assessor da CNBB após decisão favorável a par homossexual

SÃO PAULO, quinta-feira, 29 de abril de 2010 (ZENIT.org).- Permitir a adoção por pares homossexuais significa tirar da criança a possibilidade de crescer em um ambiente familiar formado por pai e mãe, sublinha o assessor da Comissão para a Vida e a Família da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), padre Luiz Antônio Bento.

O assessor fez esse esclarecimento ao jornal Folha de S. Paulo, após a 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) do Brasil sentenciar, nessa terça-feira, que duas mulheres de Bagé (Rio Grande do Sul) podem compartilhar a guarda de duas crianças criadas por elas. O julgamento poderia influenciar futuras decisões sobre o tema.

Padre Luiz Bento afirmou que nem sempre o que é legal é moral e ético. "Cremos que a questão da adoção por casais homossexuais fere o direito da criança de crescer nessa referência familiar."

O sacerdote enfatiza que as crianças têm o direito de conviver com as figuras masculina e feminina no papel de pais.

A decisão do STJ tratou do caso específico das duas mulheres de Bagé. O caso será analisado pelo Supremo Tribunal Federal.

Uma pequena estória.. vale a pena refletir

Uma pequena lembrança da grandiosidade de um ser “INVERTIDO” (risos)
Alemanha - Inicio do século 20

Durante uma conferência com vários universitários, um professor da Universidade de Berlim desafiou seus alunos com esta pergunta:
“Deus criou tudo o que existe?'

Um aluno respondeu com grande certeza:
-Sim, Ele criou!

-Deus criou tudo?
Perguntou novamente o professor.

-Sim senhor, respondeu o jovem.

O professor indagou:
-Se Deus criou tudo, então Deus fez o mal? Pois o mal existe, e partindo do preceito de que nossas obras são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau?

O jovem ficou calado diante de tal resposta e o professor, feliz, se regozijava de ter provado mais uma vez que a fé era uma perda de tempo.

Outro estudante levantou a mão e disse:
-Posso fazer uma pergunta, professor?
-Lógico, foi a resposta do professor.

O jovem ficou de pé e perguntou:
-Professor, o frio existe?
-Que pergunta é essa? Lógico que existe, ou por acaso você nunca sentiu frio?

Com uma certa imponência rapaz respondeu:
-De fato, senhor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é a ausência de calor. Todo corpo ou objeto é suscetível de estudo quando possui ou transmite energia, o calor é o que faz com que este corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Nós criamos essa definição para descrever como nos sentimos se não temos calor.

-E, existe a escuridão? Continuou o estudante.
O professor respondeu temendo a continuação do estudante: Existe!

O estudante respondeu:
-Novamente comete um erro, senhor, a escuridão também não existe. A escuridão na realidade é a ausência de luz. A luz pode-se estudar, a escuridão não! Até existe o prisma de Nichols para decompor a luz branca nas várias cores de que está composta, com suas diferentes longitudes de ondas. A escuridão não!

Continuou:
-Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina a superfície onde termina o raio de luz.
Como pode saber quão escuro está um espaço determinado? Com base na quantidade de luz presente nesse espaço, não é assim?! Escuridão é uma definição que o homem desenvolveu para descrever o que acontece quando não há luz presente.

Finalmente, o jovem perguntou ao professor:
-Senhor, o mal existe?

Certo de que para esta questão o aluno não teria explicação, professor respondeu:
-Claro que sim! Lógico que existe. Como disse desde o começo, vemos estupros, crimes e violência no mundo todo, essas coisas são do mal!

Com um sorriso no rosto o estudante respondeu:
-O mal não existe, senhor, pelo menos não existe por si mesmo. O mal é simplesmente a ausência do bem, é o mesmo dos casos anteriores, o mal é uma definição que o homem criou para descrever a ausência de Deus. Deus não criou o mal. Não é como a fé ou como o amor, que existem como existem o calor e a luz. O mal é o resultado da humanidade não ter Deus presente em seus corações. É como acontece com o frio quando não há calor, ou a escuridão quando não há luz.

Por volta dos anos 1900, este jovem foi aplaudido de pé, e o professor apenas balançou a cabeça
permanecendo calado… Imediatamente o diretor dirigiu-se àquele jovem e perguntou qual era seu nome?

E ele respondeu:
, senhor!

ALBERT EINSTEIN