sábado, 31 de outubro de 2009

“CATÓLICAS” PELO DIREITO DE DECIDIR QUESTIONAM ACORDO ENTRE BRASIL E VATICANO

Para quem não conhece a ONG “Católicas pelo direito de decidir”, tenta enganar os católicos menos avisados, fazendo propagando do aborto, casamento gay, aprovação da prática homossexual, e outras práticas que não se coadunam com a fé da Igreja. O grupo surgiu nos EUA e não tem o apoio da Igreja Católica em nada do que fazem.

O Bispo de Galveston-Houston, D. Joseph A. Diorenza, Presidente da Conferência Nacional dos Bispos Católicos dos Estados Unidos da América, emanou a seguinte declaração sobre a organização chamada “Católicas pelo Direito de Decidir” (Catholics For a Free Choice - CFFC):

“Desde há vários anos, um grupo que se define “Católicas pelo Direito de Decidir” (CFFC) tem apoiado publicamente o aborto, afirmando que esta reivindicação está em sintonia com o autêntico ensinamento católico. Esta reivindicação é falsa. Com efeito, a atividade deste grupo orienta-se para a rejeição e a deturpação do ensinamento católico acerca do respeito e da salvaguarda devidos à inerme vida humana do nascituro.”

Aqui no Brasil‚ essa ONG questionou no seu site (catolicasonline.org.br) o acordo que a Santa Sé firmou com o Brasil. Foram 20 artigos que oficializaram o que já acontecia no país. Colocarei a objeção da ONG em vermelho e em seguida a explicação do presidente do Tribunal Eclesiástico de Aparecida (SP), cônego Carlos Antônio da Silva‚ em azul.

O site da ONG começa questionando o artigo 11:

Do site das CDD: No artigo 11 do "Acordo" há um aspecto importantíssimo, que é a responsabilização do Estado na tarefa de transmissão do ensino religioso. Ora, cada religião deve se responsabilizar pela transmissão de seus valores e doutrina. A educação deve garantir uma formação de boa qualidade e com base em parâmetros científicos e universais. Deve usar os recursos públicos de forma responsável para o benefício de todos/as alunos/as e não para disseminar preceitos reservados de um grupo, mesmo que seja uma religião tradicional em determinado local.

ARTIGO 11

(A República Federativa do Brasil, em observância ao direito de liberdade religiosa, da diversidade cultural e da pluralidade confessional do país, respeita a importância do ensino religioso em vista da formação integral da pessoa.

§1º. O ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, em conformidade com a Constituição e as outras leis vigentes, sem qualquer forma de discriminação.)

Explicação Cônego: Este artigo é um dos mais questionados porque fala do ensino religioso. A Constituição fala sobre a educação religiosa, como um direito do cidadão. Educação religiosa é sempre confessional, não existe uma religião aconfessional.

Aconfessional seria transmitir um ensino religioso que servisse para qualquer religião. Isso não existe. O ensino religioso por natureza é confessional. Impor um ensino aconfessional é um absurdo, isso que estaria ofendendo a constituição.

Os fiéis católicos que desejarem (porque é facultativo) que seus filhos tenham educação católica, tem o direito de que os filhos tenham esta disciplina. Então, não será imposto um ensino católico para as pessoas de outras crenças e, nem mesmo, para quem é catolico e não queira que os filhos a estudem.

Evidentemente não irá se ensinar religião católica para alunos que não sejam católicos. Então, que os evangélicos tenham educação evangélica, que os espíritas tenham educação espírita, que os budistas tenham educação budista. Mas os católicos tem o direito de ter educação católica.

É um artigo perfeitamente lógico, perfeitamente juridico e não fere, em nada, a Constituição, muito pelo contrário, quem está querendo impor um ensino religioso aconfessional é que está ofendendo a constituição. Porque está querendo impor um ensino religioso que não combina e não serve para a sensibilidade religiosa católica e nem evangélica.

Do site das CDD: No artigo 14 nota-se claramente o interesse em garantir privilégios econômicos quando a Santa Sé propõe que o poder público "se empenhe" em reservar espaços territoriais no Plano Diretor das cidades para cedê-los "para fins religiosos". Inicialmente destacamos a gritante contradição entre esta manifesta busca de benefícios próprios e o que está escrito e ficou consolidado como doutrina social católica, inspirando aqueles que fizeram a opção pelos pobres e lutam pela igualdade. Na Encíclica Gaudim et Spes: 430, lê-se:

"Deus destinou a terra, com tudo o que ela contém, para o uso de todos os homens e povos, de tal modo que os bens criados devem bastar a todos, com equidade, sob as regras da justiça, inseparável da caridade. Sejam quais forem as propriedades, adaptadas às legítimas instituições dos povos, segundo circunstâncias diversas e mutáveis, deve-se atender sempre a destinação universal dos bens".

