sábado, 16 de janeiro de 2010

Homem que atirou em João Paulo II vai recuperar liberdade

Ali Agca pretende se associar com o escritor Dan Brown para escrever um livro
ROMA, quarta-feira, 13 de janeiro de 2010 (ZENIT.org).- Ali Agca, o homem que atirou em João Paulo II no dia 13 de maio de 1981, sairá da prisão de Sincan, na periferia de Ankara, no próximo dia 18 de janeiro. A notícia foi confirmada por seu advogado, Haci Ali Ozhan.

O prisioneiro alega que, uma vez livre, quer fazer duas coisas: visitar o túmulo de João Paulo II e escrever um livro para contar sua vida.

Para fazer isso, Ali Agca afirmou que entrou em contato com o escritor norte-americano Dan Brown, autor do famoso livro de ficção “O Código Da Vinci”.

“Vou proclamar a perfeita cristandade que o Vaticano nunca entendeu”, disse Ali Agca, de 52 anos, em uma carta enviada ao diário The Sunday Times.

Depois de recuperar sua liberdade, Agca fará uma entrevista exclusiva estimada em dois milhões de dólares com uma emissora de TV cujo nome é desconhecido.

O homem que disparou contra João Paulo II pagou uma pena de quase 29 anos, não somente pela tentativa de assassinato, mas também por assassinar o jornalista Abdi Ipekci diretor do jornal liberal Millyet, na capital turca, em 1978.

Agca era um assassino profissional que trabalhou na Bozkurtlar e Lobos Cinzentos, organizações terroristas de extrema direita e muito próximas à atmosfera do fundamentalismo islâmico.

A mão que desviou a bala

O atentado contra João Paulo II ocorreu em 13 de maio de 1981, quando o pontífice saudava os peregrinos no papamóvel, antes de iniciar a audiência pública na praça de São Pedro. Nesse momento, Agca disparou contra o Papa. O primeiro tiro atingiu o abdômen, seu dedo desviou o segundo tiro, que estava a ponto de acabar com sua vida.

Para esse dia João Paulo II tinha preparado uma catequese dedicada a comemorar os 90 anos da publicação da Encíclica Rerum novarum, de Leão XIII.

O Papa caiu para trás nos braços de seu secretário que hoje é cardeal e arcebispo de Cracóvia, Stanislaw Dziwisz. O segundo tiro atintiu o cotovelo. Nesse episódio dois peregrinos ficaram feridos, Annie Odre, de origem polonesa e Rose Hall, jamaicano.

O Papa foi transferido de imediato à Policlínica Gemelli, onde foram realizas intervenções cirúrgicas que duraram cinco horas, enquanto os peregrinos começaram a chegar de maneira espontânea à praça.

Alguns poloneses colocaram na cadeira onde o Papa ia se sentar uma imagem da virgem de Czestochwa, à qual tinha uma devoção especial.

Depois de retomar a consciência, João Paulo II começou a orar pelo irmão que havia disparado contra ele, a quem tinha dado o sincero perdão.

Durante sua recuperação, João Paulo II se dedicou a escrever a encíclica Laborem Exercens, sobre os direitos humanos dos trabalhadores, que foi publicada em 14 de setembro do mesmo ano. As audiências públicas foram suspendidas até o dia 8 de outubro de 1981.

Um ano depois do atentado, João Paulo II viajou a Fátima para agradecer a Virgem por seu estado de saúde. Dois anos mais tarde visitou Ali Agca na cadeia. Anos depois recebeu a sua mãe Muzeyen Agca em audiência privada.

João Paulo II repetia constantemente que uma mão foi a que disparou a bala e outra - a da Virgem de Fátima - a que desviou.

Por Carmen Elena Villa

Estados Unidos: Igreja propõe “Dez ações para promover as vocações”

Por iniciativa do Ofício para o Clero, a Vida Consagrada e as Vocações
ROMA, quinta-feira, 14 de janeiro de 2010 (ZENIT.org).- Entre os dias 10 a 16 de janeiro, a Igreja Católica dos Estados Unidos promove a Semana Nacional de Conscientização Vocacional.

Para incentivar os católicos a promover as vocações, Pe. David Toups, Diretor interino do Ofício para o Clero, a Vida Consagrada e as Vocações, da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB), apresentou "Dez ações" que os católicos podem tomar para promover os chamados ao sacerdócio é à vida religiosa.