- Artigo 14

(A República Federativa do Brasil declara o seu empenho na destinação de espaços a fins religiosos, que deverão ser previstos nos instrumentos de planejamento urbano a serem estabelecidos no respectivo Plano Diretor.)

Explicação Cônego: É o empenho na destinação de espaços no planejamento urbano, para que quando se crie um novo espaço urbano, tenha a possibilidade de ter um novo templo, um espaço religioso.

Considerações minhas: Vejam que as CDD usaram a Gaudim et Spes para tentar distorcer a real finalidade do artigo. Ora‚ o Brasil é um país religioso‚ o seu povo é religioso. Do mesmo jeito que‚ no planejamento de uma cidade‚ destinam-se espaços para campos de futebol para quem gosta de futebol‚ deve-se reservar espaços para aqueles que gostam da religião. É o lógico. Estado laico não sinônimo de estado ateu. Dizer que a Igreja busca benefícios próprios não se justifica aqui‚ pois esses espaços são para a religiosidade do povo Brasileiro. Isso não quer dizer que a Igreja não lute por terras para quem não tem.

Do site das CDD: No Artigo 15 do Acordo, a Igreja Católica expõe o verdadeiro interesse econômico: "Às pessoas jurídicas eclesiásticas, assim como o patrimônio, renda e serviços relacionados com as suas finalidades essenciais, é reconhecida a garantia de imunidade tributária referente a impostos, em conformidade com a Constituição Brasileira". Na sequência, no parágrafo único, o Vaticano se refere a "atividade educacional sem finalidade lucrativa...".

- Artigo 15


(Às pessoas jurídicas eclesiásticas, assim como ao patrimônio, renda e serviços relacionados com as suas finalidades essenciais, é reconhecida a garantia de imunidade tributária referente aos impostos, em conformidade com a Constituição Brasileira.

§ 1º. Para fins tributários, as pessoas jurídicas da Igreja Católica que exerçam atividade social e educacional sem finalidade lucrativa receberão o mesmo tratamento e benefícios outorgados às entidades filantrópicas reconhecidas pelo ordenamento jurídico brasileiro, inclusive, em termos de requisitos e obrigações exigidos para fins de imunidade e isenção.)

Explicação Cônego: Aqui não é pura e simples isenção, é imunidade tributária. Quer dizer, não se pode cobrar impostos das pessoas jurídicas eclesiásticas, quando a renda delas é usada unicamente nas suas finalidades.

Quer dizer, está se pedindo também para as escolas e obras sociais que a Igreja tem, o mesmo reconhecimento que se dá para outras instituições filantrópicas. Se a Igreja tiver um patrimônio que é para produzir lucros, uma casa de aluguel, por exemplo, isso tem imposto, agora o patrimônio relacionado com a finalidade essencial – o prédio da igreja, o carro que serve à paróquia – esses são imunes de impostos. A imunidade é um direito reconhecido, a isenção é um favor dado.

Terminando esse texto‚ as CDD não tendo nada contra outros artigos‚ tem a coragem de colocar no seu site o slogan: “O QUE IMPORTAM AO VATICANO: O PODER POLÍTICO OU OS DESAFIOS PASTORAIS DA NOSSA ÉPOCA? SAIBA PORQUE O ACORDO FIRMADO PELO BRASIL COM O VATICANO FERE A DEMOCRACIA BRASILEIRA.

O que fere a democracia? Vou lembrar algumas coisinhas:

1 – Expulsar dois deputados de um partido por serem contra o aborto‚ como aconteceu no PT.

2 – Defender a morte de crianças inocentes alegando ser direito da mulher.

3 – Distorcer dados sobre o aborto‚ como fazem na manipulação de dados para impor a prática do aborto.

4 – Invadir e destruir propriedades privadas como faz o MST.

As CDD‚ grupos organizados dos magistrados‚ ateus‚ umbandistas‚ homossexuais e evangélicos (presente também a Associação de Pastores Evangélicos do Paiuí) fizeram uma manifestação conjunta na assembléia legislativa de São Paulo.