As cinco primeiras “ações” são dirigidas a todos os católicos e as demais são, essencialmente, um convite aos jovens católicos a dizer "sim" à vocação religiosa.

Dentre as ações direcionadas a todos os católicos, padre Toups convida em primeiro lugar “a orar por um aumento das vocações sacerdotais e para a vida consagrada”, e em seguida a “ensinar os jovens a orar”.

“O Papa Bento XVI declarou que se não se ensina aos nossos jovens como orar, estes jamais sentirão o chamado de Deus por uma relação mais profunda com Ele no discipulado da Igreja”, observou.

A terceira ação destacada pelo presbítero é a necessidade de “convidar jovens e adolescentes ativos a considerar uma vocação para o sacerdócio”, e que é também necessário “torná-la atraente”, mostrando que o sacerdócio constitui um “convite para atuar como um pai espiritual para toda a família da fé”.

Da mesma forma, acrescentou que “a vida consagrada para uma jovem é um chamado a unir-se a Cristo de um modo único, e para ser mãe espiritual para todos aqueles com quem irá se deparar ao longo de seu serviço”.

“O desafio para os sacerdotes e para as religiosas é serem exemplos de alegria em suas vocações”.

Sugestões aos jovens para identificarem sua vocação

Padre Toups dedica as últimas cinco ações aos jovens que começam a discernir sua vocação religiosa convidando-os antes de tudo a “praticar sua fé”. “O objetivo de nossa vida é crescer numa relação profunda, íntima e amorosa com Deus. Entender isso é o primeiro passo que deve ser dado por um jovem que deseja discernir um chamado em sua vida”.

Depois, é preciso “entrar no Silêncio”, “chave para a santidade e a completude”. “Só poderemos ouvir a voz de Deus se estivermos em silêncio”, explica o sacerdote. “Devem tentar ter 15 minutos diários de oração tranquila, pois é aí que será possível começar a receber uma indicação mais clara para a vida”.

“Perguntem a Deus o que quer de suas vidas e saibam que Ele quer sempre o melhor para vocês”.

“Se de fato tiverem sido convidados para o sacerdócio ou a vida consagrada, este será seu caminho para a alegria e a satisfação”.

“Se sentirem que Deus os convida a serem “provados”, procurem um seminário ou uma ordem religiosa. Tenham sempre em mente que o seminário é um lugar de tomada de consciência. Vocês não serão ordenados nem requisitados para fazer voto antes de muitos anos; mas lhes será dada uma ampla oportunidade de explorar as possibilidades de um chamado ao sacerdócio ou à vida religiosa”, concluiu.

(Roberta Sciamplicotti)

Fundadora da Pastoral da Criança morre no terremoto do Haiti


Médica Zilda Arns, 75 anos, é irmã do cardeal Paulo Evaristo Arns

SÃO PAULO, quarta-feira, 13 de janeiro de 2010 (ZENIT.org).- A fundadora da Pastoral da Criança, a médica Zilda Arns, 75 anos, morreu no terremoto que atingiu o Haiti nesta terça-feira.

Além da morte de Zilda Arns, o governo do Brasil confirmou a morte de mais 11 brasileiros até o momento. Há ainda oito desaparecidos e nove feridos. O comandante do Exército, Enzo Peri, disse porém que esses números mudam a todo momento.

Os militares brasileiros falecidos na tragédia integram a MINUSTAH (Missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti, sigla em francês).

De acordo com informações do governo, Dra. Zilda caminhava pelas ruas de Porto Príncipe, ao lado de dois soldados, no momento do terremoto. Ela se encontrava no Haiti para uma missão da Pastoral da Criança.

A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), sensibilizada pela tragédia, enviou o secretário-geral do organismo, Dom Dimas Lara Barbosa, nesta manhã, para Porto Príncipe, em um voo da Força Aérea Brasileira (FAB).

Médica pediatra e sanitarista, Zilda Arns é irmã do arcebispo emérito de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns. Mãe de cinco filhos e viúva desde 1978, dedicou a vida a causas humanas e solidárias.

Fundou a Pastoral da Criança em 1983, organismo de ação social ligado à CNBB, que tem como objetivo o desenvolvimento integral das crianças pobres e que promove, em função delas, também suas famílias e comunidades.

A Pastoral da Criança atua no Brasil por meio de 261 mil voluntários, que acompanham mais de 1,8 milhão de crianças e 95 mil gestantes, em mais de 42 mil comunidades de 4.066 municípios brasileiros.

O cardeal Evaristo Arns, em nota à imprensa, confirmou que ouviu “emocionado a notícia de que minha caríssima irmã Zilda Arns Neumann sofreu com o bom povo do Haiti o efeito trágico do terremoto”.

“Que nosso Deus, em sua misericórdia, acolha no céu aqueles que na terra lutaram pelas crianças e os desamparados. Não é hora de perder a esperança”, afirma o arcebispo emérito de São Paulo.

Em seu último discurso, que seria proferido ontem em Porto Príncipe, durante a Conferência dos Religiosos do Haiti, Zilda Arns afirmaria que a razão de estar ali era o “forte chamado a difundir no mundo a boa notícia de Jesus”.

“A boa notícia, transformada em ações concretas, é luz e esperança na conquista da Paz nas famílias e nas nações. A construção da Paz começa no coração das pessoas e tem seu fundamento no Amor, que tem suas raízes na gestação e na primeira infância, e se transforma em Fraternidade e corresponsabilidade social.”

“Como discípulos e missionários, convidados a evangelizar, sabemos que a força propulsora da transformação social está na prática do maior de todos os mandamentos da Lei de Deus: o Amor, expressado na solidariedade fraterna, capaz de mover montanhas”, escreveu Zilda Arns.

(Alexandre Ribeiro)

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Luto: Morre Zilda Arns

Caros amigos,
perdemos uma batalhadora pela Vida... Nossa solidariedade à família neste momento de dor, com a certeza de que sua vida VALEU A PENA.

Terremoto mata Zilda Arns no Haiti - http://noticias.uol.com.br/ultnot/internacional/2010/01/13/ult1859u2192.jhtm
Médica pediatra e sanitarista, Zilda Arns era fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa, órgão de Ação Social da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

Dra Zilda esteve conosco no Fórum Social Mundial 2002 em Porto Alegre quando discutimos a questão da Globalização e Controle Populacional (veja as fotos no link www.defesadavida.com.br/fotos_fsm2002.htm )...

Sempre se colocou contra a descriminalização/legalização do Aborto no Brasil... Abaixo uma pequeno exemplo de sua posição:

""Como exemplo, Zilda citou o Chile, país onde o aborto é totalmente proibido. “O Chile registra 17 [mortes de mulheres grávidas] por 100 mil [crianças nascidas vivas], enquanto que o Brasil tem 67 por 100 mil. Não tem nada a ver, não é pela mortalidade materna que se vai legalizar o aborto porque o caminho não é esse. O caminho é melhorar o sistema de saúde e ter mais recursos, mais capacitação de pessoal, medicamentos e uma logística de acesso melhor”, defendeu.""

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/02/06/materia.2008-02-06.8444669162/view

Mais posições e participações da Dra Zilda na questão do Aborto, acesse http://www.google.com.br/search?q=zilda+arns+aborto

Conheça também a posição da Pastoral da Criança sobre a questão do Aborto, em carta enviada ao Congresso Nacional em 1997, acessando o link http://www.rebidia.org.br/noticias/saude/aborto.html
Veja um pequeno trecho:

""10. Sob o ponto de vista de políticas de saúde, seria muito mais econômico à nação investir em qualidade de vida prestando melhor assistência à saúde, do que investir contra o ser humano indefeso, assim como é incomparavelmente mais barato investir na educação e solidariedade do que na recuperação de marginais.""

VIDA E PAZ PARA TODOS...

MDV - Movimento em Defesa da Vida - mdv@defesadavida.com.br
Porto Alegre - RS - Brasil
"Defenda a Vida desde a sua concepção" - clique www.defesadavida.com.br
08/OUTUBRO - DIA NACIONAL PELO DIREITO À VIDA


*** MDV - MOVIMENTO EM DEFESA DA VIDA - www.defesadavida.com.br
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*** Presidente Lula, DESISTA de legalizar o Aborto no Brasil
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*** Defenda a vida desde a sua concepção
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Os 10 melhores filmes atuais do ponto de vista espiritual

Segundo o diretor do Departamento de Cinema do arcebispado de Barcelona
BARCELONA, quarta-feira, 6 de janeiro de 2010 (ZENIT.org).- Como todos os anos, o Prof. Peio Sánchez, diretor do Departamento de Cinema do arcebispado de Barcelona (Espanha), oferece sua avaliação sobre os 10 melhores filmes do ponto de vista espiritual.