Não me estranha a presença de PROTESTANTES. Com certeza eles não leram o acordo. Se tivessem lido veriam que o acordo abre as portas também para o ensino evangélico nas escolas. Mas isso não é de se entranhar... se lessem direito as coisas‚ não seriam protestantes.

Um dos grandes desafios pastorais que a Igreja tem atualmente é banir do seu meio‚ de uma vez por todas‚ as ideologias de esquerda que destroem a fé da Igreja‚ como a Teologia da Libertação e movimentos pseudo-sociais.

Mas lembrando uma coisa: “...eu edificarei a minha Igreja‚ e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.(Mt 16‚18ss)” Disse Jesus!

Marcos Paulo Teixeira

http://marcospauloteixeira.wordpress.com

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Testemunhos dos primeiros cristãos sobre o batismo


O Ensinamento transmitidos pelos Apóstolos e seus discípulos não podem se contradizer com os ensinamento de Jesus ja que ouviram o ensinamento dEle mesmo, por isso os ensinamento da Igreja que descende dos Apóstolos tem o fundamento na Sagrada Tradição. Veja como os testemunhos dos primeiros cristãos confirmam a doutrina da Igreja sobre as várias questões levantadas pelos protestantes como o batismo por ablução ou imersão, o batismo como regeneração espiritual, batismo de crianças.

Primeiramente vamos ver o que diz o ensinamento dos doze apostolos ou também chamado Didaqué que é um catecismo cristão escrito entre 60 e 90 d.C. (talvez até antes da destruição do Templo de Jerusalém), provavelmente na Palestina ou na Síria. Trata-se, certamente, do "documento mais importante da era pós-apostólica, a mais antiga fonte de legislação eclesiástica que possuímos" (Quasten). Ao que parece, é fruto da reunião de diversas fontes orais e escritas e que bem retratam a tradição das primeiras comunidades cristãs. Essa antiguidade explica porque algumas Igrejas chegaram a considerá-lo um escrito canônico.

Didaqué - a doutrina dos doze apostolos n.30 (Sobre o batismo de ablução)

"Quanto ao Batismo, baizai assim: depois de terdes ensinado o que precede, batizai assim em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo, em água corrente; se não existe água corrente, batize-se em outra água. Se nao puder ser em água fria, faze em água quente. Se não tens bastante, de uma ou de outra, derrama água três vezes sobre a cabeça, em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo. Antes do batismo jejuem: o que batiza , o que é batizado e outras pessoas "

Quanto ao batismo como regeneração espiritual:

Santo Irineu (140-202)

"O batismo concede a graça do novo nascimento em Deus Pai, por meio de seu Filho no Espirito Santo, pois os que têm o Espirito de Deus são conduzidos ao Verbo, isto é, ao Filho; mas o Filho apresenta ao Pai e o Pai lhes concede a incorruptibilidade. Portanto, sem o Espirito Santo não é possível ver o Filho de Deus, e, sem o Filho, ninguem pode se aproximar-se do Pai, pois o conhecimento do Pai é o Filho, e o conhecimento do Filho de Deus se faz pelo Espirito Santo".(Dem.7)

São Gregório Nazianzeno (330-379) doutor da Igreja

"Sepultemo-nos com Cristo pelo batismo, para ressussitarmos com Ele ; desçamos com Ele, para sermos elevados com Ele ; subamos novamente com Ele, para sermos glorificado nele "(Or.40,9)

O Batismo dado a crianças na Igreja dos primeiros cristãos:

Santo Irineu (140-202)

"Jesus veo salvar a todos os que através dele nasceram de novo [pelo batismo] de Deus ; os recém nascidos, os meninos, os jovens , os velhos" (Dem.7)

Orígenes- Bispo de Alexandria (184-225)

"A Igreja recebeu dos Apóstolos a Tradição de dar o batismo também aos recém nascidos"( Ep. Ad. Rom . LV, 5,9)

São Cipriano- Bispo de Cartago (210-258)

" Do batismo e da graça nao devemos afastar as crianças " (carta a Fido)

Tradição Apóstolica de Hipólito (Século III)

" Batizar-se-ão em primeiro lugar as crianças, todas aquelas que podem falar por si mesmas, que falem: quanto ás que não podem fazer, os pais ou alguém de sua família devem falar por elas " (La Trad. Apostolique, ed. Botte Munster 1963, pgs 44s)

Santo Agostinho († 430)

" As crianças são apresentadas para receber a graça espiritual, não tanto por aquelas que as levam nos braços, ... mais sobre tudo pela sociedade universal dos santos e dos fieis ... é a mão Igreja toda, qe esta presente nos seus santos , a agir, pois é ela inteira que os gera a todos e a cada um "(Ep. 98,5 PL 33,362).

Concílio de Cartago (418)

Este mesmo concilio que condenou o Pelagianismo, rejeitou a posição "Daqueles que negam que se devam batizar as crianças recém nascidas no seio materno"

"Também os mais pequeninos que não tenham ainda podido cometer pessoalmente algum pecado, são verdadeiramente batizados para a remissão dos pecados, a fim de que, mediante a regeneração, seja purificado aquilo que eles tem de nascença" (Canon 2, Denzinger-Schönmetzer,223)

Concilio de Florença (1442)

Exigiu que fosse administrado o batismo aos recém nascidos "o mais depressa que se possa fazer comodamente" (Denzinger-Schönmetzer,1349)



Fonte: Livro Escola da Fé - Sagrada Tradição
Autor: Prof. Felipe Aquino
Digitalização: Rogério Hirota (SacroSancttus) - Revisado em 02/Abr/2008

O Batismo de Crianças e de Adultos


Muitos protestantes costuma argumentar que o Batismo de Crianças não aparece na Bíblia. Como conclusão, defendem que só os adultos podem ser batizados.

Primeiramente, nem tudo está na Bíblia, como afirma S. João:

"Há ainda muitas coisas feitas por Jesus, as quais, se se escrevessem uma por uma, creio que este mundo não poderia conter os livros que se deveriam escrever" (Jo 21,25).

Ou seja, o fato de não estar na Bíblia não prova que não se deva batizar crianças.

A pergunta deveria ser inversa:

Onde estão as provas bíblicas para a afirmação de que apenas os adultos devem ser batizados?

Agora, vamos provar que Deus deseja o batismo das crianças.

A Sagrada Escritura menciona vários personagens pagãos que professaram a fé cristã e se fizeram batizar "com toda a sua casa". Assim o centurião romano Cornélio (At 10, 1s.24.44.47s), a negociante Lídia de Filipos (At 16, 14s), o carcereiro de Filipos (At 16, 31033), Crispo de Corinto (At 18, 8), a família de Estéfanas (1Cor 1, 16).

A expressão "casa" ("domus", em latim; "oikos", em grego) tinha sentido amplo e enfático na Antigüidade: designava o chefe de família com todos os seus domésticos, inclusive as crianças (que geralmente não faltavam).

Desde o início da Igreja, os apóstolos batizavam os recém-nascidos. Assim se expressa Orígenes (185 - 255): "A Igreja recebeu dos Apóstolos a tradição de dar batismo também aos recém-nascidos". (Epist. ad Rom. Livro 5, 9). E S. Cipriano, em 258, escreve: "Do batismo e da graça não devemos afastar as crianças". (Carta a Fido).

Santo Irineu, que viveu entre 140 a 204, afirma: "Jesus veio salvar a todos os que através dele nasceram de novo de Deus: os recém-nascidos, os meninos, os jovens e os velhos". (Adv. Haer. livro 2)

Na "Nova e Eterna Aliança", o batismo substitui a circuncisão da "Antiga Aliança", como rito de entrada para o povo escolhido de Deus. Ora, se o próprio Deus ordenou a Abraão circuncidar os meninos já no 8o dia depois do nascimento, sem exigir deles uma fé adulta e livre escolha, então não seria lógico recusar o batismo às crianças dos pais cristãos, por causa de tais exigências.

O manual dos Apóstolos, também conhecido como 'didaqué', prescreve o batismo para crianças.

Ou seja, era costume dos apóstolos batizarem as crianças, segundo a importância que é o sacramento do "Batismo", pois "quem não renascer da água e do Espírito Santo, não pode entrar no Reino de Deus".

A posição protestante é insustentável, visto que se eles tivessem que seguir tudo o que a Bíblia ordena, como ficariam certas normas do Antigo Testamento que não foram abolidas no Novo, mas pela Igreja que eles rejeitam? Exemplos: Não acender fogo (para cozinhar) em nenhuma moradia no sábado (Ex. 35,3). Não semear diferentes espécies no mesmo campo (Lev. 19,19). Não semear e colher nada, nos campos e na vinha, no ano sabático (Ex. 23, 10-11) e (Lev. 25 3-5). Não comer os frutos das árvores nos primeiros três anos (Lev 19, 23-25).

E, depois, se os pais são responsáveis perante Deus pelo sustento, proteção, educação, amparo etc de seus filhos, quanto mais seriam pelo bem espiritual.