Sánchez afirma que, ao fazer este elenco, ele o apresenta “como um material válido para a recuperação educativa e pastoral através do DVD. (...) Parece-nos hoje imprescindível escolher bem o que vemos para sermos pessoas melhores. E acreditamos que esse tipo de cinema convida a aprofundar nos grandes interrogantes, propõe um olhar aberto ao mistério de Deus”.

1. Gran Torino (2008), Clint Eastwood

“Em Gran Torino, Clint Eastwood soube contar uma história simples com uma enorme força dramática, apresentando temas espirituais de fundo, como o sentido do perdão, a redenção como sacrifício e o caminho da conversão. E do ponto de vista cristão, não somente apresenta uma imagem positiva da Igreja, representada no Pe. Janovich, mas também oferece uma poderosa imagem crítica nas decisões finais do protagonista.”

2. Jornada pela liberdade (2006), Michael Apted

“Esta homenagem a William Wiberforce – um parlamentar da Câmara dos Comuns, que dedicou, desde a sua juventude, sua atividade política à luta contra a escravidão e as injustiças sociais – apresenta-se com uma magnífica produção e uma série de atuações excepcionais. Marcada profundamente pela perspectiva social cristã, é um filme imprescindível para conhecer a força ética do Evangelho e sua herança em nossa cultura.”

3. Katyn (2007), Andrzej Wajda

“Surpreendente filme do mestre polonês Andrezej Wajda. Este testamento fílmico do genocídio de Katyn, perpetrado pelo comunismo soviético em 1940, afetou pessoalmente o diretor, já que seu pai era um dos 20 mil oficiais e cidadãos poloneses assassinados. Narrada a partir da perspectiva dos sobreviventes, especialmente mulheres, é um hino à reconciliação, da memória que busca a verdade. A fé católica é mostrada com intensidade em diversos momentos, mas de forma mais contundente nos últimos minutos.”

4. Quem quer ser um milionário? (2008), Danny Boyle

“O diretor Danny Boyle, de formação e convicções cristãs, soube contar uma dura história sobre a superação da miséria à vitória. Narrado como um conto de fadas, acompanha a história de três garotos que nascem nas barracas de Calcutá e como, a partir do protagonista Jamal, verão o triunfo da bondade e do amor, muito além da injustiça e da violência. A história nos apresenta uma intriga que move o espectador à esperança e que convida a reconhecer a presença da Providência, que acompanha os acontecimentos respeitando a liberdade, mas estimulando a bondade.”

5. O visitante (2007), Thomas McCarthy

“É a história de uma visita gratuita na qual se vê envolvido um obscuro professor universitário, genialmente interpretado por Richard Jenkins, que, após ficar viúvo, vive sem sentido e cuja vida se transformará em seu encontro com Tarek. Este sírio, que carrega a perseguição em seu coração, representa a alegria e a vontade de viver que faltam ao protagonista. Neste itinerário de transformação, veremos como cresce nele a sensibilidade e o compromisso, a capacidade de amar e o exercício responsável da liberdade. Um filme que, além do mais, é um grito contra a injustiça das leis migratórias.”

6. A caixa de Pandora (2008), Yesim Ustaoglu.

“O mal de Alzheimer da avó abrirá a caixa de Pandora da uma família que vive às margens da infelicidade, como se uma maldição caísse sobre eles quando a anciã, uma genial Tsilla Chelton de 89 anos, desaparece de casa. Com esta fuga, começa uma viagem rumo à verdade que envolverá todos eles, quando vão a uma aldeia de montanha na costa do Mar Negro. A lucidez da demência não conseguirá dobrar o desvario dos instalados na comodidade ou no fracasso; mas conseguirá mover os que sentem que a vida vai muito além e que sempre estão dispostos a subir uma montanha, ainda que as forças já sejam escassas. Uma aliança na qual os mais velhos transmitem a esperança aos mais jovens.”

7. A partida (2008), Yojiro Takita

“Daigo, um violoncelista desempregado, descobre sua vocação quando abandona Tóquio com Mika, sua mulher, e vai à cidade e à casa em que viveu sua infância. Um processo lento e surpreendente o converterá em um especialista em nôkan, ritual mortuário japonês que supõe uma recordação do defunto desde o ato de embalsamento. Em sua aprendizagem, vão se cruzando várias histórias de reconciliação dos vivos com os mortos e ele irá, pouco a pouco, abrindo sua própria história a um caminho de pacificação. O filme nos permite contemplar a morte com uma perspectiva diferente.”