Fonte: Lista Doutrina Católica
Autor: -
Transmissão: Rondinelly Ribeiro

Batismo de Criança


Atos 2,38´39: ´Disse´lhes Pedro: ´Arrependei´vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados. E recebereis o dom do Espírito Santo. A promessa diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos que estão longe ´ a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar´.´ Atos 16,15: ´Depois que foi batizada, ela e a sua casa, rogou´nos dizendo: ´Se haveis julgado que eu seja fiel ao Senhor, entrai em minha casa, e ficai ali´.

E nos constrangeu a isso.´ Atos 16,33: ´Tomando´os o carcereiro consigo naquela mesma noite, lavou´lhes os vergões; então logo foi batizado, ele e todos os seus.´ Atos 18,8: ´Crispo, principal da sinagoga, creu no Senhor, com toda a sua casa; e muitos dos coríntios, ouvindo´o, creram e foram batizados.´ 1Coríntios 1,16: ´Batizei também a família de Estéfanas; além destes, não sei se batizei algum outro´. João 3,5: ´Jesus respondeu: ´Em verdade, em verdade, te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus´.´ Romanos 6,4:

´De sorte que fomos sepultados com Ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo ressurgiu dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.´ ´Todos pecaram´ em razão do pecado de Adão, inclusive as crianças Romanos 3,23: ´Pois todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus´ Romanos 5,12.19: ´Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram. Pois como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um, muitos serão feitos justos.´ Salmo 51[52],5: ´Certamente em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu a minha mãe.´

A Circuncisão (em geral realizada em crianças, cf. Gênesis 17,12), foi substituída pelo Batismo Colossences 2,11´12: ´Nele também fostes circuncidados com a circuncisão não feita por mãos no despojar do corpo da carne, a saber, a circuncisão de Cristo, tendo sido sepultados com ele no batismo, nele também ressurgistes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos.´ Marcos 9,42: ´E quem escandalizar a um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse lançado ao mar´ Lucas 1,41´44:

´Ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre, e Isabel foi cheia do Espírito Santo. Exclamou ela em alta voz: ´Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre. De onde me provém que me venha visitar a mãe do meu Senhor? Ao chegar´me aos ouvidos a voz da tua saudação, a criancinha saltou de alegria no meu ventre.´ Salmo 22[23],9´10: ´Contudo, tu me tiraste do ventre; tu me preservaste, estando eu ainda aos seios de minha mãe. Sobre ti fui lançado desde a madre; tu és o meu Deus desde o ventre da minha mãe.´

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O Dom de Línguas: A Glossolalia


Dando sequência a formação sobre os dons, apresentamos o texto Dom de Línguas: A Glossolalia, retirado do Informativo do ICRRS (International Catholic Charismatic Renewal Services).

O Dom de Línguas: A Glossolalia

O dom de línguas é um fenômeno bastante normal para as pessoas envolvidas na Renovação Carismática. Mas as pessoas que têm contato com este tipo de oração pela primeira vez podem sentir-se desapontadas, já que algo como a glossolalia parece estranho para eles. São Paulo advertiu os Coríntios que isto poderia acontecer.

“Se, pois, numa assembleia da igreja inteira todos falarem em línguas, e se entrarem homens simples ou infiéis, não dirão que estais loucos?” (I Coríntos 14, 23).

E esta advertência vem a partir da experiência. Os apóstolos falando em línguas no dia de Pentecostes foram objetos de gozação. “Outros, porém, escarnecendo, diziam: “Estão todos embriagados de vinho doce” (Atos 2, 13).

Aqueles que falam em línguas podem ser acusados de serem fanáticos ou mentalmente desequilibrados. Tal acusação pode atingir todas as pessoas que estejam profundamente envolvidas em oração, o que é notável a partir da imaginação convencional de oração. E o exemplo do Rei Davi prova isto. Sua filha desprezou-o quando ela o viu dançando e saltando em frente à Arca da Aliança (I Crônicas 15, 29).

No entanto, é necessário declarar que o falar em línguas foi prometido por Jesus antes de Sua Ascensão.

“Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas”. (Marcos 16, 17).

Portanto, não há nada estranho em usar este carisma. O problema parece surgir entre as pessoas que não conhecem o ensinamento bíblico sobre este dom.