8. O curioso caso de Benjamin Button (2008), de David Fincher

“Baseada em uma novela de F. Scott Fitzgerald, conta a vida singular de Benjamin: um estranho bebê que nasce sendo idoso e que, com o passar do tempo, acabará transformando-se em um bebê. Este estranho personagem, que terá um corpo que cresce ao contrário do seu espírito, oferece-nos um personagem que amadurece de uma forma diferente e que também terá que amar Daisy – seu fiel e verdadeiro único amor – de uma forma diferente, ainda que não por isso impossível.”

9. Le Hérisson (2009), Mona Achache

“Adaptação do famoso livro de Muriel Barbery, ‘A elegância do ouriço’, e que supõe o primeiro longa-metragem da diretora francesa Mona Achache. Baseia-se no contraste de dois personagens: por um lado, uma menina com um rico a inteligente mundo interior; por outro, a porteira do número 7 da rua Grenelle, uma mulher descuidada e um pouco antipática. Mas ambas terão um segredo que virá à tona com a chegada de Kakuro Ozu, um elegante viúvo japonês. Esta revelação servirá de desculpa para compreender o segredo profundo das pessoas e como às vezes o essencial não está nas aparências.”

10. Rio congelado (2008), de Courtney Hunt

“História sobre a resistência e a amizade de duas mulheres que começam em conflito, mas que criarão um profundo laço de solidariedade que tem como origem comum uma maternidade transcendida e o desejo de amar inclusive acima de suas forças. Dirigido por Courtney Hunt, apresenta os personagens com grande veracidade. A dureza e a desolação nas imagens nos permitem encontrar na alma das protagonistas uma generosidade desmedida, que devolve a confiança no ser humano, inclusive nas situações de solidão e limite que enfrentam.”

América, o continente mais perigoso para os missionários

37 testemunhas no Evangelho foram assassinadas no mundo em 2009

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 6 de janeiro de 2010 (ZENIT.org).- No ano passado foram assassinadas no mundo 37 testemunhas do Evangelho, segundo noticiou a agência Fides. A maior parte dos homicídios aconteceu na América.

A agência subordinada à Congregação vaticana para a Evangelização dos Povos destaca que se tratou do número mais elevado da última década.

Foram mortos 30 sacerdotes, três religiosas, dois seminaristas e três evangelizadores laicos de diferentes nacionalidades.

Nesse ano, o continente mais violento foi a América, “banhada pelo sangue de 23 agentes evangelizadores (18 sacerdotes, dois seminaristas, um religioso e dois leigos)”, assassinados no Brasil, na Colômbia, no México, em El Savador, nos Estados Unidos, na Guatemala e em Honduras, explica Fides.

Entre os seis sacerdotes assassinados no Brasil, país com o maior número de vítimas missionárias, encontra-se o espanhol Ramiro Ludeña, que trabalhou 34 anos a favor de crianças e meninos de rua. Ele perdeu a vida nas mãos de um jovem de 15 anos em uma tentativa de roubo.

O presbítero e missionário italiano Ruggero Ruvoletto foi assassinado em uma paróquia, na qual furtaram 50 reais.

O padre Evaldo Martiol foi assassinado por dois jovens durante um roubo que acabou em homicídio.

“Seu método de evangelização era a benevolência”, afirmou o bispo durante o funeral do padre Gisley Azevedo Gomes, assessor da seção de juventude da Conferência de Bispos Católicos do Brasil, assassinado por vários jovens, durante um assalto.

Na Colômbia, em 2009, foram assassinados cinco sacerdotes e um leigo, se tornando, assim, o segundo país com o maior índice de vítimas missionárias. Todos os presbíteros foram vítimas de roubos que terminaram em tragédia.

No México, foram assassinados no último ano um sacerdote e dois seminaristas, quando iam a uma reunião da pastoral vocacional, de carro. Os assassinos obrigaram-lhes a sair do carro e dispararam com armas de fogo.

Uma particular comoção despertou-se no universo católico com a morte, em Cuba, de dois sacerdotes espanhóis: Eduardo de la Fuente Serrano, assassinado em uma rua na periferia de Habana, e Mariano Arroyo Merino, morto em sua paróquia. Seu corpo foi amarrado, amordaçado e parcialmente queimado.

Duas das vítimas faleceram em El Salvador. Ainda uma religiosa foi assassinada no continente. Marguerite Bartz, das Irmãs do Santíssimo Sacramento, morta em seu convento situado em Saint Berard, na zona indígena de Navajo, no Novo México (Estados Unidos). Era conhecida pela sua paixão ao promover a paz e a justiça.

Nos Estados Unidos também foi assassinado o padre Ed Hinds, sacerdote da Igreja de São Patrício, em Chatham, Nova Jersey, cujo corpo sem vida apareceu na casa paroquial, coberto de golpes e feridas de arma branca.

Na Guatemala, o padre Lorenzo Rosebaugh, dos Missionários Oblatos de Maria Imaculada, também encontrou a morte. Foi vítima de um assalto por dois homens armados em uma estrada rural.

Por último, perdeu a vida em uma província oriental da Guatemala o sacerdote capuchinho guatemalteco Miguel Angel Hernandez, sequestrado dias antes.

O outro continente onde mais vidas de evangelizadores tiveram um triste fim foi o africano: nove sacerdotes, um religioso e um leigo; seguido do asiático, com dois sacerdotes assassinados, e do europeu, com uma vítima na França.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

UMA VEZ SALVO‚ SEMPRE SALVO?


Os protestantes alegam que já estão salvos e que não podem perder essa salvação baseando-se em passagens como esta da primeira carta de S. João:

“E o testemunho é esse: Deus nos deu a vida eterna, e esta vida está em seu Filho. Quem possui o Filho possui a Vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. Isto vos escrevi para que saibais que tendes a vida eterna‚ vós que credes no nome do Filho de Deus.”(I Jo 5‚ 11-13)

É notório que as vezes as escrituras parecem se contradizer‚ como acontece na questão das imagens: Ora Deus proíbe e ora Deus manda fazer! Então como compreender essa ambiguidade‚ se Deus não tem duas palavras?

Se você analisa apenas essa passagem para justificar uma doutrina tão profunda‚ pode-se incorrer no erro protestante de alegar que uma vez aceitando o Filho de Deus‚ nâo poderemos mais perder a vida eterna.

A vida eterna‚ caracterizada como posse atual do Cristão‚ é descrita pelos teólogos como ESCATOLOGIA REALIZADA‚ ou seja‚ significa que os Cristãos experimentam e participam de uma forma limitida naquilo que só experimentarão com maior plenitude no Reino dos Céus. Veja o que São Paulo diz:

“Hoje vemos como por um espelho‚ confusamente; mas então veremos face a face. Hoje conheço em parte; mas então conhecerei totalmente‚ como eu sou conhecido.” (I Cor 13‚ 12-13)

São Paulo‚ apesar de já ter aceitado Jesus como Salvador‚ sabe que experimentará de um modo mais profundo o que já começou nesta vida. Isso‚ porém‚ não significa que aqueles que agora gozam desse Reino não o possam perder.

Veja o que escreve S. Paulo aos Hebreus: “Porque somos incorporados a Cristo‚ mas sob a condição de conservarmos firme até o fim nossa fé dos primeiros dias...” (Hebreus 3‚14).

e mais:

“Porque aqueles que foram uma vez iluminados saborearam o dom celestial‚ participaram dos dons do Espírito Santo‚ experimentaram a doçura da palavra de Deus e as maravilhas do mundo vindouro‚ e, apesar disso‚ caíram na apostasia‚ é impossível que se renovem outra vez para a penintência‚ visto que‚ da sua parte‚ crucificaram de novo o Filho de Deus e publibcamente o escarneceram.”(Hebreus 6‚ 4-6)

É evidente que essa doutrina protestante “uma vez salvo‚ sempre salvo” não existia na Igreja Primitiva e foi inculturada depois do século XVI pelos “Reformadores”‚ que ao contrário do que o nome propõe‚ foram na verdade destruidores da Sã Doutrina.