É necessário ressaltar que há três tipos de oração em línguas mencionados na Bíblia:

1. A Profecia em línguas acontece quando uma pessoa fala em um idioma desconhecido e o resto dos participantes permanece em silêncio. Tal profecia dá frutos se outra pessoa tem o dom de interpretação e explica o que foi dito.

“Ora, desejo que todos faleis em línguas, porém muito mais desejo que profetizeis. Maior é quem profetiza do que quem fala em línguas, a não ser que este as interprete, para que a assembleia receba edificação. Suponhamos, irmãos, que eu fosse ter convosco falando em línguas, de que vos aproveitaria, se minha palavra não vos desse revelação, nem ciência, nem profecia ou doutrina? (I Coríntios 14, 5-6).

2. Após receber o Espírito Santo, os Apóstolos estavam falando em línguas que não conheciam antes e estas línguas eram compreensíveis para os Judeus de diferentes nações que vieram para Jerusalém para a festa (ver Atos 2, 4-13). Estas pessoas ficaram admiradas em ouvir sobre os “prodígios de Deus” em suas próprias línguas. Portanto, este tipo de dom de línguas é um sinal para aqueles que não acreditam.

3. Adoração espontânea do Senhor após receber o Espírito Santo (Atos 10, 44-46; 19, 1-7). Durante esta oração, muitas pessoas falam em línguas ou cantam em línguas simultaneamente e este é o verdadeiro dom da glossolalia.

Este dom é hoje em dia bastante comum em grupos de oração carismáticos. Seu uso mais frequente acontece quando todos estão adorando a Deus juntos. As pessoas rezam simultaneamente em suas próprias palavras, em línguas e em canções. Pode-se dizer que a glorificação zelosa ao Senhor foi renovada na Igreja pela Renovação Carismática e é uma contribuição muito importante ao jorrar de graças na Igreja contemporânea. O dom de línguas é também como um “quebra-gelo” em nosso contato pessoal com o Senhor, o que pode ser difícil quando uma pessoa está focada em si mesma e em seus problemas. Adorar a Deus concentra as pessoas na pessoa do Senhor e as abre para os próximos carismas que podem aparecer durante o Grupo de Oração.

O dom da glossolalia se faz presente durante a invocação do Espírito Santo e durante intercessões. Mas observa-se também que enquanto as pessoas estão glorificando o Senhor, elas geralmente cantam. Este carisma é muito usado durante intercessões, que é também um dos tipos característicos de ministério na Renovação Carismática. Muitas vezes, pessoas rezando por outras sentem que os pedidos que estas fizeram não são necessariamente aqueles que elas mais precisam. As pessoas que rezam por outras pessoas geralmente não sabem o que pedir, portanto, rezam em línguas. Então, de acordo com a Palavra de Deus (Romanos 8, 26-27), o Espírito “vem em auxílio à nossa fraqueza... E aquele que perscruta os corações sabe o que deseja o Espírito, o qual intercede pelos santos, segundo Deus”. Algumas vezes o Espírito Santo revela, durante a oração em línguas, qual é o verdadeiro problema da pessoa que está recebendo a oração. O entendimento pode então ser proclamado como o dom do conhecimento. Algumas vezes o Espírito Santo entende o que as pessoas, fazendo a oração, estão pedindo e responde.

Resumindo, o dom de línguas é uma forma sobrenatural de comunicação com Deus através do Espírito Santo, que é o doador deste carisma. A glossolalia edifica a oração quando as pessoas se congregam no mesmo lugar para encontrar-se com Deus. Usada quando se está glorificando o Senhor, abre para outros carismas e une as pessoas no mesmo Espírito. Mas também edifica pessoas isoladamente, porque este dom pode ser usado durante nossas orações pessoais. “Aquele que fala em línguas, edifica-se a sim mesmo; mas o que profetiza, edifica a assembleia”. (I Coríntios 14, 4).

Podemos usar este carisma quando sentimos grande entusiasmo e queremos glorificar a Deus, mas nossa mente não consegue “produzir” as palavras adequadas para expressar nossos sentimentos. O dom de línguas é muito usado em tais ocasiões porque não bloqueia nosso entusiasmo. Mas é também bom lembrar que este dom não controla a pessoa, mas é a pessoa que controla o dom e pode fazer uso dele quando bem entender. Esta regra se aplica também ao dom da glossolalia. Por isso, o dom de línguas não deve ser considerado como um tipo de êxtase.



Darek Jeziorny - ICCRS

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

REPÚDIO AOS FESTEJOS MUNDANOS ORGANIZADOS POR GRUPOS DA IGREJA

Não há como calar diante da tamanha gravidade da situação. Hoje nós temos uma sociedade chagada pela vida contemporânea que a grande maioria leva baseada no hedonismo, relativismo religioso e ignorância política.