A Bíblia se refere à Vida Eterna com algo que virá‚ ou seja‚ é promessa de futuro. Analise as passagens que se seguem:

“E todo aquele que por minha causa deixar irmâos‚ irmãs‚ pai‚ mãe‚ mulher‚ filhos‚ terras ou casa receberá o cêntuplo e possuirá a vida eterna.” (Mt 19‚ 29)

“Paulo‚ servo de Deus‚ apóstolo de Jesus Cristo para levar aos eleitos de Deus a fé e o profundo conhecimento da verdade que conduz á piedade‚ na esperança da vida eterna prometida em tempos longínquos por Deus veraz e fiel‚...” (Tito 1‚ 1-3)

“Conservai-vos no amor de Deus‚ aguardando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo‚ para a vida eterna.” (Judas 21)

Não há dúvidas que a Salvação é algo vindouro‚ ou seja‚ é futuro. Isso não implica que na agora não possamos começar a saborear essa salvação no uso dos dons‚ nos sacramentos‚ na oração e na vida da Igreja.

Mas essa salvação precisa ser fundamentada na nossa fidelidade aos seus mandamentos.

“Um jovem aproximou-se de Jesus e lhe peruntou: “Mestre‚ que devo fazer de bom para ter a vida eterna?” Disse-lhe Jesus: “Por que me perguntas a respeito do que se deve fazer de bom? Só Deus é bom. Se queres entrar na vida‚ observa os mandamentos” (Mt 19‚ 16-17)

Veja que não basta apenas acreditar em Deus‚ mas é preciso observar os seus mandamentos para conseguir a vida eterna. Isso quer dizer que nós podemos um dia não observar os mandamentos de Deus‚ logo‚ perder o que conseguimos.

Confira em Mt 25‚ 46 quando Jesus separará as ovelhas dos cabritos usará os seguintes critérios para a Salvação: “porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era peregrino e me acolhestes; nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; estava na prisão e viestes a mim.” (Mt 25‚ 35-36)

É evidente que precisamos perseverar na retidão para recebermos a salvação que foi preparada para nós.

Veja: “O vencedor será assim revestido de vestes brancas. Jamais apagarei o seu nome do livro da vida‚ e o proclamarei diante do meu Pai e dos seus anjos.” (Ap 3‚ 5)

A salvação é uma promessa para aqueles que vencem esse mundo‚ sendo fiel a Jesus e a sua Igreja.

Mas é necessário crer no Filho para ter a vida eterna: “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; quem não crê no Filho não verá a vida‚ mas sobre ele pesa a ira de Deus.”(Jo 3‚36). Comparando essa passagem com as anteriores‚ chega-se a conclusão que é necessário crer em Jesus para ter a vida Eterna‚ mas essa não é a única condição. É preciso ser fiel aos seus mandamentos.

Note que aqui‚ a simples prática da “caridade” sem a fé em Cristo também não garante a vida eterna‚ como acontece com os espíritas que ajudam instituições de caridade. Eles visitam os presos‚ eles dão comida aos que tem fome‚ dão roupa aos que estão nus‚ mas não creem no Filho de Deus.

O oposto acontece com os protestantes que afirmam que as obras não são necessárias para a salvação.

São Paulo aos Romanos escreve: “Mas‚ pela tua obstinação e coração impenitente‚ vais acumulando ira contra ti‚ para o dia da cólera e da revelação do justo juízo de Deus‚ que retribuirá a cada um segundo as suas obras: a vida eterna aos que‚ perseverando em fazer o bem‚ buscam a glória‚ a honra e a imortalidade;...” (Rm 2‚ 5-8)

Sobre os deveres dos ricos‚ S. Paulo escreve: “Que pratiquem o bem‚ se enriqueçam de boas obras‚ sejam generosos‚ comunicativos‚ ajuntem um tesouro sólido e excelente para seu futuro‚ afim de conquistarem a verdadeira vida.” (II Tm 6‚18-19)

Tiago escreve sobre a misericórdia: “Falai‚ pois‚ de tal modo e de tal modo procedei‚ como se estivésseis para ser julgados pela lei da liberdade. Haverá juízo sem misericórdia para aqueles que não usou de misericórdia. A misericórdia triunfa sobre o julgamento.” (Tiago 2‚12-13)

Veja esse belíssimo texto de S. Paulo: “Eis uma verdade absolutamente certa: Se morrermos com ele‚ com ele viveremos. Se soubermos perseverar‚ com ele reinaremos. Se‚ porém‚ o renegarmos‚ ele nos renegará. Se formos infieis... ele coninua fiel‚ e não pode desdizer-se.” (II Tm 2‚ 11-13)

Aqui há uma condição: Se soubermos perseverar‚ com ele reinaremos. Logo‚ é preciso a fidelidade até o fim para obter a vida eterna.