Hoje observamos um grande número de separações (já passam de 180 mil por ano), e dentre muitos fatores, o álcool se encontra numa posição de destaque. A bebida é causa de 90% das agressões sofridas pelas esposas. A bebida é causa da grande maioria dos casos de iniciação de dependência química. É difícil achar um depende de maconha que não tenha passado primeiro pelo álcool.



Então cabe a pergunta?



Por que alguns grupos jovens insistem em fazer festas com bebidas e banda de forró, axé etc?

Por que muitas paróquias continuam realizando festejos com bandas mundanas e muita cerveja? Sem contar os shows de piadas pesadas!

Já não basta a quantidade de shows de forró, Piauí fest, Micarina, Piauí fest Music etc? Será que as paróquias vão continuar contribuindo para proliferação dessa cultura de morte?



Diante dessa situação, tem como alguém conseguir convidar um amigo para participar da sua paróquia e mudar de vida?

Pelo amor que vocês tem por Nosso Senhor Jesus Cristo e Nossa Senhora, parem com essa cultura de morte de querer vender cerveja nas festas paróquias! Parem de buscar o lucro e procurem chegar ao coração das pessoas.



A juventude é constantemente iniciada na bebida, na prostituição e drogas nessas festas e boates. Agora imagina UM GRUPO DA IGREJA também promover essas festas!!!! É um absurdo!

OS GRUPOS JOVENS QUE PROMOVEM ESSES EVENTOS É MELHOR QUE NÃO EXISTAM.



Jesus sempre cobrou radicalidade na aceitação do seu evangelho: “Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro.” (Mt 6,24).

Em Apocalipse encontramos: “Conheço as tuas obras: não és nem frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! Mas, como és morno, nem frio nem quente, vou vomitar-te” (Ap 3,15-16). Logo não é possível sermos da Igreja Católica (que é a única Igreja de Cristo) e sermos Também do mundo.

São Paulo já fazia advertência aos cristãos que viviam como pagãos: “Portanto, eis o que digo e conjuro no Senhor: não persistais em viver como os pagãos, que andam à mercê de suas idéias frívolas.” (Ef 4,17). O que seriam idéias frívolas? São idéias enganadoras da concupiscência e da sedução que o maligno nos oferece. As idéias que contrapõem o pensamento maligno são as idéias de santidade.

É urgente a criação de um sentimento de santidade nas paróquias. Não basta só as ordens religiosas buscarem a santidade, é preciso que os movimentos e pastorais vivam também a santidade.



Padres, parem de fazer discurso político na hora da homilia. Estudem o evangelho e as leituras e façam uma homilia que chegue no coração das pessoas! Será que vocês não percebem que as pessoas que não entendem ainda o valor da Santa Missa precisam de uma boa pregação para se converterem?

São Paula já alertava: “... como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão falar, se não houver quem pregue?” (Rm 10,14). É preciso usar a homilia para PREGAR DE VERDADE e não ficar falando bobagens que ninguém entende. Nenhum estudante deve apresentar um seminário na faculdade sem antes se preparar bem, do mesmo jeito vocês padres precisam se preparar para falar bem na Missa.



Respeitem o povo e a Deus que escolheu você para o ministério sacerdotal! Não falem besteira na Missa!



Os padres que apóiam esses grupos e também promovem esses festejam precisam rever os seus conceitos de sacerdócio.

A nossa doutrina Católica é tão rica e tão bela, mas está escondida da população... as pessoas tão indo para o protestantismo pq não conseguem perceber a grandeza da doutrina Católica.



FORA DA IGREJA NÃO HÁ SALVAÇÃO... essa frase é verdadeira pq só existe uma arca de Noé para nos livrar do dilúvio do pecado, mas enquanto colocarmos barracas de cervejas na entrada da arca, as pessoas não sentirão necessidade de entrar.



Termino esse texto com a frase que São Fidélis de Sigmaringen disse ao ser cercado por soldados que o forçaram a renegar o que havia acabado de pregar, antes de ser morto: “NÃO POSSO, É A FÉ DE VOSSOS AVÓS. EU DARIA DE BOM GRADO MINHA VIDA PARA QUE VÓS VOLTÁSSEIS A ESTA FÉ”.