A tese protestante que só a fé salva não existia antes da Reforma de Lutero. A Bíblia mesmo atesta que as obras são necessárias para a Salvaçâo.

“Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada.” (1 Coríntios 13,2-3).

Esse texto é muito claro‚ S. Paulo diz que mesmo se tivesse toda a fé‚ se não tiver caridade nada sou. Como um protestante pode argumentar isso?

Agora o texto de Tiago‚ que não há como ser mais claro:

“De que aproveitará‚ irmâos‚ a alguém dizer que tem fé‚ se não tiver obras? Acaso esta fé poderá salvá-lo? (Tiago 2‚ 14)

Só há uma maneira de contextar isso‚ se argumentar que o livro de Tiago e que as cartas de São Paulo são livros apócrifos!

“Assim também a fé: se não tiver obras‚ é morta em si mesma Mas alguém dirá: “Tu tens fé‚ e eu tenho obras.” Mostra-me a tua fé sem obras e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras. Crês que há um só Deus. Fazes bem. Também os demônios crêem e tremem.” (Tiago 2‚ 19).

Pode continuar lendo esse texto de Tiago até o versículo 26.

Outro excelente texto de S. Lucas mostrando como as obras são importantes:

“Havia em Cesaréia um homem por nome Cornélio, centurião da corte que se chamava Itálica. Era religioso: Ele e todos os de sua casa eram tementes a Deus. Dava muitas esmolas ao povo e orava constantemente. Este homem viu claramente numa visão, pela hora nona do dia aproximar-se dele um Anjo de Deus e o chamar: Cornélio! Cornélio fixou nele os olhos e, possuído de temor, perguntou: Que há Senhor? O Anjo replicou: As tuas orações e as tuas esmolas subiram à presença de Deus como uma oferta de lembrança.” (Atos 10,1-4)

Mais um texto sobre o julgamento pelas obras:

“Vi, então, um grande trono branco, e aquele que nele se assentava. Os céus e a terra fugiram de sua face, e já não se achou lugar para eles. Vi os mortos, grandes e pequenos, de pé, diante do trono. Abriram-se livros, e ainda outro livro, que é o livro da vida. E os mortos foram julgados conforme o que estava escrito nesse livro, segundo as suas obras. O mar restituiu os mortos que nele estavam. Do mesmo modo a morte e a morada subterrânea. Cada um foi julgado segundo as suas obras. A morte e a morada subterrânea foram lançados no tanque de fogo. A segunda morte é esta: O tanque de fogo. Todo o que não foi encontrado inscrito no livro da vida foi lançado ao fogo” (Apocalipse 20,11-15)

O texto mais importante para os protestantes para alegar a doutrina da fé sem as obras é Rm 3. 28: “Porque julgamos que o homem é justificado pela fé‚ sem as observâncias da lei.

Aqui‚ Paulo escreve para os Romanos que eram pagãos e acostumados a adorar ídolos e deuses falsos‚ por isso que Paulo acentua a necessidade de uma fé total em Cristo. Paulo não está se contradizendo pois também escreveu “Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada.” (1 Coríntios 13,2-3)‚ nem contradizendo o próprio Jesus “Um jovem aproximou-se de Jesus e lhe peruntou: “Mestre‚ que devo fazer de bom para ter a vida eterna?” Disse-lhe Jesus: “Por que me perguntas a respeito do que se deve fazer de bom? Só Deus é bom. Se queres entrar na vida‚ observa os mandamentos” (Mt 19‚ 16-17) quando fala da observância dos mandamentos. Muito menos Paulo está contrariando Tiago quando diz “De que aproveitará‚ irmâos‚ a alguém dizer que tem fé‚ se não tiver obras? Acaso esta fé poderá salvá-lo? (Tiago 2‚ 14)

Mas o problema não pára por aí. Uma interpretação dupla da fé foi dada por Johannes Agrícola que dizia que enquanto as boas obras não são necessárias para a salvação, as más obras não a impede) para entender essa confusão sugiro a leitura desse texto: http://www.veritatis.com.br/article/1851

Concluindo‚ a Bíblia nos mostra que a Fé em Cristo é necessária para a Salvaçâo do ser humano, porém‚ as suas obras contribuem para que essa fé nâo seja morta. Logo‚ a fé com obras garantem a salvação desde que mantindas até o fim.

Em Cristo e Maria Imaculada‚

Marcos Paulo



Por Marcos Paulo Teixeira

http://marcospauloteixeira.wordpress.com