Marcos Paulo
http://marcospauloteixeira.wordpress.com/

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

A Igreja Católica e a Bíblia



Se não fosse a Igreja Católica, não existiria a Bíblia como a temos hoje, com os 72 livros canônicos, isto é, inspirados pelo Espírito Santo.


“Foi a Tradição apostólica que fez a Igreja discernir que escritos deviam ser enumerados na lista dos Livros Sagrados”(DV 8; CIC,120).


Portanto, sem a Tradição da Igreja não teríamos a Bíblia. Santo Agostinho dizia: “Eu não acreditaria no Evangelho, se a isso não me levasse a autoridade da Igreja Católica”(CIC,119).


Por que a Bíblia católica é diferente da protestante? Esta tem apenas 66 livros porque Lutero e, principalmente os seus seguidores, rejeitaram os livros de Tobias, Judite, Sabedoria, Baruc, Eclesiástico (ou Sirácida), 1 e 2 Macabeus, além de Ester 10,4-16; Daniel 3,24-20; 13-14.


No ano 100 o Sínodo de Jâmnia (ou Jabnes):


(1) deveria ter sido escrito na Terra Santa;

(2) escrito somente em hebraico, nem aramaico e nem grego;

(3) escrito antes de Esdras (455-428 a.C.);

(4) sem contradição com a Torá ou lei de Moisés.


Versão dos Setenta: Alexandria - 200 anos antes de Cristo, incluiu os livros que os judeus de Jâmnia, por critérios nacionalistas, rejeitaram.


Havia então no início do Cristianismo duas Bíblias judaicas: uma da Palestina (restrita) e a Alexandrina (completa – Versão dos LXX).


Os Apóstolos e Evangelistas optaram pela Bíblia completa dos Setenta (Alexandrina), considerando canônicos os livros rejeitados em Jâmnia.


Das 350 citações do Antigo Testamento que há no Novo, 300 são tiradas da Versão dos Setenta, o que mostra o uso da Bíblia completa pelos apóstolos.


Verificamos também que nos livros do Novo Testamento há citações dos livros que os judeus nacionalistas da Palestina rejeitaram. Por exemplo: Rom 1,12-32 se refere a Sb 13,1-9; Rom 13,1 a Sb 6,3; Mt 27,43 a Sb 2, 13.18; Tg 1,19 a Eclo 5,11; Mt 11,29s a Eclo 51,23-30; Hb 11,34 a 2 Mac 6,18; 7,42; Ap 8,2 a Tb 12,15.


Nos mais antigos escritos dos santos Padres da Igreja (patrística) os livros rejeitados pelos protestantes (deutero-canônicos) são citados como Sagrada Escritura.


São Clemente de Roma, Papa, no ano de 95 escreveu a Carta aos Coríntios, citando Judite, Sabedoria, fragmentos de Daniel, Tobias e Eclesiástico; livros rejeitados pelos protestantes.


Pastor de Hermas, no ano 140, faz amplo uso de Eclesiástico, e do 2 Macabeus;


Santo Hipólito (†234), comenta o Livro de Daniel com os fragmentos deuterocanônicos rejeitados pelos protestantes, e cita como Sagrada Escritura Sabedoria, Baruc, Tobias, 1 e 2 Macabeus.


Vários Concílios confirmaram isto: os Concílios regionais de Hipona (ano 393); Cartago II (397), Cartago IV (419), Trulos (692). Principalmente os Concílios ecumênicos de Florença (1442), Trento (1546) e Vaticano I (1870).


Lutero, ao traduzir a Bíblia para o alemão, traduziu também os sete livros (deuterocanônicos) na sua edição de 1534, e as Sociedades Biblícas protestantes, até o século XIX incluíam os sete livros nas edições da Bíblia.


“Pela Tradição torna-se conhecido à Igreja o Cânon completo dos livros sagrados e as próprias Sagradas Escrituras são nelas cada vez mais profundamente compreendidas e se fazem sem cessar, atuantes.” (DV,8).


A Bíblia não define o seu catálogo; isto é, não há um livro da Bíblia que diga qual é o índice dela. Assim, este só pode ter sido feito pela Tradição dos apóstolos, pela tradição oral que de geração em geração chegou até nós.


A Vulgata - O Papa São Dâmaso (366-384), no século IV, pediu a S.Jerônimo que fizesse uma revisão das muitas traduções latinas que havia da Bíblia. São Jerônimo revisou o texto grego do Novo Testamento e traduziu do hebraico o Antigo Testamento, dando origem ao texto latino chamado de Vulgata, usado até hoje.